A Paz de Cristo

Iraquiano diante da Imagem de Nosso Senhor, numa das igrejas destroçadas pelos infiéis

Iraquiano diante da Imagem de Nosso Senhor, numa das igrejas destroçadas pelos infiéis

Há que se distinguir duas coisas: a paz segundo o mundo, e a Paz de Cristo.

A paz segundo o mundo é a falsa paz. Paz que confundem com ausência de combate. É a paz dos pacifistas. É a paz que tentam atribuir falsamente a Nosso Senhor Jesus Cristo.

No pacifismo existe uma contradição de essência, e é pela contradição que se descobre que o sistema é falso. E pela falsidade se entrevê a inspiração diabólica, porque toda mentira remonta ao Diabo, que é seu pai. E as mentiras são todas as proposições a respeito de um assunto, todas menos uma. E esta única é a verdade. Pode-se dizer que 2+2 é igual a 1, 3, 10 milhões, 1 trilhão… Mas de todas essas mentiras, só existirá uma verdade.: 2 + 2 = 4.

Para o pacifismo atual, toda guerra é má. Por isso, os pacifistas estão prontos a fazer até guerra ao belicismo. O que demonstra sua contradição. Nada mais hipocritamente belicoso do que um pacifista.

Percebem a contradição? Para combater as guerras, são capazes de declarar guerra ao que fomenta a guerra… A mesmíssima coisa para os tolerantes: detestam toda e qualquer intolerância, ou seja: para exercer a tolerância, usam de INTOLERÂNCIA contra os INTOLERANTES.

Portanto, a paz do mundo é confundida com tranquilidade, com ausência de guerras, com sossego, etc, etc, etc. E para tanto, ludibriam os incautos, persuadindo-os que Cristo estaria mais para um hippie repetindo o slogan “paz e amor, bicho” do que o Jesus Cristo verdadeiro, O Jesus que harmonizava a ordem de amar os inimigos com a afirmação de que não veio trazer a paz, mas a espada.

O que é PAZ, segundo os Evangelhos? O que é a verdadeira Paz, tal como deveriam – que digo? DEVEM! – entender os católicos, que vêem o mundo segundo uma visão sobrenatural das coisas, apoiados numa Fé com mais de dois mil anos, e não nas últimas notícias dos jornais?

Paz, segundo Santo Agostinho é a tranquilidade da Ordem.

Paz é a tranquilidade da Ordem.

e o que é Ordem?

Ordem é a disposição de elementos em função de um fim, cada um em seu devido lugar, fazendo o que deve, e recebendo o que tem direito.

Portanto, há de se distinguir em primeiro lugar o que é a paz de Cristo

“Eu vos deixo a paz, dou-vos a minha paz; não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo. XIV, 27)

Em seguida, entender o que significa o próprio conceito de paz.

Dizer que Cristo simplesmente quer a paz, pode enganar, pois simplifica o Seu Ensinamento.

A paz de Cristo não é uma simples ausência de guerra, uma ausência de luta. Por isso, Nosso Senhor Jesus Cristo nos disse também: “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Não vim trazer a paz, mas a espada” (Mt. X, 34). A paz não é a mera tranqüilidade. Julgar que a paz é simplesmente a tranqüilidade, é ilusão, pois essa é a paz do preguiçoso e do covarde. É a paz do cemitério, da ausência de vida.

No cemitério há tranqüilidade, mas a da morte.

Numa sociedade tiranizada pode haver tranqüilidade material, ausência de assaltos e de lutas, mas só porque a sociedade está garroteada pela tirania, que não permite nenhuma ação.

A verdadeira tranqüilidade não é a da morte, ou a do manietamento forçado, mas sim a tranqüilidade que resulta da ordem.

Existe ordem na sociedade, quando cada elemento está em seu devido lugar, fazendo o que deve, e recebendo da sociedade aquilo a que tem direito. A ordem exige a justiça. Por isso, diz Deus na Sagrada Escritura que “a paz é o efeito da justiça“(‘Opus justitiae, pax’). Não há paz sem justiça. Não há tranqüilidade sem ordem. Não há ordem sem justiça. Não há paz, sem justiça, sem ordem, sem tranqüilidade. Por isso Deus disse ainda: “Não há paz para os ímpios, diz o Senhor” ( Is. XLVIII, 22). A ordem implica necessariamente desigualdade. Na igualdade, não há ordem. Por esse motivo, as sociedades modernas — que são por definição igualitárias — não tem ordem, e não podem ter paz.

A paz social é comparável com a saúde. Esta é a resultante da colocação dos órgãos do corpo humano em seu devido lugar, cada um executando perfeitamente a função que deve, e recebendo aquilo a que tem direito. Caso falte uma dessas três condições, a pessoa não tem saúde, e a tranqüilidade física desse organismo é perturbada pela dor ou pelo incômodo. Assim, quando se dá uma grave desordem orgânica, é preciso a intervenção cirúrgica para restabelecer a ordem física.

Também no campo social, quando há uma grave desordem, fica necessário usar o “bisturi” social– a espada de que falava Cristo — para restabelecer a ordem violada.

Portanto a guerra– como as operações cirúrgicas — podem ser necessárias, para restabelecer a justiça e a ordem.

Se comparamos a guerra com a paz, evidentemente a guerra aparece como um mal e a paz como um bem.

Entretanto é preciso compreender a guerra como um mal relativo e, por vezes necessário.

Também fazer uma operação do coração é algo terrivelmente ruim se comparado com a saúde. Mas a morte é um mal pior ainda que a operação do coração.

A operação do coração pode ser um mal necessário. Comparado com a saúde a operação é um mal. Comparada com a morte a operação é um bem. Assim também a guerra: ela é, por vezes, um mal necessário, para evitar um mal ainda maior.

Há um exemplo claro o da justiça da guerra em nossos tempos: o combate que os aliados fomentaram contra o Nazismo. Os nazistas eram genocidas, exterminavam particularmente os judeus, mas também ciganos, homossexuais, deficientes físicos pela simples loucura de proteger uma raça pretensamente superior (ariana), promovendo limpezas étnicas, religiosas e culturais. Combatê-los foi um dever de Justiça, e optar pela neutralidade seria uma cumplicidade criminosa.

Portanto, há guerras justas.

Na Sagrada Escritura se fala das guerras justas de David, de Judas Macabeu, por exemplo. E houve grandes santos que fizeram guerras e cruzadas: São Luís rei de França fez duas cruzadas, e Santa Joana d’Arc foi a “santidade em armadura”, a “virtude revestida de couraça”. A jovem e pura donzela francesa dizia, transbordando de zelo cristão, que “Só se encontrará a paz na ponta de uma lança”.

De igual maneira é dever cristão combater o Islã em todas as terras em que eles oprimem e exterminam as pessoas, pelo crime de não serem consideradas adequadas para viverem, particularmente os cristãos que têm sido suprimidos neste autêntico extermínio que se abateu nos territórios do Iraque e da Síria. Que a guerra promovida pelos EUA contra o Iraque foi uma disputa judaica contra o Islã, com múltiplos interesses, disso não se duvida. Mas a atual opressão de fundamentalistas contra povos autoctones que nada têm a ver com isso, e são mortos pelo crime de serem cristãos ou qualquer outra coisa indesejável para eles, isso é motivo para combatê-los, sob pena de omissão!

Cristãos crucificados por muçulmanos radicais na Síria

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Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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