A visão de Leão XIII

São Miguel Arcanjo derrota o Diabo. Quis ut Deus? Quem como Deus?

São Miguel Arcanjo derrota o Diabo. Quis ut Deus? Quem como Deus?

Não me lembro exatamente do ano. Uma manhã, o grande Pontífice Leão XIII tinha celebrado a Stª Missa e estava a assistir a uma outra de ação de graças, como de costume. De repente, viu-se ele virar energicamente a cabeça, depois de fixar qualquer coisa intensamente, sobre a cabeça do celebrante. Mantinha-se imóvel, sem pestanejar, mas com uma expressão de terror e de admiração, tendo o seu rosto mudado de cor. Adivinhava-se nele qualquer coisa de estranho, de grande.

Finalmente voltando a si, bate ligeira, mas energicamente com a mão, levanta-se. Dirige-se ao seu escritório particular. Os mais próximos seguem-no com preocupação e ansiedade. E perguntam-lhe em voz baixa: Santo Padre, não se sente bem? Precisa se alguma coisa? Responde: “Nada, nada”.

Daí a uma meia hora manda chamar o Secretário da Congregação dos Ritos, e estendendo-lhe uma folha de papel, manda fazê-la imprimir e enviar a todos os Ordinários do mundo. Que assunto continha? A oração que rezávamos no fim da missa com o povo, com a súplica a Maria e a invocação ardente ao Príncipe das milícias celestes, implorando a Deus que precipite Satanás no inferno.

Naquele escrito ordenava-se igualmente que as orações fossem rezadas de joelhos. Também foi publicado no jornal La Settimana del Clero, em 30 de Março de 1947, não sendo citada a fonte que deu origem à notícia. Será contudo notada a maneira insólita como esta oração, enviadas aos Ordinários em 1886, foi mandada rezar.

Para confirmar aquilo que o Pe. Pechenino escreveu, dispomos do testemunho irrefutável do Cardeal Natalli Rocca, que na sua carta pastoral para a Quaresma, emanada de Bolonha em 1946, diz: “Foi mesmo Leão XIII quem redigiu esta oração. A fase (Satanás e os outros espíritos malignos) que vagueiam pelo mundo para perder das almas tem uma explicação histórica que o seu secretário particular Mons. Rinaldo Angeli, nos contou várias vezes; Leão XIII teve verdadeiramente a visão de espíritos infernais que se adensavam sobre a cidade eterna (Roma).

Foi desta experiência que nasceu a oração que ele quis toda a Igreja rezasse. Esta oração rezava-a ele com voz viva e vibrante: ouvimo-la muitas vezes na Basílica do Vaticano. Mas isto não é tudo: ele escreveu também por suas próprias mãos um exorcismo especial que figura no Ritual Romano (ed. 1954, tit. XII, c.III, pág.863 e seg.). Recomendava aos bispos e aos sacerdotes que rezassem muitas vezes estes exorcismos nas suas dioceses e paróquias. Ele próprio o fazia muitas vezes durante o dia.

Também é interessante ter em conta um outro acontecimento que reforça ainda mais o valor desta oração que se rezava no fim de cada Missa. Pio XI quis que, ao serem rezadas estas orações, se pusesse uma intenção particular pela Rússia (alocução de 30 de Junho de 1930). Nesta alocução, depois de ter lembrado as orações pela Rússia que ele próprio tinha pedido a todos os fiéis a quando da festa do Patriarca S. José (19 de março de 1930) e, depois de ter lembrado a perseguição religiosa na Rússia, concluiu com estas palavras:

“E para que todos possam sem fadiga e sem obstáculos continuar esta santa cruzada, decidimos que as orações que o nosso bem amado predecessor Leão XIII ordenou aos sacerdotes e aos fiéis que rezassem depois da Missa, sejam ditas por esta intenção particular, isto é, pela Rússia. Que os bispos e o clero secular e regular tomem ao seu cuidado informar os fiéis e aqueles que assistem ao Santo Sacrifício, e que não se esqueçam de lhes lembrar estas orações (Civiltà Cattolica, 1930, vol.III).

Conforme se pode constatar a presença aterrorizadora de Satanás foi claramente tida em conta pelo Pontífice; e a intenção que Pio XI, tinha acrescentado, visava mesmo o fundamento das falsas doutrinas difundidas no nosso século, que envenenaram não só a vida dos povos mas também dos próprios teólogos.
Se a disposição tomada por Pio XI não foi respeitada, a falta deve-se àqueles a quem tinha sido confiada; inseria-se perfeitamente no âmbito dos avisos carismáticos que o Senhor havia dado à humanidade através das aparições de Fátima, embora mantendo-se independente desta: Fátima ainda era desconhecida do mundo.

Artigo publicado na revista: Ephemerides Liturgicae, escrito pelo Pe. Domenico Pechenino, 1955, pag. 58-59.

Papa Leão XIII (1878-1903)

Papa Leão XIII (1878-1903)

Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio, contra nequitias et insidias diaboli esto praesidium: Imperet illi Deus, supplices deprecamur, tuque, Princeps militiae caelestis, satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. 

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e a todos os  espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

A prática de rezar esta oração de joelhos após a Missa, por ordem de Leão XIII DESAPARECEU junto com a Missa Verdadeira do cotidiano da Igreja, onde raríssimos casos em que esta oração é recitada após a missa (nova) são verificados.

Pois bem: as aparições de La Salette diziam: Roma perderá a Fé e será a Sede do Anticristo. Leão XIII viu se descortinar diante de seus olhos a visão e a forte discussão entre Satanás e Jesus Cristo. O diabo desafiava a Jesus:

– Sempre consegui fazer muitos estragos na tua Igreja. Se eu tivesse mais tempo e mais liberdade…

Jesus perguntou:
– O que farias se tivesses mais tempo e mais liberdade?

– Eu destruiria a tua Igreja.

Jesus:
– Quanto tempo queres para isso?

– Uns 50 ou 60 anos.

Jesus:
– Está bem, tens 100 anos. Depois veremos.

E além disso, em 1917 a Santa Virgem revelou em Fátima o drama da Igreja; no mesmíssimo ano o Código de Direito Canônico foi promulgado, reiterando as severas condenações à seita maçônica; no mesmo ano houve a Revolução Bolchevique e o início da difusão dos “erros da Rússia”; no mesmo ano a maçonaria, comemorando seu bicentenário (Londres, 1717), desfila em plena PRAÇA DE SÃO PEDRO DO VATICANO, cuja testemunha é o próprio santo Maximiliano Kolbe, e defralda um enorme cartaz onde se lia: “Satanás reinará no Vaticano e o papa será seu escravo”.  Pois bem: observem abaixo a que nível chegamos: uma imagem de São Miguel Arcanjo simultaneamente benzida pelo papa emérito (sic!) e pelo papa atual. Imagem que, pelo seu nudismo evoca o período negro do Renascimento pagão, patrocinado pelos próprios papas da época, que prejudicaram muito a Igreja, apesar de não terem tocado na doutrina, causando danos incomparavelmente menores do que os atuais papas.

Eis abaixo a escultura pagã.

Estátua sacrílega de São Miguel, benzida pelos papas. Encontra-se no Vaticano...

Estátua sacrílega de São Miguel, benzida pelos papas. Encontra-se no Vaticano…

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Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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