Nazismo (III)

Nazismo, Sionismo, Judaísmo e Holocausto

Auschwitz-Birkenau

Passemos agora ao segundo ponto: as relações do nazismo com o judaísmo e o sionismo.
Esses dois movimentos – nazismo e sionismo — têm origem semelhante. Ambos são nacionalistas. Ambos se julgam movimentos defensores de uma raça superior.
O Nazismo nasceu do nacionalismo liberal. Seu lema era “Ein Volk, ein Reich, ein Führer“, lema oriundo do nacionalismo da Revolução Francesa. Foi o nacionalismo que fez Monroe declarar “A América para os americanos“. Hitler, da mesma forma, poderia ter dito: “A Alemanha para os alemães”.

Os judeus sionistas pensavam que a Judéia devia ser dos judeus. O Sionismo queria para os judeus o mesmo que o nazismo queria para os alemães.
Querendo a Alemanha só para os alemães, o nazismo queria que os judeus saíssem de seu país. Desejando um lar nacional, os judeus sionistas queriam que os judeus saíssem da Alemanha e de toda a Europa.

Disso resultou a organização da emigração dos judeus da Alemanha para a Palestina, coisa que a maioria dos judeus alemães assimilados não aceitava de modo algum. Certamente, eles preferiam vender diamantes em Berlim do que cavar o deserto ao sol da Palestina…
Nazismo e sionismo acabavam tendo um interesse comum.

Essa é uma verdade histórica que se procura ocultar do público.

Vale a pena ler o livro de Hannah Arendt intitulado “Eichmann em Jerusalém“.
É um livro extraordinário e elucidativo. Um livro que não agradou a mídia e os que controlam a Mídia, exatamente porque mostra essa aliança do Nazismo e do Sionismo.

Hannah Arendt é de origem judia.
E a mesma Hannah Arendt diz coisas que comprometem o Sionismo!
As teses fundamentais desse livro de Hannah Arendt são sensacionais e interessantíssimas, do ponto de vista histórico:
1) Os Sionistas cooperaram com os nazistas no Holocausto. (Hannah Arendt, op. cit , p. 15, 36, 53,70, 72, 74 etc.)
2) O Holocausto feito pelos nazistas e sionistas enterrou, provavelmente para sempre, o anti semitismo. (Hannah Arendt, op.cit. p. 21).
Em conseqüência, pode-se dizer que foi o nazismo que permitiu o renascimento do Estado de Israel. Sem o Nazismo, o Estado de Israel não existiria, hoje.
O nazismo, por sua perseguição racista e assassina contra os judeus, forçou o êxodo maciço de judeus para a Palestina, o que permitiu o triunfo do Sionismo. A derrocada do nazismo, em 1945, e o renascimento do Estado de Israel, em 1948, são dois fatos que é impossível não relacionar como causa e efeito, pelo menos circunstancialmente.
Veja estes textos de Hannah Arendt, que os sionistas não quereriam que tivessem sido publicados, e nem que sejam conhecidos, pois lançam uma estranha luz sobre o Holocausto.
“… porque os sionistas, segundo os nazistas, eram “os judeus decentes”, porque eles também pensavam em termos nacionais” (H. Arendt, op. cit, p.73).
Nesse primeiros anos, havia um acordo mútuo altamente satisfatório entre as autoridades nazistas e a Agência Judaica para a Palestina – um Há”avarah, um Acordo de Transporte, que permitia que um emigrante judeu para a Palestina pudesse transferir seu dinheiro para lá em bens alemães e trocá-los por libras ao chegar” (H. Arendt, op. cit., p. 73).
Pois é indiscutível que durante os primeiros estágios de sua política judaica, os nacionais socialistas acharam adequado adotar uma atitude pró sionista” (Hans Lamm, apud Hannah Arendt, op cit p. 72).
Hannah Arendt informa que o próprio Eichmann se “converteu ao sionismo, imediata e definitivamente” ao ler o “famoso clássico sionista Der Judenstaat de Theodor Herzl, o fundador do movimento sionista.” (Cfr. H. Arendt, op. cit. p. 53).

Surpreendente, não? Eichmann era sionista! E veja o que ele mesmo confessou:
Seus primeiros contatos pessoais [de Eichmann] com funcionários judeus, todos eles bem conhecidos sionistas de longa data, foram inteiramente satisfatórios. A razão de tanto fascínio [de Eichmann]  pela questão judáica, conforme ele mesmo [Eichmann] explicou, era seu “idealismo”; esses judeus, ao contrário dos assimilacionistas, que sempre desprezou, e ao contrário dos judeus ortodoxos, que achava tediosos, eram “idealistas” como ele próprio.” (H. Arendt, op. cit. p.54).
E veja agora que interessante:
O maior “idealista” que Eichmann encontrou entre os judeus foi o Dr. Rudolf Kastner, com quem negociou durante as deportações judaicas da Hungria e com quem firmou um acordo: Eichmann permitiria a partida “legal” de alguns milhares de judeus para a Palestina (os trens eram, de fato, guardados pela polícia alemã) em troca de “ordem e tranqüilidade” nos campos de onde centenas de milhares eram enviados para Auschwitz. Os poucos milhares salvos por esse acordo, judeus importantes e membros das associações jovens de sionistas, eram, nas palavras de Eichmann, “o melhor material biológico”. O Dr. Kastner, no entender de Eichmann, sacrificava seus irmãos judeus à sua “idéia”, e assim devia ser.” (H. Arendt, op. cit. p. 54).
Se não fosse uma pensadora judia e de tanta autoridade como Hannah Arendt que escrevesse isso, não se acreditaria nesses fatos. Dir-se-ia que eram uma invenção de nazistas ou de antisemitas. Mas Hannah Arendt é judia e insuspeita de anti semitismo.
E agora?
Quer dizer que eram os próprios judeus sionistas que selecionavam o “material biológico” para ser salvo dos campos de concentração e mandado para a Palestina, enquanto o “Material inadequado” era morto nas câmaras de gás.
Incrível, não?
Isso faz supor que a influência judaica no nazismo existiu DE FATO.
O acordo entre o Nazismo e o Sionismo incluía até mesmo o treinamento de jovens judeus sionistas para irem para a Palestina!
Que tipo de treinamento seria oferecido a esses emigrantes judeus? Pode-se advinhar? Devia ser só treinamento de como plantar batatas… Era um treinamento “vocacional”…
Mais importante para Eichmann eram os emissários da Palestina que procuravam a Gestapo e a SS por iniciativa própria, sem aceitar ordens nem dos sionistas alemães, nem da Agência Judaica para a Palestina. Eles vinham a fim de convocar ajuda para a emigração ilegal de judeus para a Palestina governada pela Grã Bretanha, e tanto a Gestapo como a SS ajudavam-nos. Eles negociaram com Eichmann em Viena e relataram que ele era “polido”, “não do tipo que grita” e que chegou a lhes oferecer fazendas e instalações para o estabelecimento de campos de treinamento vocacional para possíveis emigrantes. (“Em uma ocasião, ele expulsou um grupo de freiras de um convento para fornecer uma fazenda de treinamento para jovens judeus”, e em outra pôs à disposição “um trem especial e oficiais nazistas acompanharam” um grupo de emigrantes que seguiam ostensivamente para fazendas de treinamento na Iugoslávia, para que atravessassem a fronteira em segurança.) (H. Arendt, op. cit. p. 74.) .
O nazismo era tão cristão e tão antisionista que expulsava freiras de um convento, só para treinar jovens sionistas que se preparavam para emigrar para a Palestina. Que piedosos, não?
Essa aliança Nazista-Sionista não funcionou só antes da guerra. Mesmo em plena execução da “Solução Final” genocida, os emissários sionistas da Palestina tinham a permissão para irem até mesmo a Auschwitz, selecionar “material adequado” judaico entre os prisioneiros do famoso Campo de extermínio:
“… esses judeus da Palestina (…) eram mandados para a Europa pelos assentamentos comunais da Palestina, e não estavam interessados em operações de salvamento: “Não era essa a sua função“. Eles queriam selecionar “material adequado”, e seu principal inimigo, antes do programa de extermínio, não eram aqueles que faziam da vida um inferno para os judeus nos velhos países, Alemanha ou Áustria, mas aqueles que barravam o acesso à nova pátria; esse inimigo era definitivamente a Grã Bretanha, não a Alemanha. Na verdade, eles estavam em posição de negociar com as autoridades nazistas em bases que beiravam a igualdade, coisa que os judeus nativos não podiam fazer, (…) estavam provavelmente entre os primeiros judeus a falar abertamente sobre interesses mútuos e foram certamente os primeiros a receber a permissão “para selecionar jovens pioneiros judeus” entre os judeus dos campos de concentração“. (H. Arendt, op. cit. p. 74-75.).
Que tal esta coleção de informações normalmente surrupiadas pela mídia controladora?

Correndo o risco de parecer repetitivo, cito outros textos de teor semelhante da mesma autora.
Mas enquanto os membros dos governos de fachada [nos territórios ocupados pelos nazistas] eram geralmente escolhidos entre os partidos de oposição, os membros dos Conselhos Judeus eram, como regra, os líderes regionalmente reconhecidos, a quem os nazistas davam enormes poderes — até eles também serem deportados para Theresienstadt ou Bergen — Belsen, se eram da Europa Central ou Oriental, ou para Auschwitz, se eram da comunidade da Europa Ocidental” (H. Arendt, op cit, p. 134.).
Theresienstadt era um lugar para judeus “decentes” ou especiais, como dizia Eichmann: “Sabemos, de fontes melhores do que a memória deficiente de Eichmann, que desde o começo Heydrich planejara que Theresienstadt servisse como um gueto especial para certas categorias privilegiadas de judeus, principalmente, mas não exclusivamente da Alemanha” (H. Arendt. op. cit. p. 95).
O próprio Hitler selecionava alguns judeus privilegiados para serem poupados.
Conta-se que o próprio Hitler conhecia 340 “judeus de primeira classe” que ele fez assimilar ao status de alemães ou a quem concedeu privilégios de meio judeus. Milhares de meio judeus tinham sido eximidos de todas as restrições, o que pode explicar o papel de Heydrich na SS e o papel do Generalfeldmareschall Erhard Milch na Força Aérea de Goering, pois era de conhecimento geral que Heydrich e Goering eram meio judeus” (H. Arendt, op. cit. p. 150).
Que surpresa, hein: Heydrich e Goering eram meio judeus! E há quem diga que o próprio Hitler tinha sangue não tão ariano…
Sobre a cooperação sionista com o Nazismo e com o Holocausto, Hannah Arendt conta coisas impressionantes, mostrando como o Nazismo cooperou para o nascimento do Estado de Israel através do anti semitismo.
Mas a verdade integral é que existiam organizações comunitárias judaicas e organizações recreativas e assistenciais tanto em nível local como internacional. Onde quer que vivessem judeus, havia líderes judeus reconhecidos, e essa liderança, quase sem exceção, cooperou com os nazistas de uma forma ou de outra, por uma ou outra razão.” (H. Arendt, op. cit. p. 141).
Havia uma polícia judaica encarregada de procurar e prender judeus destinados à morte e que haviam fugido:
Eichmann e seus homens informavam aos Conselhos de Anciãos Judeus quantos judeus eram necessários para encher cada trem, e eles elaboravam a lista de deportados. Os judeus se registravam, preenchiam inúmeros formulários, respondiam páginas e páginas de questionários referentes a suas propriedades, de forma que pudessem ser tomadas mais facilmente; depois se reuniam em pontos de coleta e embarcavam nos trens. Os poucos que conseguiam se esconder ou escapar eram recapturados por uma força policial judaica especial.” (H. Arendt, op cit. p. 131).
Até mesmo o extermínio físico dos judeus nos campos de concentração era feito com a cooperação dos judeus:
O fato bem conhecido de que o trabalho direto dos centros de extermínio ficava usualmente nas mãos de comandos judeus foi justa e cabalmente estabelecido pelas testemunhas de acusação — como eles trabalhavam nas câmaras de gás e nos crematórios, como eles arrancavam os dentes de ouro e cortavam os cabelos dos mortos, como eles cavavam os túmulos e os desenterravam de novo para eliminar os traços de assassinato em massa; como técnicos judeus haviam construído as câmaras de gás em Theresienstadt, onde a “autonomia” dos judeus havia sido levada tão longe que até o carrasco era judeu” (H. Arendt. op cit. p. 139).
Seria preciso praticamente reproduzir todo o livro de Hannah Arendt, tantas informações interessantes ele tem, e que a mídia controlada não deixa o público conhecer.
Para não estender demais esta missiva, paro por aqui essa questão.
Quanto ao número exato das vítimas judaicas do nazismo, imagino facilmente que a cifra de 6.000.000 de mortos pode muito bem ter sido “arredondada” pelos judeus. Mas se fossem “apenas” 100.000 os executados, esse número menor não eximiria o nazismo de culpa. Ele seria igualmente criminoso.
A quantidade de mortos não muda o caráter criminoso do racismo nazista. O racismo é pecado. O evolucionismo é anti-cristão. O conceito de raça superior é anticatólico. O antisemitismo é anti católico, porque racista.

Finalmente, vejamos o que padeceram as vítimas do nazismo, com o médico-monstro Mengele:

Mengele ordenara a execução de dois judeus, pai e filho. O pai era corcunda, e o filho tinha uma deformação em um pé. Para estudar a causa dessas deformidades, e usar os resultados para comprovar uma suposta degeneração da raça judaica, Mengele ordenou que se matassem os dois, que se cozessem os corpos e que se limpassem os seus esqueletos, para mandá-los para um museu racista em Berlim. Quando o Dr Miklos teve que cozinhar os cadáveres desses pobres prisioneiros em um tonel de metal, enquanto o tonel esfriava, alguns prisioneiros famintos comeram a carne humana desses dois cadáveres fervidos.” (Cfr. Miklos Nyisli, Médico em Auschwitz, p. 218.)

E sobre a comida que normalmente era servida aos prisioneiros de Auschwitz, diz o Dr. Miklos:
Por todo alimento dá-se-lhes pão bolorento fabricado com castanhas selvagens, margarina feita de linhite e trinta gramas de salsicha fabricada com carne de cavalo sarnoso, o conjunto não ultrapassa setecentas calorias.
Essa “refeição” é regada com meio litro de sopa de urtigas ou de nabos suecos, sem gordura, sem farinha e sem sal. Dentro de quatro ou cinco dias a disenteria aparece invariavelmente, logo depois de três ou quatro semanas o indivíduo já não sofre, pois morre apesar de todos os cuidados” (Miklos Nyisli, “Médico em Auschwitz”, p. 119).

FIM DA TERCEIRA PARTE

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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2 respostas para Nazismo (III)

  1. Nicolae disse:

    Se Hitler, Heydrich, Milch e outros foram judeus, então temos aí os judeus como o mais perverso povo na terra que se autoextermina!

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