Sobre a reação contra o ato ecumênico da Catedral de Buenos Aires

Judeu intimidando um padre e um leigo católicos dentro da catedral. Hoje eles invadem nossos templos, o que será do amanhã?

Judeu intimidando um padre e um leigo católicos dentro da catedral. Hoje eles invadem nossos templos, o que será do amanhã?

Sou leitor do Fratres in Unum, como muitos notadamente perceberam. Comentei inclusive sobre a lastimável cerimônia ecumênica e a reação suscitada da parte de jovens fiéis atendidos pela FSSPX.

Porém, o blog esteve em recesso, de maneira que só agora os comentários passaram a ser liberados, e dentre a consequente popularização do blog – o que TAMBÉM inclui todo tipo de gente, inclusive comentaristas liberais – me surgiu um comentário que, confesso, me deixou indignado, pois utilizou de uma rara tática psicológica, já que a primeira vista parecia tratar-se de um católico tradicionalista, e só no lento desenrolar foi revelando a perversa astúcia liberal, num estilo tentador que me fez lembrar das severas repreensões de Nosso Senhor a São Pedro, quando O mesmo disse” Afasta-te de mim, Satanás! Tu me serves de pedra de tropeço, porque não cogitas as coisas de Deus, mas as dos homens!” (SMateus XVI, 23).

Tenho dúvidas a respeito da forma como os católicos abordaram a situação, e foi neste espírito que num primeiro momento passei a ler a missiva de um leitor que assinou como Gerson. Pensei tratar-se de um católico tradicional que não concordava com o modo como os portenhos católicos reagiram diante do acontecimento. Logo vi que passava muito longe disso.

Enfim, deixarei abaixo o comentário do leitor em questão, e a minha resposta, pois o Fratres in Unum é muito dinâmico, e se atualiza sempre, de forma que o assunto já vai longe, e muitos talvez não percebam os comentários. Ademais, segundo o próprio blogueiro, há muitos comentários a ser aprovados, pois haviam perto de duzentos neste período de recesso.

Eis aqui. E vejam que o missivista abaixo passa longe de ser um ignorante da fé.

A prática de usar a catedral de Buenos Aires  para atos desse tipo foi inaugurada por este homem de kipá, que agora é o papa da Igreja. Força, católicos, Deus não nos pede a vitória, mas o combate, não fujamos, mesmo que Pedro negue a Cristo MAIS UMA VEZ.

A prática de usar a catedral de Buenos Aires para atos desse tipo foi inaugurada por este homem de kipá, que agora é o papa da Igreja. Força, católicos, Deus não nos pede a vitória, mas o combate, não fujamos, mesmo que Pedro negue a Cristo MAIS UMA VEZ.

Hoje, 24/11/13, no Rito Extraordinário da Missa, o Intróito traz uma exortação, de modo especial, aos
tradicionalistas, chamado-os a paz.
Trata-se de um trecho de Jeremias, no qual Deus revela que Seus pensamentos são de paz e não de aflição.
Neste artigo vemos que jovens da FSSPX interromperam uma Cerimônia Religiosa de caráter Ecumênico na Catedral de Buenos Aires.
Essa infeliz ação desses jovens, se bem analisada, vai de encontro com as palavras do Intróito do último Domingo do Ano Litúrgico celebrado por todos os Tradicionalistas no mundo inteiro.
As ações deles não foram de paz, mas de aflição, foram atos contra a paz. Qual a diferença dessa ação deles com a dos shiitas, com a jirad islâmica?
Essa infeliz ação os identificam com os muçulmanos mais radicais, os identificam com os terroristas, pois violência gera violência, já que todo efeito, como diz a sã filosofia, é proporcional à sua causa.
Não foi, portanto, uma ação movida pelo bom Espírito de Deus, pois de acordo com as palavras deste Intróito, os pensamentos de Deus, que são inspirados por Deus, são de paz, não de ódio.
As palavras de Jeremias pedem para depor as armas, e eles empunham as armas do ódio contra o próximo.
Poderão dizer que estavam cheios de zelo por Deus e pela Casa de Deus, mas Aquele que não poupou Seu próprio Filho por acaso iria poupar um Templo, que é menor que Seu Filho?!
Dentro daquele templo estava acontecendo uma celebração religiosa por duas religiões de credos diferentes: judeus e católicos.
Estava sendo celebrado ali exatamente o que ensinam as palavras de Jeremias no Intróito do último Domingo Depois de Pentecostes: a paz entre as religiões e entre os povos.
A paz é fruto da Caridade, como escreve São Paulo Apóstolo.
Portanto, os pensamentos de Deus são pensamentos de Amor, não de ódio, de zelo pelas almas, não de zelo por um Cristo idealizado, pois Jesus entregou-se para nos salvar, profanou-se para nos salvar, e as coisas não são mais importantes que as almas.
O maior zelo a Cristo é permanecer no Seu Amor, que gera a paz, a paz que estava acontecendo ali no Templo.
Lembro que um dos maiores milagres Eucarísticos é fruto de uma profanação; a mulher rouba a Eucaristia para praticar rituais de feitiçaria, e a Eucaristia se transforma em carne e sangue: Jesus responde com Misericórdia ao sacrilégio.
Não houve profanação do Templo, mas houve sim a profanação do Sacratíssimo Rosário da Bem-aventurada e sempre Virgem Maria, pois devemos rezar pelos outros, e não contra os outros.
Assim como podemos usar a buzina de nossos carros para xingar ou para cumprimentar alguém, os tradicionalistas usaram o Rosário, coisa santíssima, para xingar as pessoas que estavam fazendo uma celebração dentro da Catedral de Buenos Aires.
Isso é um sacrilégio, não é motivado por Deus.
Devemos rezar pela salvação das pessoas, e eles usaram de coisas santíssimas para condenar as pessoas, ação totalmente contra o espírito de Jesus Cristo que podemos ver claramente nas palavras da oração do Anjo, ensinada às crianças de Fátima: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos PERDÃO para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Amém.”
Pedir a Deus o PERDÃO, não a condenação…

E eis a minha resposta:

Seu comentário está aguardando aprovação. 

Gerson,
Que com certeza não pode ser confundido com o leitor Gederson Falcometta, que sempre frequenta este blog e costuma ser impecável em seus comentários,
Li atentamente seu comentário, e devo confessar: há muito tempo não vejo uma retórica tão hábil em torcer completamente uma situação. Seria até mesmo instigante… Se não fosse tão trágico…
Inicialmente você iniciou sua missiva citando o intróito da Missa, o que certamente amaciou quase todos os que se dedicaram a ler o que você escreveu. Mas o vestígio de sua orientação ficou nítido na primeira linha. Quem está firme na Tradição jamais repetiria a infeliz terminologia “forma extraordinária” para a Missa Verdadeira, a que foi inspirada por Deus desde imemoriáveis tempos.
E a partir de uma crítica que a primeira vista poderia ser entendida por alguns dos leitores como algo voltado à tática dos jovens, pois a FORMA da reação (e não o JUSTO MOTIVO) não encontrou consenso entre os próprios católicos tradicionais, você deforma toda a situação de maneira traiçoeira, lançando na melhor maneira protestante uma passagem do profeta Jeremias, e alterando O CONTEÚDO do problema; pois então o pecado foi a reação dos católicos, e não o ato ecumênico.
VADE RETRO SATANA.
Esta é a mentira central de toda a carta, que por sinal transborda delas.
A primeira de todas é a de insinuar um pseudo-pacifismo atribuido ao profeta Jeremias:
disse você:
As palavras de Jeremias pedem para depor as armas, e eles empunham as armas do ódio contra o próximo”.

Pois saibam todos: A PAZ FUNDADA NA INJUSTIÇA JAMAIS SERÁ VERDADEIRA PAZ.
A Paz, segundo Santo Tomás de Aquino é a Tranquilidade da Ordem.
E a Ordem é a correta disposição das coisas em seus devidos lugares.
Pois bem: os judeus atuais não são sequer seguidores fidedignos do Antigo Testamento, pois adotaram o Talmud, assim como a Kaballah e outras supertições gnósticas, mas o muro intransponível que os separa dos católicos é a sua negação do Messias que É NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, Deus de Deus, Novo Adão, o Leão da Tribo de Judá, cujo Reino não terá fim.
A própria existência do judaísmo constitui uma blasfêmia contínua, porque Deus estabeleceu ao seu povo o Messias como sendo seu próprio Filho, e os seus O rejeitaram.
Portanto, o judaísmo não pode ser encarado como uma bobagem, mas como um meio onde infelizmente milhões de almas se precipitam ao Inferno, porque está escrito de maneira clara e absoluta no Evangelho: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.” (S. Marcos, XVI, 16).

E Gerson prossegue com mais uma insensatez: “Poderão dizer que estavam cheios de zelo por Deus e pela Casa de Deus, mas Aquele que não poupou Seu próprio Filho por acaso iria poupar um Templo, que é menor que Seu Filho?!
Com a mesma lógica, disse Satanás a Jesus: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo(…).” (S. Mateus IV, 6).
Para um ignorante, uma igreja, uma sinagoga, uma mesquita, um pagode chinês ou um terreiro de candomblé são apenas lugares de culto.
Mas para um católico que conhece a sua Mãe, o que difere uma igreja de uma sinagoga é fundamentalmente a PRESENÇA REAL de Nosso Senhor Jesus Cristo totalmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sob as espécies de comida e bebida.
O templo católico é como a manjedoura de Belém. No templo está a Virgem Santa Maria, São José, que velava por sua família assim como hoje vela pela Igreja, e sobretudo, Nosso Senhor Jesus Cristo.
E naquele estábulo, como é de se esperar, haviam os animais também, cumprindo o previsto pelo profeta Isaías: “O boi conhecerá o seu dono, e o burro conhecerá o presépio de seu Senhor” (Is. 1, 3).
Afinal de contas, o boi era o judeu acostumado a arrastar o arado da Lei, e o burro era o pagão que ignorava as coisas de Deus. Mas NA IGREJA ambos se irmanariam em Cristo, ou seja, sob sua doutrina, o que de maneira alguma constituiu a abominação portenha! Não foi para pedir o batismo que os judeus se deslocaram para lá, e muito menos para convertê-los que os liberais os convidaram, tudo isso diante de Nosso Senhor, sob as espécies de pão e de vinho…
No estábulo os animais comem e deixam o esterco. Na Igreja os homens se alimentam do Evangelho, e sobretudo de Cristo Eucarístico, e deixam no confessionário a imundície do pecado. Então não venha você reduzir um templo consagrado para o culto católico, e onde se ministram os Sacramentos a um problema material!

E você prossegue: “Dentro daquele templo estava acontecendo uma celebração religiosa por duas religiões de credos diferentes: judeus e católicos”.
Credos antagônicos, entre Judas e o Sinédrio de um lado, e algumas dezenas de pessoas inflamadas de zelo, pois deles não questiono a intenção, só não tenho certeza quanto aos modos.
Por isso volto a repetir a afirmação acima: a paz fundada na injustiça jamais será verdadeira paz.
O ecumenismo liberal é obra DIABÓLICA, SATÂNICA. O ecumenismo destruiu as missões católicas. O fundo doutrinário do ecumenismo é que fora de Jesus Cristo e da Igreja pode-se salvar. O ecumenismo é a doutrina que põe o homem como o Deus absoluto e as religiões – incluindo a Única Verdadeira – como suas servas. O ecumenismo, assim como tudo o que é inspirado pelo Diabo, têm em sua gênese um princípio de contradição que demonstra a sua mentira: ele prega o diálogo e a tolerância. Ora: em nome do diálogo e da tolerância os liberais e os judeus aquartelados na Igreja rebateram a intransigência de um grupo de crianças e adolescentes com as mesmas armas que dizem odiar: a falta de diálogo e a intolerância. O ecumênico arcebispo disse aos católicos que SAÍSSEM da catedral!!!!
Em que mundo estamos! Os católicos outrora expulsos das Sinagogas são agora expulsos das igrejas… E os infiéis são convidados a celebrar sua infidelidade – com direito a colocarem até um menorah – um candelabro de 7 velas – no espaço sagrado!
Pois então.
Suspendamos qualquer juizo de valor sobre quem está certo ou errado apenas por alguns segundos, e foquemos no gesto. Se os tolerantes não toleram (sic) quem não seja tolerante (sic!!), então estão baseados em princípios falsos, pois de todas as tolerâncias, existe ao menos UMA intolerância.
E o mesmo para o famoso diálogo. Agora os católicos expulsos podem dizer em bom som: não fomos tolerados pelos que se apresentam como tolerantes!
Eis a contradição.
Eis a mentira.
Eis Satanás, pois é ele o Pai da Mentira.
Pois estes católicos foram para Gerson, para os liberais e para os judeus sinais de contradição, pois involuntariamente demostraram que a tolerância religiosa e o diálogo são impraticáveis, visto serem instrumentos de Satanás para a danação dos homens.
Benditos sejam os que fizeram cair a farsa destes homens. Assim foi a inteira vida de Nosso Senhor!
Quando Ele foi apresentado no Templo, quarenta dias após o seu nascimento, o profeta Simeão disse a Nossa Senhora: “Eis que este menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel, e para ser ALVO DE CONTRADIÇÃO” (S. Lucas. II, 34).

***

Para os judeus não pedimos o desprezo e o ódio. E muito menos para os verdadeiros responsáveis desta celeuma: o clero liberal, pois foram eles – e não os judeus – quem fomentaram este escândalo, convidando-os para esta abominação. Se há maior pecado, em primeiro lugar são dos liberais que se autodenominam católicos, para a desgraça de muitos.
Para os judeus desejamos a verdadeira Caridade.

Mais uma farsa de Gerson: “Estava sendo celebrado ali exatamente o que ensinam as palavras de Jeremias no Intróito do último Domingo Depois de Pentecostes: a paz entre as religiões e entre os povos. A paz é fruto da Caridade, como escreve São Paulo Apóstolo

QUE CARIDADE É ESTA?
Onde está a caridade em esconder dos judeus a VERDADE que fora da Igreja não há Salvação? Onde está a caridade em agir de maneira que os judeus permaneçam judeus, sabendo que se condenarão caso não creiam e não sejam batizados?
Deus nos livre da caridade de quem prefere que nos danemos a nos dizer uma palavra desagradável. Não existe caridade nisso, existe cumplicidade no mal. Que Deus os repreenda nesta vida!
Não há caridade, porque não há justiça, porque não há paz.
Já que se utilizou o profeta Jeremias para se falar retoricamente em paz, a ponto de se inverter a situação e colocar não o ecumenismo liberal, mas a indignação dos católicos que se colocaram contra este absurdo, lembremos que o mesmo profeta Jeremias dizia dos maus sacerdotes de seu tempo, que causaram a guerra e a destruição de Jerusalém:

Eles curavam as chagas das filhas de meu povo com IGNOMÍNIA, dizendo: Paz, paz, quando não havia paz” (Jer. VI, 14).
Assim como os sacerdotes de outrora tapeavam o povo com promessas de falsa paz, os de agora – em tudo piores que os antigos – fazem exatamente a mesma coisa, e dizem PAZ, quando não há paz. Dizem paz quando não há tranquilidade na ORDEM.
Se havia verdadeira paz ao menos no corpo da igreja, então porque houve este levante em plena catedral? Onde está a paz?
Não me lembro de ter visto missiva tão ardilosa em todos esses anos como leitor do Fratres. A ponto de se mencionar até um milagre eucarístico para demonstrar como a mentira do pacifismo deve ser engolida pelo povo-boi que não estuda doutrina e se deixa levar por balelas deste naipe.
Gerson quis dar a entender que Cristo é um bonachão com possíveis doses de sadomasoquismo, pois quase estimularia sacrilégios com Misericórdia.
Mas Gerson omite a razão de qualquer autêntico milagre: ao contrário do que muitos pensam, milagres não acontecem para demonstrar poder, dar audiência ou para se ocupar na falta do que fazer. Todos os verdadeiros milagres registrados têm como fruto principal não o prodígio em si, mas A CONVERSÃO DOS PECADORES.
A mulher supersticiosa depois de cometer sacrilégio, e diante do prodígio, CONVERTEU-SE. Assim como todos os milagres que Cristo operou em Sua vida pública atraíram as almas para o seguimento de sua doutrina.
O único milagre no Sacrilégio de Buenos Aires foi o daquela Catedral não cair sob as cabeças daqueles malfeitores, isso sim!
O Rosário da Santíssima Virgem é a arma de todo verdadeiro católico. E todo verdadeiro católico é militante. Cristo estabeleceu a Igreja MILITANTE, e não a falsa igreja pacifista.
Cristo instituiu um sacramento, o Crisma – que nos torna seus soldados. Para os que compreendem que o crisma deve ser vivido na luta pela defesa da Fé que Cristo deixou a espada. E a espada que Ele nos deixou não é para fazer tricô. É para combater.
Porque só o combate para estabelecer a verdade e a justiça IMPÕE a ordem, e só com a ordem e a justiça existe a paz. A paz é obra da justiça. Opus justitiae, pax . Justiça e paz se beijaram (Sl.LXXXIV, 11) por que uma não existe sem a outra. E a justiça só se estabelece, muitas vezes, com o uso da espada. A espada da verdade.

Agora, quem não tem uma espada, venda o manto e compre uma” (S. Lucas XXII, 36).

E citando o próprio Jeremias, tão desgraçadamente distorcido neste post: “Maldito aquele que não ensangüentar a sua espada” (Jer. XLVIII, 10).

Porque “Não há paz para os ímpios, diz o Senhor Deus” (Isaias, XXII, 57, 21).

Que sirva de alarme a todos: não existe porto seguro neste mundo, nem ambiente que cedo ou tarde não seja alvo das legiões. Nisso exatamente consiste a doutrina liberal. Hoje firmes, amanhã não tanto, e sob viés conservador, depois de amanhã um liberal que se julga católico.
Alguns estranham a “invasão” do fratres por tanta gente heterodoxa? Pois em tudo isso sou forçado a admitir: depois desta mensagem serpentina, reconheço que estão se aperfeiçoando…

Libera nos Domine, que a Virgem Maria e São José nos protejam!

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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9 respostas para Sobre a reação contra o ato ecumênico da Catedral de Buenos Aires

  1. “Alguns estranham a “invasão” do fratres por tanta gente heterodoxa? Pois em tudo isso sou forçado a admitir: depois desta mensagem serpentina, reconheço que estão se aperfeiçoando…”

    Verdade, Bruno! Também percebi isso.

    Que a Virgem nos proteja!

  2. N. Marques disse:

    ZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZzzzzzz…

  3. Ferdinand disse:

    Não só de heterodoxos, mas de acordistas. Na época das “discussões doutrinais” havia um verdadeiro enxame deles que me dava náusea perceber. Depois daquilo perdi todo o interesse pelo Frates. Se algo for suficientemente importante, aparecerá também em outros portais. No mais, belo texto, como sempre. Abraço.

    • Não tinha visto, e a probabilidade seria mínima, pois não frequento o tal blog. E também não aconselho, em primeiro lugar porque certamente existem blogs mais produtivos para o crescimento espiritual, e em segundo, porque o conteúdo dele é voltado para pescar ignorantes ou fidelizar neoconservadores na contínua tentativa de convencer a si próprios que suas posturas estão corretas. Só posso lamentar por eles…

  4. Egídio Vicente de Albuquerque disse:

    Um chorrilho de disparates é o que é!!!!
    Meus amigos, sinceramente não entendo esse repúdio que sentem, até porque este não é fundamentado no Deus Uno e Trino!
    Primeiro para o cristianismo, ao contrário do judaísmo NÃO HÁ LOCAIS SAGRADOS, mas sim locais consagrados á oração, logo tão sagrado é o espaço de uma catedral como um jardim; segundo é verdade que no sacrário está a presença real, isto é palpável de Cristo, mas este também está fora do sacrário, está em toda a parte é omnipresente, por isso não há locais sagrados, (local sagrado é o local onde Deus habita, ou está mais próximo dos homens) e o Pais está á distancia do nosso pensamento e da nossa oração. Jesus reforça esta ideia quando afirma “… estarei convosco até ao fim dos tempos!”, “ onde 2 ou 3 se reunirem em meu nome , aí estarei:”; terceiro os nossos Irmãos Judeus adoram o mesmo Deus, Jesus é Judeu, Maria é Judia e cumpriram os preceitos fundamentais da lei Mosaica, o próprio Jesus afirma que não veio anular a lei mas sim justificar a mesma, como tal o novo testamento é um complemento e a realização do antigo, sendo que o antigo se justifica e se compreende no novo. Por isso Judeus e Católicos no mesmo templo não é obra do maligno, é obra de Deus!
    Jesus afirmou que é o Caminho, a Verdade e a Vida, quem o segue deve amar a paz e o amor, deve converter pelo exemplo e não pela força, são as acções que nos justificam, e infelizmente as vossas acções e, o vosso “ódio” a tudo o que não pensa como vós, não pode vir e certamente não vem de Deus.
    A já agora peço-lhes que estudem Santo Inácio de Antioquia, talvez assim aprendam que a verdade que é Deus “está espalhada pelo mundo como as sementes do trigo” e que a vossa sociedade não é dona nem senhora da verdade!

    Egídio Vicente.

    P.S. aguardo para ver se este post é publicado, já que nunca vi em vossos sítios publicações contrárias ás vossas ideias. Até nisso somos diferentes…
    Neste dia em que se comemora São Cirilo rezarei por vós!

  5. Leonardo Santana de Oliveira. disse:

    Belo Texto e extremamente informativo e doutrinário!!

    O Frates é um blog estranho, censura muitos dos meus comentários onde eu ataco a igreja conciliar e suas “doutrinas” e aceita comentários de “católicos” esquerdistas.

    Olha que eu assino meus comentários com nome todo e respeito a política do blog.O Frates é um blog acordista, se não for está perto de ser.

  6. Egídio, creio já ter sido bastante claro em minha exposição. Não tenho a menor intenção de confinar Deus num espaço material, isso simplesmente não faz o menor sentido; por outro lado creio que você foi muito exagerado em comparar uma catedral a um jardim, sua explicação de que Cristo está na Hóstia assim como fora dela soou um tanto panteísta, porque se é Verdade que Cristo está simultaneamente presente no Céu e ao mesmo tempo nas Hóstias Consagradas, nos outros lugares o encontramos é Deus de maneira indireta, não material ou real.
    Até mesmo no Inferno Deus se encontra, mas não no sentido que ele está lá, mas no sentido de que lá é o lugar onde se exerce a Sua Justiça. Então podemos dizer que Deus está sim em toda parte NESTE SENTIDO. Ele é o autor da Criação, então toda a Criação reflete uma perfeição divina ou algum ensinamento moral. A beleza da natureza não quer dizer que Deus se confunde com a natureza, mas que a mesma beleza natural é um vestígio de seu autor, que é A Beleza em todas as suas perfeições.
    Uma igreja é um lugar SEPARADO para o culto específico a Deus, comparar um jardim à mesma santidade de uma catedral, me desculpe, mas chega a ser risível dizer tal disparate.
    Aliás, o sentido espiritual das construções católicas, creio já ter exposto de maneira satisfatória, mas uma igreja ou catedral recebem bençãos especiais, são dedicadas de maneira solene, os próprios sinos das Igrejas são abençoados e batizados, não tente forçar a interpretação e comparar um templo católico a uma sinagoga, que é apenas uma casa de oração, mas onde não se oferece o Sacrifício.

    Aliás o próprio Novo Testamento mostrou a ira de Nosso Senhor Jesus Cristo contra os que fizeram mal uso do templo, chegando ao extremo de usar da força física; o Jesus Pacifista – que nunca existiu – deveria morrer aí aos olhos da maioria dos que o desejariam como um bobo alegre. E se o Templo de Jerusalém, que era um templo onde só se sacrificavam coisas materiais – e mesmo assim foi defendido com zelo pelo próprio Deus encarnado, quanto mais uma igreja, onde se oferece o próprio Sacrifício de Nosso Senhor.

    Quanto ao que você disse acerca do judaísmo e do catolicismo, me perdoe, mas eu vou evitar comentar a respeito, porque eu não acredito que você esteja falando sério.

    Leonardo, já vi várias pessoas se queixando ao fratres in unum pelos mesmos motivos. Será que isso não ocorre pelos moderadores demorarem a liberar os comentários? Justiça seja feita: da minha parte, uma ou outra vez eles demoraram a liberar os comentários, mas nunca rejeitaram nenhum. Eu mesmo às vezes demoro a liberar os comentários daqui.
    Quanto ao perfil do Fratres, em verdade ele sempre teve boas relações com a FSSPX, mas oficialmente nunca manifestou-se partidário dela. Há anos atrás o blogueiro era mais voltado ao IBP, mas sempre foi muito benevolente com a FSSPX. Não sei ao certo se houve alguma mudança de posição da parte dele. Mas com exceção dos sedevacantistas, ele parece ser tolerante até certo ponto com posicionamentos que não é simpático. Basta ver que, se o blog sempre se manteve silencioso em relação à crise interna da FSSPX, por outro lado não combate ou critica a D. Williamson nem a padre algum da Resistência. Você pode perceber que por exemplo, o “SPES” não está na lista de links do Fratres; mas de igual modo o tão conhecido blog neoconservador “Salvem a Liturgia” não se encontra lá. E se você procurar a Radio Cristiandad, também não a encontrará… Mas tenhamos paciência: os acontecimentos ainda estão se desdobrando; até agora o efeito da mudança de diretrizes de D. Fellay repercute, os domincanos aderiram à Resistência, e se considerarmos que o capuchinho Jean de Morgon é outro extremamente crítico nesse sentido, e tem a permissão de seus superiores para expor seu pensamento, talvez os capuchinhos de Morgon sejam os próximos a aderir à resistência…

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