As sete virtudes capitais

Brueghel, o velho - as sete virtudes

Virtudes contrárias a estes sete pecados.

Há sete virtudes contra estes sete vícios capitais, a saber:

Contra a soberba, a humildade.

Contra a avareza, a liberalidade.

Contra a luxúria, a castidade.

Contra a ira, a paciência.

Contra a gula, a abstinência.

Contra a inveja, a caridade.

Contra a preguiça, a diligência.

A humildade consiste em reconhecer que por nós mesmos nada temos a não ser o pecado, tratar-nos como nada e desejar sermos tidos por tais, e darmos a Deus a glória de todas as nossas boas ações.

A verdadeira humildade está assentada na verdade. É a virtude mais necessária e até o fundamento das demais virtudes.

O vício pior é a soberba; a melhor virtude é a humildade.

Nosso Senhor Jesus Cristo quis ser especialmente modelo de humildade. São palavras suas “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração, e achareis a paz para vossas almas“.

Liberalidade ou generosidade consiste em não desejar o alheio e dar de boa vontade do que é próprio para os pobres e às obras de beneficência *.

Castidade consiste em moderar os apetites sensuais.

Paciência consiste em sofrer em paz e tranquilidade as injúrias e adversidades.

Temperança consiste em moderar-se no comer e beber.

Caridade consiste em desejar e fazer bem ao próximo, por amor de Deus.

Diligência é uma prontidão de ânimo em fazer o bem.

* As obras de beneficência de hoje em dia merecem uma atenta observação da parte dos cristãos, porque, uma vez que a Caridade foi praticamente varrida da terra, há de se prestar muita atenção em quem se deve ser generoso. Há muitos malandros e vadios espertalhões por aí que recebem a esmola que poderia ser para um verdadeiro necessitado. Igualmente há muitas casas de Filantropia, que nada mais fazem que dar conforto material e deixam a Deus de lado, não observando que “não só de pão vive o Homem”. Portanto, longe de desestimular aos leitores a ajudar em obras pias, digo que não tomem essas palavras como pretexto para serem avarentos, mas cuidem de dar com boa vontade o que lhes pertence a instituições que ao menos aparentem ser o mais benéficas possível.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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