Como comunistas e nazistas se uniram contra o catolicismo.

Somente a Igreja permaneceu em pé e firme para enfrentar as campanhas de Hitler para suprimir a verdade. Antes, eu não havia sentido nenhum interesse pessoal pela Igreja, mas agora sinto por ela grande carinho e admiração, porque somente a Igreja teve a coragem e a obstinação de sustentar a verdade intelectual e a liberdade moral. Devo confessar que o que eu antes desprezava agora elogio incondicionalmente”. Albert Einstein, 23 de dezembro de 1940, em declaração à Time Magazine.

Contra este elogio rasgado de Einstein, judeu mundialmente conhecido, temos a mentira histórica da cumplicidade da Igreja, através de Pio XII, ao nazismo.

Totalitarismo nazi-comunista.

Totalitarismo nazi-comunista.

Comecemos então a mapear as primeiras calúnias, e como estas, vencendo pelo cansaço, hoje se somam à coleção de mentiras e injustiças cometidas contra a Igreja Católica.

Junho de 1945: A Rádio de Moscou ataca o Vaticano e procura apontar o Sumo Pontífice como um campeão do totalitarismo de direita. Para os comunistas, agora inimigos dos nazistas (porque não o eram, até que Hitler violou o pacto de não-agressão), valia a pena usar a tática de desinformação comunista, afinal nada teriam a perder se fossem desmentidos, mas tudo teriam a ganhar se as pessoas realmente acreditassem que Pio XII acobertava o nazi-fascismo.

A verdade é que o papa Pio XII foi o único governante do mundo que havia protegido os judeus durante a guerra. E mais: foi o líder religioso responsável pelo salvamento da maior quantidade de judeus! Houve casos em que foram necessários forjar certidões falsas de batismo, porque enquanto a maioria das nações – inclusive as aliadas – pouco se apressaram em socorrê-los, determinados lugares de entrada de judeus se deram com os mesmos postando estas certidões, para serem menos dificilmente rejeitados.

Pois então, que fique guardado nas memórias: junho de 1945 foi a primeira vez em que o comunismo experimentou “jogar o barro” na figura de Pio XII, para ver se a mentira “colaria” e passasse como verdade.

Naquela ocasião a realidade estava muito próxima, foi rapidamente desconsiderada e devidamente respondida á altura. Só a título de curiosidade, os defensores do Santo Padre foram várias organizações judaicas, ou mesmo judeus de renome mundial. Não só rejeitaram a mentira comunista, como atacaram esta mentira grotesca.

Fotografia famosa, de Pio XII fora do Vaticano, orando diante da população romana aterrorizada depois de um bombardeio.

Fotografia famosa, de Pio XII fora do Vaticano, orando diante da população romana aterrorizada depois de um bombardeio.

Em fevereiro de 1963, a difamação foi ressuscitada mais uma vez através de uma peça teatral escrita por um autor comunista da Alemanha Ocidental: Rolf Hochhuth.

Então, como uma mentira contada várias vezes, por tanto ser insistida, acaba se tornando uma verdade, no ano 2000, John Cornwell publica “O Papa de Hitler”.

Até hoje qualquer historiador sério – e muitos historiadores judeus como o judeu tcheco  Saul Friedländer são os primeiros a negar esta mentira histórica.

Rolf Hochhuth era um escritor de peças teatrais; John Cornwell, um jornalista com ares de escritor; nenhum dos dois era historiador, mas hoje em dia são mais considerados que qualquer estudioso de história, porque falam o que ouvidos complacentes desejam ouvir: a mentira.

Os favoráveis a Pio XII possuem inúmeras provas de sua atividade contra Hitler. Os acusadores de Pio XII não possuem NENHUMA DOCUMENTAÇÃO que comprove o que dizem, mas ainda assim a opinião é formada a favor DOS ACUSADORES. Quem hoje em dia, ao ouvir a expressão “papa de Hitler” não tenderá imediatamente a associar o catolicismo aos nazistas?

Então a mentira virou uma onda mundial.

Pio XII

Pio XII

O que sucedia na época, para justificar a abstenção de uma guerra verbal da parte do papa para com os nazistas e fascistas que subjugavam a Europa naquele momento?

A própria experiência.

Em julho de 1942, na Holanda, após uma vigorosa carta dos bispos católicos condenando os maltratos injustos e sem misericórdia que os invasores nazistas reservavam aos judeus, a resposta nazista foi a de não apenas consolidar, mas a de endurecer a perseguição: o regime ordenou a deportação de todos, judeus ou mesmo cristãos de origem judia, como a célebre Edith Stein, filósofa convertida ao catolicismo e tornada freira carmelita, que veio a morrer no campo de concentração de Auschwitz (e posteriormente canonizada). 85% da população judaica da Holanda foi exterminada. Os protestos não valeram de nada, ao contrário, irritaram os nazistas e os levaram a agir com ainda mais furor.

Hitler e o fascista Benito (nome herdado em homenagem ao revolucionário esquerdista Benito Juárez) Mussolini

Hitler e o fascista Benito (nome herdado em homenagem ao revolucionário esquerdista Benito Juárez) Mussolini

Diante da dureza nazista, os próprios bispos dos locais ocupados eram os primeiros a dissuadir o papa, para evitar represálias semelhantes. Na Alemanha, a Igreja era cuidadosamente vigiada; na Polônia, os nazistas exterminaram muitos católicos, tanto entre o clero como entre os religiosos e civis.

Deixemos então mais alguns depoimentos de judeus da época:

Robert Kempner, magistrado judeu de origem alemã, procurador adjunto no processo de Nuremberg, escreveu sobre o tema em 1964: “Qualquer postura de caráter propagandístico da Igreja contra o governo de Hitler não teria sido somente um suicídio premeditado, mas teria acelerado o assassinato de um número muito maior de judeus e de sacerdotes”. (Percebam que foi um ano depois da nova tentativa comunista de associar Pio XII a Hitler).

O próprio rabino-chefe da Dinamarca e sobrevivente do holocausto, explicou que, “se o Papa tivesse sido mais explícito, Hitler sem dúvida teria massacrado muito mais que 6 milhões de judeus e talvez 10 milhões de católicos”.

Muito fácil chamá-lo de omisso. Quando ainda não havia sido eleito papa, mas era Secretário de Estado da Santa Sé, protestou em 55 cartas oficiais ao governo alemão. O ministro Ribbentrop e Steengracht, subsecretário de Assuntos Exteriores do III Reich, declararam em Nuremberg: “Tínhamos gavetas cheias dos protestos do Vaticano”.

Sua primeira encíclica como papa, Summi pontificatus, de 1939, era tão claramente antirracista, que os aviões aliados lançaram milhares de cópias na Alemanha.

Quando, em 20 de setembro de 1943, os alemães, que haviam invadido Roma 10 dias antes, exigiram dos judeus da cidade 50kg de ouro, sob pena de serem deportados, a comunidade judaica não pôde reunir mais do que 35kg; o grão-rabino de Roma, Israel Zolli, apelou a Pio XII, quem, sem hesitar, mandou fundir os vasos sagrados das paróquias de Roma e contribuiu com os 15kg que faltavam (o grão-rabino, passada a guerra, converteu-se ao catolicismo e foi batizado com o nome de Eugênio, em homenagem ao único que defendeu os romanos, mas também os judeus, num momento em que todos as autoridades políticas fugiram de Roma: o papa Eugenio Pacelli (Pio XII). A vida deste ex-rabino tornou-se uma cruz para si e para a sua família; sua esposa e sua filha posteriormente se converteram, e os três foram por isso tão perseguidos pelos judeus que chegaram a ponto de precisarem se mudar em um determinado período, ficando ele na Universidade Gregoriana, enquanto sua esposa e sua filha abrigaram-se num convento).

Durante o processo de Eichmann, de 1961, o Papa foi objeto de uma sentença que vale a pena reler, por parte de Gideon Hausner, judeu e procurador geral do Estado em Jerusalém: “Em Roma, em 16 de outubro de 1943, organizou-se um grande arresto no antigo bairro judaico. O clero italiano participou da operação de salvamento, os mosteiros abriram suas portas aos judeus, o Papa interveio pessoalmente a favor dos judeus detidos em Roma”.

Depois da guerra, por exemplo, o ancião cônsul de Israel em Milão, Pinhas Lapide, declarou: “A Igreja Católica sob o pontificado de Pio XII foi o instrumento que salvou 700 mil, inclusive provavelmente até 860 mil judeus de uma morte certa nas mãos dos nazistas. Os números superam muito os das demais igrejas, instituições religiosas e organizações de socorro juntas” (Three Popes and the Jews, 1967)
.

Com a morte de Pio XII, Golda Meir, primeira-ministra de Israel, declarou na ONU, em 1958: “Durante os 10 anos do terror nazista, quando o nosso povo sofreu um espantoso martírio, a voz do Papa se elevou para condenar os verdugos e para expressar sua compaixão às vítimas. Perdemos um grande Servidor da Paz”.

É o velho jogo que se repete. Quando Hitler estava no poder, queria um Papa dócil a seus desejos. Mas a resposta veio ainda nos tempos de Pio XI: este repudiou publicamente o nazismo através da Encíclica Mit brennender sorge (que tem fortes indícios de ter sido no mínimo escrita pelo próprio Pacelli, na época Secretário de Estado de Pio XI. Há rascunhos de Pacelli escritos à mão. Esta Encíclica foi lida clandestinamente em todas as igrejas católicas da Alemanha em 1937, quando a liberdade de imprensa já havia sido suprimida). E para que sua versão fascista (precisamente a italiana) não ficasse sem a devida censura, também a combateu na Encíclica Non abbiamo bisogno. Solução simples: os fascistas, os nazistas começaram a sustentar que o Papa servia o comunismo.

O rabino David Dalin, de Nova York, fez um precioso estudo histórico em 2001, que concluiu assim: “Pio XII não foi o Papa de Hitler, longe disso. Ele foi um dos apoios mais firmes da causa judaica, no momento em que era mais necessário (…). Podemos ler no Talmud que ‘quem salva uma só vida salva a humanidade’. Pio XII, mais que algum outro homem de Estado do século XX, realizou isso em um momento em que o destino dos judeus europeus estava ameaçado. Nenhum outro papa foi tão elogiado pelos judeus antes dele, e não se enganaram. Sua gratidão, assim como a de todos os sobreviventes do Holocausto, prova que Pio XII foi, verdadeira e profundamente, um Justo entre as Nações”.

Os pesquisadores, incluindo os judeus, confirmam a verdade histórica conhecida desde o final da guerra, com o apoio de inúmeros testemunhos a favor de Pio XII e centenas de documentos. Os acusadores de Pio XII não puderam identificar nenhuma prova documental contra ele.

Mas… E desde quando o mundo precisa de provas, se o assunto for difamar a Igreja Católica? Para destruir a Igreja, vale tudo. Até mesmo a mentira.

Se no Pós-Guerra a maioria das pessoas, inclusive os judeus admitiam Pio XII como um justo, hoje em dia é o contrário.

De justo entre as nações, elogiado até mesmo por Golda Meir, famosa primeira ministra de Israel, hoje em dia o próprio estado israelense tem um placa contra Pio XII no Yad Vashem.

Por aí se vê a sabedoria da Igreja, que em sua liturgia tradicional denuncia nos judeus seu lado PÉRFIDO. Não generalizando a todos, mas era quase certo que mordessem a mão que os valeu há não muito tempo, afinal de contas… Ora, bolas! Não foram os gentios, mas os judeus, os que gritaram há dois mil anos “crucifica-o, crucifica-o. Que desca Seu sangue sobre nós“… E se fizeram isso contra Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, em que o Seu vigário seria melhor, para merecer tratamento diferenciado?

Antes que alguém rasgue as roupas e me injurie de antissemitismo, recordo que este post é justamente para resgatar a memória de um papa do qual louvo por ser anti-racista, sem fazer distinção nem mesmo dos judeus, cujos muitos descendentes hoje vivos lhe devem a existência.

A Igreja Católica esteve entre o nazismo e o comunismo. Graças a Deus os governantes da época não eram João XXIII (responsável pelo vergonhoso Pacto de Metz, que obrigou os católicos ao silêncio diante dos crimes comunistas, e impediu qualquer condenação) nem Paulo VI (que magoou tanto Pio XII por sua desobediência em negociar com os comunistas, que foi mandado embora do cargo número dois da Santa Sé, mas estranhamente foi poupado de uma condenação severa), mas Pio XI e Pio XII. Estes não se omitiram. Condenaram as duas categorias de socialismo: a variante nazista, que segundo Hitler, ao invés de socializar as fábricas e os bancos, socializava as mentes, e a comunista, que expropriava toda a propriedade e abolia toda a individualidade, rebaixando o ser humano ao nível dos animais brutos.

Só em 2011 o Museu do Holocausto, em Jerusalém, retirou um texto de exposição permanente que dizia que o papa Pio XII nada fizera pelo judeus durante a Segunda Guerra Mundial. O museu instalou novo painel, que acrescenta argumentos dos defensores do pontífice.

Eis aí a imparcialidade e a justiça do mundo para a Igreja; propaganda anti-católica e caricata a memória deste papa que hoje em dia, em nome da bajulação da Igreja Conciliar ao mundo, congelou seu processo de beatificação.

Eis aí a imparcialidade e a justiça do mundo para a Igreja; propaganda anti-católica e caricata contra a memória deste papa que hoje em dia tem sua reputação manchada, enquanto os líderes da Igreja Conciliar bajulam o mundo, a ponto do mesmo ter seu processo de beatificação praticamente congelado.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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