O pai da estratigrafia

A Estratigrafia é  a ciência dos estratos ou camadas da terra, logo, está diretamente relacionada à geologia, que estuda a Terra através de sua estrutura.

O padre Nicolau Steno [Nils Stensen] (1638-1686), luterano convertido e posteriormente ordenado sacerdote, nasceu na Dinamarca, exerceu a medicina na corte do grão-duque da Toscana, após ter percorrido por vários lugares da Europa, mas ficou realmente famoso pelo estudo dos fósseis e da estratigrafia.

Steno foi o primeiro a afirmar que a história do mundo podia ser reconstituída a partir das rochas. Segundo os “princípios de Steno”, haveria a lei da sobreposição (onde as camadas sedimentares são formadas em sequência, de tal modo que a camada mais baixa é a mais antiga, e as camadas vão decrescendo em idade até à mais recente, situada no topo).

Este primeiro princípio é ensinado naturalmente nas faculdades, hoje em dia.

Em virtude de possíveis distorções ou alterações verificadas devido a fatores externos, o mesmo padre introduziu o princípio da horizontalidade original. “A água é a fonte dos sedimentos, seja na forma de um rio, de uma tempestade ou de fenômenos similiares: carrega-os, deposita-os em várias camadas sedimentares. Uma vez que os sedimentos se depositam numa bacia, a gravidade e as correntes de águas rasas têm sobre eles um efeito nivelador, de tal modo que as camadas sedimentares, como a própria água, acompanham a forma da superfície do fundo, mas se tornam horizontais na parte superior” (…) Finalmente, temos o princípio da continuidade lateral: esse princípio indica que, quando ambos os lados de um vale exibem rochas sedimentares, é porque os dois lados estavam originalmente unidos – formavam camadas contínuas -, e que o vale é que se deveu a um evento geológico posterior, por exemplo um processo de erosão. Steno também apontou que, se em um estrato é encontrado sal marinho ou qualquer coisa que pertença ao mar, isso revela que em algum momento o mar deve ter estado ali.

O padre Steno “estabeleceu a maior parte dos princípios da geologia moderna”. Com o passar dos anos, o padre Steno viria a ser tomado como modelo de santidade e de sabedoria. Em 1722, o seu sobrinho-neto Jacob Winslow escreveu a sua biografia, que apareceu em um livro chamado Vidas de santos para cada dia do ano, na secção dedicada a prováveis futuros santos. Winslow, um convertido do luteranismo ao catolicismo, atribuiu a sua conversão à intercessão do padre Steno. Em 1938, um grupo de admiradores dinamarqueses procurou o papa Pio XI para pedir-lhe que o declarasse santo. Cinquenta anos mais tarde, o papa João Paulo II beatificou-o, louvando a sua santidade e a sua ciência.

Fonte bibliográfica:

WOODS, Jr. Thomas E Como a Igreja Católica construiu a civilização Ocidental. São Paulo: Quadrante, quarta edição, 2011.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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