Nazismo

(Baseado em escritos de O.Fedeli publicada no site Montfort. Fiz a pesquisa deste texto lido há muito tempo em resposta a comentários que recebi na caixa de mensagens deste blog).

1) O nazismo nasceu da ação de várias sociedades secretas, como a Thulle Geslschaft, a Sociedade do Vrill e a Golden Down. O próprio Hitler fez parte da Sociedade do Novo Templo fundada por Adolf Lanz von Liebenfelds (que era um nome falso), sociedade secreta completamente gnóstica. Todas essas sociedades secretas eram esotéricas e “tradicionalistas”, no sentido esotérico do termo.

2) O Nazismo foi um movimento romântico, e são bem conhecidas as suas relações com a Gnose romântica.

3) Sua teoria racista está relacionada com a idéia de que alguns homens têem duas almas, e outros uma só, o que é uma idéia que provem da kabbalah.

4) Também são bem conhecidas as relações do nazismo com a Gnose cátara. Muitos nazistas peregrinavam ao Mont Ségur.

A swastika é um símbolo esotérico, mágico, dialético e gnóstico. Inclusive Lênin, o líder da revolução russa de 1917, mandou marcar as notas validadas pelo governo bolchevista…

Aliás, a revolução nazista foi financiada pelo mesmo banco que financiou a revolução bolchevista de Lênin: o banco Kuhnn Loebe de Nova York. Dinheiro judeu… Que contraditório…

A doutrina nazista era expressamente pagã e declaradamente anti-cristã. Por isso o nazismo perseguiu violentamente a Igreja Católica.
À guisa de prova passo-lhe um texto que escrevi sobre a ação anti-cristã dos nazistas na Polônia ocupada *:

“A grande fonte de informação da Santa Sé sobre o que acontecia na Polônia, era o Cardeal Hlond, cuja presença em Roma era mal vista pelos nazistas que conseguiram, afinal, afastá-lo dessa cidade. Enquanto ele ainda estava em Roma, ele elaborou dois documentos muito importantes narrando a perseguição religiosa desencadeada pelos nazistas contra a Igreja Católica na Polônia. O Cardeal Hlond tinha muitos meios de entrar em contato com os poloneses, e a confusão natural decorrente do estado de guerra facilitava a filtragem de informações, principalmente através dos países limítrofes da Polônia e que eram aliados da Alemanha, como a Hungria e a Eslováquia. Os dois relatórios elaborados pelo cardeal Hlond foram entregues a Pio XII ainda em 1940. O primeiro documento é datado de 6 de janeiro de 1940, e o segundo de 30 de abril de 1940; ambos, portanto, do início da ocupação nazista na Polônia e anteriores à queda da França.

São dois documentos terríveis, dos quais estranhamente se fala muito pouco. Normalmente, a perseguição nazista à Igreja Católica na Polônia é ignorada pelos jornais e livros de História da Segunda Guerra Mundial. Esses dois documentos foram publicados – ao que saibamos – apenas pelo historiador Carlo Falconi.

Outro documento muito importante foi publicado pelo Governo Polonês no exílio, em Angers, no dia 20 de fevereiro de 1940. Era um Livro Negro narrando as atrocidades nazistas durante a Blitzkrieg e, a seguir, os crimes nazistas contra a população polonesa após a ocupação da Polônia.

Desses documentos citaremos alguns pontos mais chocantes e que comprovam a barbárie nazista e seu anti catolicismo feroz.

Pelo primeiro relatório, apresentado pelo cardeal Hlond a Pio XII, e que Falconi chama de Documento A, ficou–se sabendo, entre outros fatos, dos seguintes:

Logo que os alemães ocuparam as cidades polonesas, eles proibiram qualquer ato de jurisdição eclesiástica e as Cúrias foram fechadas.

A Basílica Metropolitana de Gniezno foi interditada por tida como inabitável, mas foi ocupada pela Gestapo, e nela, a portas fechadas, se realizavam concertos musicais e reuniões.

O Palácio do Arcebispo de Gniezno passou a ser residência de um General alemão.

A paróquia principal de Gniezno foi dessacralizada.

Muitos sacerdotes foram aprisionados, maltratados e humilhados. Outros foram enviados aos campos de Concentração. Os aprisionamentos de sacerdotes foram feitos de tal modo que eles não tiveram tempo nem oportunidade de consumir as hóstias consagradas, nem de salvá-las impedindo sacrilégios. Alguns padres foram presos estando de pijamas, brutalmente espancados e submetidos a torturas.

Em Bydgoszcz, 5.000 homens foram postos numa sala de modo que não havia espaço nem mesmo para se sentarem no chão. Um canto da sala foi reservado para as necessidades naturais. O Cônego Casimir Stepczynski, pároco do local, foi forçado, junto com um judeu, a a recolher com suas próprias mãos os excrementos e quando o capelão Adam Musial quis substituí-lo nessa tarefa asquerosa foi brutalmente flagelado com um chicote.

Frei Anthony Dobrzynski, cura de Znin, foi preso na rua, quando usando cota e estola, levava o Viático a um moribundo. Suas vestes sagradas lhe foram arrancadas, o Santíssimo sacramento foi profanado, e o padre foi colocado na prisão.

Entre Bydgoszcz e Gniezno, todas as igrejas, salvo poucas exceções, foram fechadas, (no total, 114 igrejas fechadas e 271 ficaram sem padres Onde se permitiu que igrejas ficassem abertas e com padres, só se podia usá-las nos domingos desde as 9 até as 11 horas da manhã).

Todos os sermões deveriam ser ditos em alemão e nunca em polonês. Hinos só podiam ser cantados em alemão. A desobediência a essas determinações acarretava a prisão.

Casamentos não poderiam ser celebrados se antes não tivessem sido contraídos diante de um oficial do governo alemão

Casamentos entre poloneses, em princípio, não eram admitidos.

Em muitos lugares, os padres que levassem os últimos sacramentos para os moribundos eram aprisionados

Os crucifixos foram removidos das escolas e dar aulas de catecismo foi proibido.

Os padres foram obrigados a fazer uma oração pública por Hitler no final da Missa dominical

A Ação Católica foi proibida, e Associação das Damas de Caridade assim como as Conferências Vicentinas foram dissolvidas tendo os seus fundos foram confiscados.

As tropas alemãs, logo que entraram nas cidades da Polônia passaram a destruir os crucifixos, estátuas de Jesus Cristo e de Nossa Senhora e dos santos que adornavam as ruas e praças. As estátuas dos santos padroeiros, nas praças das cidades, foram derrubadas. Pinturas sagradas e, mesmo que pertencessem a particulares foram destruídas. Em Bydgoszcz, um monumento ao Sagrado Coração de Jesus foi profanado e destruído, exatamente como os bolchevistas haviam feito na Espanha, durante a revolução comunista.

Os membros das Ordens religiosas foram presos e deportados.

Certas igrejas que foram fechadas para o culto, se realizavam orgias para os soldados alemães.

As Irmãs da Caridade de S. Vicente de Paulo perderam 14 casas, incluindo hospitais, orfanatos e asilos.

Em Bydgoszcz, a Gestapo invadiu a capela das Irmãs Franciscanas e forçou-as a se reunirem na capela onde o Santíssimo sacramento estava exposto e um membro da Gestapo subiu ao púlpito e gritou para as irmãs que o tempo para a oração estava acabado porque “Deus não existe. Se Deus existisse, nós não estaríamos aqui “. Depois as irmãs foram expulsas de seu convento, exceto a Superiora que estava muito doente. Enquanto a Gestapo saqueava o convento um policial pegou a píxide com as hóstias consagradas no Tabernáculo, e levou-as até o quarto da Superirora e a obrigou aos gritos que as comesse.

As propriedades e dinheiro da igreja foram confiscados.

Na diocese de Poznam, praticamente todos os membros do clero foram detidos e levados às prisões e campos de Concentração

Vários padres foram fuzilados.

O Presidente da Juventude Católica, Edward Potworowski, um nobre e Camareiro Privado do Papa, foi publicamente golpeado numa praça.

Algumas escolas católicas foram fechadas. Os jornais católicos foram supressos ou proibidos. Editoras foram confiscadas.

631 igrejas, 454 capelas e oratórios e 253 casas religiosas foram fechadas

(Cfr. Documento A , 1º Relatório do Cardeal Hlond, preparado em dezembro de 1939, foi apresentado a Pio XII em janeiro de 1940, apud Falconi, 112 a 121).

Documento B também elaborado pelo Cardeal Hlond em abril de 1940 tem também alguns dados impressionantes.

Poznam foi declarada Cidade “Klosterfrei “, isto é, Cidade “Libertada dos mosteiros”.

Lá houve:

5 padres mortos a tiros; 27 padres colocados em Campos de Concentração na Alemanha; 190 padres presos em campos de Concentração na Polônia; 35 padres expulsos para o território do Governo Geral da Polônia; 11 padres mortos nas prisões e queimados em crematórios; 122 paróquias ficaram totalmente sem padres.

As Catedrais foram fechadas e uma delas foi transformada em garagem.

Cinco palácios episcopais foram ocupados, sendo que em um deles a capela do Bispo foi transformada em banheiro. A capela do primaz em Poznam foi transformada em canil.

35 padres certamente foram mortos, mas o número real de assassinados devem indubitavelmente chegar a mais de 100. Mais de 20 morreram nas prisões. Mais de 100 estão em Campos de Concentração.

Os sacramentos são proibidos mesmo para os moribundos. Os casamentos de poloneses ficaram proibidos por sete meses.

Mosteiros e conventos foram sistematicamente supressos.

Os móveis de um Bispo foram dados pela polícia alemã a prostitutas.

Os jovens poloneses perderam o direito de se inscrever em ginásios para estudar.

As famílias polonesas foram brutalmente separadas e os jovens são proibidos de casar. Crianças bastardas são destinadas a escravidão. (Cfr. Falconi, documento B, 121 a 126).

Execuções foram feitas sem processo nem julgamento. Os horrores das prisões e dos Campos de Concentração ultrapassam, em refinamento de sadismo, os crimes cometidos pelos comunistas na Rússia. Os poloneses se tornaram escravos. Os poloneses perderam o direito de ter casa, terras, jardins ou qualquer tipo de construção e até de ter uma simples vaca.

“Tudo foi deliberadamente planejado de tal modo para destruir a Igreja e sua vitalidade em um das áreas mais religiosas de todo o mundo. O terrível processo registrado inicialmente prosseguiu adiante com a mesma implacabilidade e brutalidade nos últimos sete meses.. depois de séculos utilizados a serviço da Igreja, a Polônia está testemunhando o estabelecimento, em seu próprio coração, de um paganismo tão esquecido de Deus, tão imoral, atroz e inumano que ele só pode ser aceito por um povo mentalmente doente que perdeu todo o resquício de dignidade humana e se tornou cego por ódio à cruz de Cristo” (Documento B apud Falconi, 123)

Documento C foi escrito por autor diverso dos que redigiram os dois documentos anteriores. Ele trata da situação da Polônia no assim chamado Governo Geral, e foi elaborado no final de 1940. Dele citaremos alguns pontos mais chocantes.

Na catedral de Wawell, em Cracóvia, só um padre podia celebrar Missa aos domingos e nas quartas feiras, mas a portas fechadas e na presença de um agente da Gestapo.

Era proibido celebrar casamentos na igreja.

Os casamentos entre poloneses e alemães, realizados depois de 1918, foram declarados inválidos.

O clero foi proibido de ensinar religião nas escolas.

A Faculdade de Teologia e os Seminários foram fechados.

As obras de arte, os vasos litúrgicos, as pinturas e paramentos das igrejas foram confiscados.

Em Mszczonow, perto de Varsóvia, a Gestapo matou o Reitor, Frei Paciorkowski. Sem acusação nem processo. Em fevereiro deste ano (1940), Frei Nowakowski, vigário da paróquia do Redentor em Varsóvia, foi condenado a morte simplesmente porque rezou na igreja pela independência da Polônia.

Em Lublin, o oficial chefe da Gestapo – que se destacara em Viena pelos ataques ao Cardeal Innitzer – foi responsável por cruel perseguição ao clero.

Em meados de outubro de 1939, a Gestapo deteve o Bispo Monsenhor Fulmann e seu Bispo Auxiliar, Monsenhor Goral, com todo o clero. 150 padres foram presos em Lublin e 36 jesuítas em Cracóvia.

O Bispo auxiliar de Lodz, Monsenhor Tomczak foi espancado com varas nos braços até sangrar, e depois foi forçado a limpar as ruas.

Padres foram espancados a tal ponto que tiveram o crânio fraturado, os dentes partidos e as mandíbulas deslocadas. Enquanto os espancavam gritavam para os padre: “Você crê em Deus? Se você crê, você é um idiota. Se você não crê, você é um impostor”.

Cerca de 1.000.000 de homens foram deportados para trabalhos forçados, na Alemanha.

Populações inteiras foram deportadas, sendo transportadas em vagões de gado, sem nenhuma proteção contra o frio de 30 graus negativos que causou inúmeras mortes.

Crianças polonesas foram levadas para os campos da juventude nazista e esterelizadas com Raios X. Moças polonesas foram levadas para bordéis, a fim de serem usadas pelos soldados nazistas.

Os doentes mentais e retardados foram exterminados. Em Chelm, 428 doentes foram mortos, inclusive muitas crianças.. Muitos sanatórios de tuberculosos foram esvaziados e os doentes desapareceram… (Documento C, apud Falconi, 126 a 131).

O Padre Blet, o maior apologista de Pio XII, enumera como vítimas assassinadas pelos nazistas, na Polônia, durante toda a guerra, 4 Bispos, 1996 Padres, 113 Clérigos, 238 Religiosas. Como aprisionados em Campos de Concentração, o Padre Blet cita 3642 padres, 389 clérigos , 341 irmãos conversos, 1117 religiosas (Blet, 85).

Se os nazistas eram demônios encarnados desencadeando seu ódio mortal contra a Igreja Católica, os comunistas russos eram seus êmulos no crime

O Padre Blet cita o que Monsenhor Szeptyckyj escreveu sobre a perseguição à Igreja pelos comunistas russos, na Ucrânia, nessa mesma época:

“Em todos os pormenores se manifesta uma inimizade, um ódio à religião, ao clero, incrível, dir-se-ia mesmo um ódio ao homem em geral”.

E ele acrescentava um pouco mais longe:

“Não se pode explicar este regime senão por uma possessão diabólica em massa”
(Blet, 91-92).

E Monsenhor Chomyszyn exprime um julgamento semelhante sobre o sistema soviético e sua perseguição aos católicos ucranianos:

“São animais ferozes animadas por espírito diabólico”
(Blet, 92).

O mesmo se poderia dizer da ação dos nazistas, na Polônia.”

O fato de o nazismo e o fascismo terem proibido as sociedades secretas não prova que ele não fosse resultado da ação dessas mesmas sociedades secretas. Sempre que vai haver uma grande guerra ou Revolução, as sociedades secretas se fecham a si mesmas, para ocultar seus arquivos e sua ação.

Outros documentos e informações de mesmo teor poderão ser encontrados no livro “Les chrétiens face au nazisme et au stalinisme” de Xavier de Montclos, Ed Complexe, Plon, Paris, 1983.

FIM DA PRIMEIRA PARTE

(* )Que o autor Orlando Fedeli escreveu

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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