Obrigado, Bento XVI

Por, durante oito anos como pontífice, permitir que um cardeal que se ajoelhou para receber bençãos de hereges protestantes mantivesse o chapéu cardinalício sob a cabeça.

Agora este homem nefasto é papa legítimo e inquestionável, ou seja, está acima de todos e não pode ser deposto, por deter o poder supremo das chaves.

Se ele se tornar um papa católico e bom, que Deus seja louvado!

Se ele permanecer o que é, que Deus nos perdoe, porque merecemos.

E se assim for, se este pontificado for a continuação do que foi seu cardinalato, só espero que Bento XVI viva com saúde e lucidez para ver esmigalharem seu trabalho.

O atual papa de joelhos, recebendo bençãos de pastores protestantes, do lado de Raniero Cantalamessa.

O atual papa de joelhos, recebendo bençãos de pastores protestantes, do lado de Raniero Cantalamessa.


Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
Esse post foi publicado em Sem categoria e marcado . Guardar link permanente.

8 respostas para Obrigado, Bento XVI

  1. Sandro de Pontes disse:

    Meu amigo, Francisco não é papa inquestionável coisa nenhuma.

    Veja os ensinamentos a seguir que nos garantem que a eleição dele não foi válida:

    Conte a Coronata, Matthaeus
    “III. O que é necessário por direito divino para essa nomeação.
    (…)
    Exige-se para a validade que o eleito seja membro da Igreja. É por isso que os hereges e os apóstatas (ao menos os públicos) são excluídos.
    (…)
    Se o Romano Pontífice professasse heresia, ele perderia a sua autoridade antes de toda e qualquer sentença…”
    Institutiones Iuris Canonici, I, 312, 316. (1950)

    Iragui, Serapius
    “Os teólogos concordam comumente que, se o Pontífice Romano caísse em heresia manifesta, ele não mais seria membro da Igreja e, por essa razão, não poderia tampouco ser chamado de seu cabeça visível.”
    (Manuale Theologiæ Dogmaticæ, n. 371) (1959)

    Wilhelm, J.
    “O próprio papa, se notoriamente culpado de heresia, cessaria de ser papa, porque cessaria de ser membro da Igreja.”
    (Catholic Encyclopaedia, Vol. 7, p. 261) (1913)

    Badii, Caesar
    “A lei atualmente em vigor concernente à eleição dos Romanos Pontífices reduz-se aos pontos seguintes:
    Excluídos como incapazes de ser validamente eleitos são os seguintes:
    As mulheres, as crianças que não tenham chegado à idade da razão, os afligidos por alienação mental, os não-batizados, os hereges, os cismáticos…
    (…)
    Cessação do poder pontifical. Esse poder cessa: …(d) por heresia notória e abertamente divulgada. Um papa publicamente herege deixaria de ser membro da Igreja; por isso, ele não poderia mais ser o seu cabeça.”
    (Institutiones Iuris Canonici, 160, 165) (1921)

    Prümmer, Dominique
    “O poder do Romano Pontífice é perdido … (c) por alienação perpétua ou por heresia formal, e isto ao menos provavelmente… Os autores ensinam comumente que um papa perde o seu poder por heresia certa e notória…”
    (Manuale Iuris Canonici, n. 95) (1927)

    Beste, Udalricus
    “Grande número de canonistas ensinam que, fora da morte e da abdicação, a dignidade pontifícia também pode ser perdida por alienação mental certa, que equivale legalmente à morte, e por heresia manifesta e notória. Neste último caso, um papa ver-se-ia pelo próprio fato caído de seu poder, e isso sem emissão de sentença nenhuma, seja qual for… A razão disso é que, caindo em heresia, o papa deixa de ser membro da Igreja. Aquele que não é membro de uma sociedade não pode, evidentemente, ser o líder dela.”
    (Introductio in Codicem, Cânon 221, 3.ª ed.) (1946)

    Vermeersch, A. et Creusen, I.
    “O poder do Romano Pontífice cessa por decorrência de morte, de renúncia livre (que é válida sem necessidade de aceitação, c. 221), alienação mental certa e indubitavelmente perpétua, e heresia notória.
    Ao menos conforme a doutrina mais comum, o Romano Pontífice pode, como doutor privado, cair em heresia manifesta. Aí então, sem sentença declaratória nenhuma… ele ipso facto [automaticamente] cairia de um poder que quem deixou de ser membro da Igreja não tem como possuir.”
    (Epitome Iuris Canonici, n. 340.) (1949)

    Regatillo, Eduardus F.
    “O Romano Pontífice perde seu ofício … (4) por heresia pública notória. (…) O Papa perde seu ofício ipso facto em decorrência de heresia pública. Esta é a doutrina mais comum, pois ele não seria membro da Igreja e muito menos poderia ser o cabeça dela.”
    (Institutiones Iuris Canonici, 5.ª ed., I, n. 396.) (1956)

    [N. do T. –
    Maroto, Philippo
    “Os hereges e cismáticos estão excluídos do Sumo Pontificado pelo direito divino mesmo… Eles devem com certeza ser considerados impedidos da ocupação do trono da Sé Apostólica, que é o mestre infalível da verdade da fé e o centro da unidade eclesiástica.”
    (Institutiones Iuris Canonici, Roma: 1921, 4 vols.; vol. II, n. 784,
    apud Rev. Pe. Cekada, Um Cardeal excomungado pode ser eleito Papa?).]

    Lefebvre, Mons. Marcel
    “A heresia, o cisma, a excomunhão ipso facto, a invalidade da eleição, tudo isso são causas eventuais que podem fazer com que um Papa não tenha sido jamais Papa ou não mais o seja. Nesse caso, evidentemente excepcional, a Igreja se encontraria numa situação semelhante àquela em que ela se acha quando morre um Soberano Pontífice.”
    (Entrevista a Le Figaro, 4 de agosto de 1976; trad. Gustavo Corção).
    ********************
    Leão XIII, Papa
    “Seria absurdo pretender que um homem excluído da Igreja tem autoridade na Igreja” (Satis Cognitum, § 75) (1896)

    Inocêncio III, Papa
    “O Pontífice pode ser julgado pelos homens, ou antes seu julgamento já efetuado pode ser manifestado por eles, caso ele se esvaia em heresia, pois quem não crê já está julgado.”
    (Serm. IV, In Consecratione Pontificis)

    Decretum Gratiani (Direito canônico da Idade Média, editado por ordem do Papa Gregório XIII)
    “Todavia, nenhum mortal presuma censurar-lhe [ao Papa] as faltas dele, pois aquele que deve julgar sobre todos não deve ser julgado por ninguém, a não ser que ele seja repreendido por haver errado na fé.”
    (Cânon “Si Papa”, distinctio XL, cânon vi)

    Belarmino, São Roberto, Doutor da Igreja
    “Esse princípio é certíssimo. O não-cristão não pode, de maneira alguma, ser Papa, coisa que o próprio Caetano admite (lib. c. 26). A razão disso é que um indivíduo não tem como ser cabeça daquilo de que ele não é membro; ora, quem não é cristão não é membro da Igreja, e um herege manifesto não é cristão, tal como foi ensinado claramente por São Cipriano (lib. 4, epist. 2), Santo Atanásio (Scr. 2 cont. Arian.), Santo Agostinho (lib. de great. Christ. cap. 20), São Jerônimo (contra Lucifer) e outros; consequentemente, o herege manifesto não pode ser Papa.”
    (De Romano Pontifice, lib. II, cap. xxx)

    Ligório, Santo Afonso de, Doutor da Igreja
    “É fora de dúvida que se um Papa fosse herege declarado, como seria aquele que definisse publicamente uma doutrina oposta à lei divina, ele poderia, não ser deposto por um concílio, mas ser declarado caído do pontificado na sua qualidade de herege.”
    (Les Vérités de la Foi, Œuvres Complètes t. IX, p. 262) (1769)

    *

  2. Ferdinand disse:

    E todos que confiavam em uma pessoa para ter sua missa tradicional, sem descerem às causas mais profundas da crise, pensando que tudo já se encontrava resolvido e garantido, terão com certeza péssimas surpresas com Francisco I. Que isso lhes sirva de lição e que abram seus olhos para a precariedade dos acordos com uma Roma que não quer voltar à integridade da Fé.

  3. Meu pensamento ao ver a eleição de Bergoglio foi entoar não a marcha pontifícia, mas o De Profundis.
    Bergoglio foi o último presente de Bento XVI; um pontificado que trouxe muita decepção no decorrer dos anos, pois certos gestos de Bento traziam um perigoso alívio a mim (durante certo tempo) e a muitos.
    A pior mentira é a quase-verdade. Ou seja: diante do erro manifesto e do quase acerto, o último é muito pior, porque o “quase” faz toda a diferença.
    Agora, ao menos será mais difícil de se deixar levar pelo canto da sereia modernista.
    A maçonaria judaica da Argentina já enviou fervorosos votos de fraternidade

  4. Darildo de S. Fernandes disse:

    Caro Bruno, na vida Militar temos um ditado muito interessante NADA ESTÁ TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR, me parece que este dito para estes tempos é muito apropriado. Espero estar enganado mas…

    • Com Bergoglio eleito, é o que penso, também. Quando se pensa que já se chegou ao fundo do poço, pelo visto se descobre que lá embaixo tem sempre uma portinha que leva ainda mais abaixo…
      Como ser humano, homem de pouca fé, como um homem tolo que confia nas próprias forças e que tende a crer apenas no próprio juizo, tendo a dizer que tudo não passou de uma grande burla, de um engodo.
      Se for verdade o que foi dito, que Bergoglio arrematou mais de 90 votos (em 115), então simplesmente significa que oito anos de Bento XVI nos legou 90 cardeais liberais.
      Bento XVI teve oito anos para purificar o Sacro Colégio e o episcopado mundial. Fez pouquíssimo neste aspecto – Se é que ele desejou isso – e a eleição tranquila de Bergoglio é a prova cabal e incontestável disso. A B’nai Birth (loja maçônica exclusiva de judeus), Leonardo Boff, Roger Mahony, estão todos radiantes. Eu não o acuso, mas em minha mente já me passou vários pensamentos sombrios a seu respeito… Às vezes penso que ele pode vir a ser o anticristo previsto a sentar no trono do Apóstolo, mas isso é um pensamento meu que espero ser desmentido por fatos e pelo tempo.

      Espero em Deus que todos os meus mais sombrios temores acerca deste papa que meu coração tem horror se revelem errôneos. Meu Deus, que eu esteja totalmente errado, que eu falhe em meus temores, que eu esteja fora do meu juizo normal… Que Bergoglio termine como um Pio IX, grandioso e triunfante!
      Mas os sinais estão PÉSSIMOS.Agora podemos nos dar conta que, mais do que nunca, estamos nas mãos de Deus. O que fazer? Rezar para que, se ele for um modernista radical, que morra para que venha o próximo? Qual próximo? Foi eleito pela esmagadora maioria… Li o que ele disse acerca do antigo estado pontifício: quem é esse homem que prega o extremo oposto de Pio IX a respeito da mesma matéria?
      Tenho medo do seu consistório, tenho medo de sua futura curia, tenho medo de que este papa convoque o terceiro concílio do Vaticano, tenho medo de verem aprovados escândalos evidentes.

      Mas, que digo? Jesus Cristo é o dono da Igreja; nada há que seja feito sem que o Mesmo não permita. A Igreja sobrevive, porque Deus não morre. Se não estivermos ainda na hora de ver os tempos abreviados, a Igreja sobreviverá COM CERTEZA a Bergoglio. Não se sabe como, ou em que situação, ou o que dela vai restar. Mas a Igreja passará.
      Muitas coisas que foram perdidas no passado pelo visto não voltarão mais. Mas que não deixemos que se percam em nós os ecos de fidelidade de sempre. Talvez até o fim dos tempos não se torne mais à Sedia Gestatoria, à Tiara ou aos símbolos pontificais. Talvez não haja restauração terrena da Igreja, se estivermos próximo ao fim de Tudo.Talvez esteja próximo o momento em que o Santo Sacrifício será proscrito da face da Terra.
      No meio de tudo isso, o que nos compete? Rezar o rosário, rezar o rosário. Com Jesus e Maria não há mais temor; não há mais tristeza, tudo se arranja, Deus sempre triunfa no final…

  5. Durval disse:

    Ainda não vejo semelhança entre Francisco com Pio IX, esse Papa era considerado liberal foi coroado em 1846, mas escreveu sua primeira encíclica no mesmo ano da coroação, Qui Pluribus, ja condena o indeferentismo e as falsas religiões, alegando não haver unidade entre Cristo e Belial. Esse era o liberal Pio IX, não sei a história dele que tanto falam parecer com o Papa atual.

    Pio IX não se ajoelhou perante hereges, não escandalizou em nada a fé até onde eu saiba.
    Gostaria que me expliquem, se puder, o pq da frase ” Tomara que ele seja um novo Pio IX”, não vejo semelhança.

  6. Darildo de S. Fernandes disse:

    Creio que no momento é só isso que nos resta.Rezar e Rezar.

  7. Sandro de Pontes disse:

    Prezado Durval, salve Maria.

    Este vídeo demonstra o erro e a grande calúnia que é dizer que o papa Pio IX era liberal (portanto, herege) no início do seu pontificado e que depois teria se “convertido”. Veja:

    http://cumexapostolatusofficio.blogspot.com.br/2013/03/em-defesa-do-papa-pio-ix.html

    Assista-o e tire suas dúvidas. O vídeo começa após o quinto minuto, mas é interessante ver também a abertura, uma homenagem aos santos macabeus.

    Abraços,

    Sandro de Pontes

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s