A escola leiga

A impiedade moderna não quer que Deus reine na sociedade, e para impedi-lo tem inventado meios verdadeiramente diabólicos: o chamado matrimônio civil, e a escola leiga.

O matrimônio civil, união ilícita e detestável, para que Deus não reine na família; a escola leiga, em que se desterra a Deus, para que não reine nos corações das crianças.

Para conseguir que todas as crianças e jovens se amoldem ao atheismo oficial, em muitas Nações, perseguem-se em tudo e por tudo as escolas particulares e até se procura aberta e sorrateiramente a completa extinção das mesmas.

A escola leiga é assim chamada, não já porque sejam leigos os mestres, mas porque nela se prescinde completamente da religião; é a escola atéia, sem Deus, laica.

A Igreja Católica condena a escola laica, quer particular, quer estadual, por muitas e justas razões.

A escola estadual leiga constitue para todos um verdadeiro atentado à liberdade de conciência e à justiça.

Com efeito, obrigam-se os católicos a custear uma escola condenada pela religião e a mandar a ela seus filhos; e caso queiram educá-los numa escola cristã, devem pagar duas vezes a educação, o que não deixa de ser uma verdadeira injustiça.

Com a escola leiga os meninos formam-se sem instrução religiosa e, por conseguinte, sem religião.

É justamente isto que pretendem os defensores da escola laica, pois todos eles são ímpios sectários que desejam destruir a religião; e sabem que o grande meio para a consecução de seu fim é a escola sem religião.

As escolas sem religião são praticamente anti-religiosas; assim o demonstra a experiência.

Os homens, em geral, são como eram quando frequentavam as escolas, pois a escola é que forma o homem; logo, as escolas sem religião formam homens sem religião.

Os exemplos e ensinamentos dos mestres sem religião constituem sempre um grande perigo para a fé dos meninos cristãos.

Mais: nos textos e explicações de história e outras ciências naturais, facilmente se dão noções falsas e totalmente contrárias à religião e à verdade.

Ainda quando se prescindisse de atacar diretamente a religião, o excluir Deus da escola constitue já por si um gravíssimo crime, um desprezo à religião e um exemplo de impiedade sumamente prejudicial.

A escola leiga forma uma geração de homens sem religião, e por conseguinte, sem moral; porque tão só a religião pode formar homens verdadeiramente morigerados.

Todo católico que preza sua religião deve detestar em extremo a escola laica, e fazer tudo o que estiver ao seu alcance, para que em todas as escolas se ensine a amar e servir a Deus.

PS: o juízo exposto acerca da escola leiga se deu num tempo em que ainda existiam escolas católicas que pudessem fazer frente a esta situação. Mas o que ocorre hoje em dia é que a decadência do ensino católico foi acompanhada de uma apostasia tamanha que, na esmagadora maioria dos colégios que hoje em dia se dizem católicos (e talvez realmente o fossem há décadas atrás), o pecado, o escândalo e o espírito liberal e mundano se enraizaram com tal força, que praticamente não há diferença entre colégios leigos e colégios ditos católicos. Exceto que em muitos casos o prejuízo moral e espiritual é maior nestes colégios do que nas escolas leigas.

Se servir de consolo, ainda existem escolas católicas de verdade, e até mesmo estabelecimentos de ensino superior católicos que fazem jus ao nome. Mas são extremamente raros, praticamente inexistentes. Portanto o que aqui é ensinado acerca da escola leiga não perde força, mas é relativizado apenas pelas atuais circunstâncias.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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13 respostas para A escola leiga

  1. Marco disse:

    Tanta hipocrisia… Quer dizer que ser educado sem qualquer tipo de orientação religiosa é sinónimo de falta de liberdade?! Ou seja, a liberdade de pensamento só se atinje quando as crianças são educadas de acordo com os princípios da fé católica! Então porque não educa-los de acordo com o hinduísmo, budismo, ou mesmo de acordo com os princípios da fé muçulmana?! Não!!! Jamais!!! Pois só os cristãos são iluminados e donos da verdade, já para não dizer que dá sempre jeito formar uns fieis para mais tarde alimentarem os chorudos cofres da instituição. Seria, porventura, melhor reformular o princípio de que “o homem é um animal racional” pois, com testemunhos destes, demonstra-se cada vez mais erróneo.

  2. Marco disse:

    Ao Autor:
    Tenho a plena consciência que o comentário jamais será publicado, pois não se encontra de acordo com os soberanos príncipos de “liberdade” por V.Ex.ª advogados. De qualquer forma, congratulo-me por cada vez existirem menos mentecaptos como o senhor, e pelo facto de teologias fascistas e dógmáticas como a sua estarem, inevitavelmente, condenadas ao insucesso! Tivesse V. Ex.ª nascido hà alguns séculos atrás e certamente seria alguem de grande importância e relevância, contudo, e felizmente, a história do homem é feita de evolução e os saudosistas apenas podem esperar pelo definhamento e inevitável decomposição!

    • Caro senhor,

      Seu primeiro erro foi considerar que seu comentário não seria publicado, pois justamente a sua irritada manifestação mostra que o aritgo cumpriu com seu objetivo.
      Em termos espirituais, aplausos e tapinhas nas costas vindos do mundo são sinal de que algo vai muito errado.
      O senhor julga muito mal ao tentar enquadrar o que prega a religião segundo os pressupostos do mundo. O que o senhor entende por liberdade não equivale ao ensinamento católico de liberdade, porque o que pregou a revolução francesa a respeito do que seria liberdade, o que diz o liberalismo acerca do que seria a liberdade, jamais é o que sempre foi ensinado pela Igreja acerca da liberdade. A doutrina católica ensina que o erro e o vício não têm direitos. Abuso de liberdade é libertinangem, senhor… A salvação da alma deve ser a mais central preocupação dos homens, porque a vida física é um bem, e é boa, mas não é um fim em si mesma… Estamos de passagem por aqui, mas nossa alma durará eternamente. Se a Igreja não sinaliza o erro onde quer que o mesmo se encontre, então torna-se inutil sua existência.
      Congratule-se à vontade, mas cuide para congratular-se por causas justas… Ao contrário da preocupação dos que vivem segundo o mundo, o objetivo da Igreja não é numérico. Quando se está com a Verdade, então se está com Deus, e se houverem seis bilhões ou nenhuma pessoa de nosso lado, é o que menos importa.
      Conhece a história de Thomas Morus, santo da Igreja? Vale a pena! É uma boa pista para se entender o catolicismo.
      Devo avisar-lhe também de seu engano ao associar o fascismo à minha pessoa, visto ter sido contra mim a acusação.
      Como o senhor não me conhece, poderia ser mais cuidadoso em rotular-me… Aliás, aos olhos da eternidade, o que é o fascismo? Acaso sabe o senhor que o totalitarismo fascista é anti-cristão e não passa de mais uma ideologia meramente humana, delírio que nasceu e morreu, assim como tantos e tantos delírios dos homens, que geralmente estabelecem qualquer via que não seja a ensinada por Deus?
      Não me julgue pelas agitações do dia, senhor. Não me julgue com olhos liberais, comunistas, fascistas, nazistas, conservadores… A lógica católica não compreende esquerdas, centros, direitas… Esses rótulos nascem e morrem como as seitas de hoje, que estão abertas agora, e amanhã já estão extintas.
      Se é para me julgar, julgue-me como católico. Julgue-me à luz de 21 séculos, porque só sendo católicos fiéis e coerentes, podem os homens não se tornar filhos de suas épocas, e não se tornarem vítimas de qualquer vendavalzinho… Só um católico tem condições de estar no mundo, mas não se tornar “do mundo”.
      Sim. Dogmático. Tanto quanto o senhor, que usando a expressão “dogmático” junto a “fascista”, deixa mostrar que usa tal expressão para me agredir. Mas sim, admito os dogmas como um meio para o Fim Primordial, que é Deus. Se fosse para me ridicularizar, o senhor poderia tentar me taxar de dogmatismo…
      Tão dogmático quanto o senhor? Claro que sim. Se o senhor se mostra contrário aos dogmas, por serem os mesmos cristalizados em suas verdades imutáveis, então para defender a tão almejada tolerância, o senhor, criticando-me, termina por fazer uma intolerante defesa da tolerância, ou seja, dogmático em defender a tolerância. E se o senhor é tão obstinado em defender o que lhe é tido como valor, porque me censura, visto que eu faço o mesmo?
      Não faço teologia, senhor. E o que parte de mim não tem importância. Se vou ou não fazer sucesso, é absolutamente certo que a Igreja sobreviverá a isso, porque normalmente a Igreja demonstra ser imperecível no tempo APESAR dos católicos. E aí está ela… Sobreviveu a perseguições imperiais, sobreviveu a heresias enormes, à barbárie, a cismas, ao humanismo pagão, às revoluções liberais, aos gulags, à gilhotina, ao Tyburn, às câmaras de gás, e sobreviverá certamente às mortandades verificadas em todo o Iraque e demais países do Oriente Médio, que invadem igrejas e metralham pessoas cujo crime é não serem do mundo. Mas não foi assim na Guerra Civil Espanhola? Não foi assim entre os Cristeros do México? Sabe de uma, senhor? Morreremos todos, e a Igreja continuará…
      Um dia Napoleão gritou a um cardeal que “destruiria certamente a Igreja”, e ouviu do mesmo a resposta “excelência, isso nem nós conseguimos fazer!”… Pois não é verdade? Pior do que qualquer tiranete sem escrúpulos, a Igreja sobrevive a muitos padres, bispos e papas!
      Se o senhor tiver a chance de se debruçar sobre o assunto, verá que os piores homens dos últimos dois mil anos foram católicos… E os melhores também!
      Se o senhor tivesse empregado seu tempo em ler o blog desde as primeiras postagens, certamente aproveitaria melhor do que separando um artigo que lhe parecesse desagradável, para empregar seu tempo comentando. Teria visto que a religião católica ensina que só estamos na Terra para servir a Deus e ganhar o céu. O mais é vaidade. E só se pode servir e amar a Deus conhecendo-O.
      Só se ama o que se conhece.
      Ademais, a História demonstra que os estados só instituíram escolas laicas em momentos de guerra contra a religião, quando inventaram este e vários meios para construir a civilização antropocêntrica, através de medidas que retirassem do clero toda sua voz e influência na sociedade.
      Os gabinetes caíram… A Igreja está aí…
      Eu não sou a Igreja, assim como os católicos não são a Igreja… Mas preciso dizer-lhe, senhor: a não ser que alguma fatalidade me ceife a vida, ainda estou em meus vinte e poucos anos, e pelo andar natural das coisas, possivelmente um pouco distante de render a alma ao Criador… E nenhum agente ultra-radical me doutrinou… Bastou procurar a Deus e sua Igreja! É bem acertado o ditado dos antigos que “quem procura acha”… Não tive mérito nenhum em descobrir a Igreja segundo o que a Mesma se define, enquanto a maioria, como o senhor mesmo alardeia com júbilo, se limita a ser especialista em rotular a Igreja segundo livretos de história marxista, ou opiniões de “experts”, visto vivermos na época dos “experts”, onde todos se consideram sumidades – a começar pelos que têm um diploma universitário debaixo do braço, e julgam-se como sucessores do rei Salomão…
      Porque o senhor não tenta compreender seu inimigo, lendo suas doutrinas? Existe a Mirari vos, a Quanta Cura, a Libertas Praestantissimum, mas existem também os Concílios, os trabalhos de exegese, de moral, de filosofia… A Igreja tem todas as respostas, inclusive para os questionamentos que o senhor fez escondidos entre suas acusações.
      Passe bem.

  3. anamarianunes disse:

    Maravilhosa resposta!

  4. Pingback: Tem hora que é melhor perguntar para um leigo « Portanto Entretanto Todavia

  5. Pe. Bruno Costa osb disse:

    PAX
    caro Bruno. excelente resposta a um questionamento sem fundamento, patológico e cretino. quanto a esse sr. marco resta-nos apenas rezarmos pela sua conversão.

  6. Cristiane Pinto disse:

    Ótima resposta, amigo. Assino embaixo tudo o que você diz.

  7. Ave Virgo Flos Carmeli!
    Excelente, primeiramente o artigo (haja visto que primeiro foi feito), em segundo o comentário tão exímio em ser católico.
    Deus lo vult.

  8. Tadeu disse:

    Liberdade de expressão é isso ai. Posso não concordar com as besteiras que você fala, mas defenderei até o fim o direito de você ser babaca publicamente… Você deveria pensar em defender o direito de escolha a outras religiões para ter moral de continuar escolhendo a sua…

  9. Sr. Tadeu,
    Muito me admira que o senhor me convide a fazer algo que seu comentário certamente não indica: PENSAR.
    Seu slogan em si já é o primeiro indício de sua ausência de reflexão que leva a um completo absurdo.
    Se o que eu falo são besteiras, como pode você defender orgulhosamente que eu tenha o direito de propagá-las?
    Se você defende, se você dá suporte para quem defende que babaquices e besteiras tenham direitos, então você faz jus exatamente ao que defende.
    Usufrua, pelo visto lhe cai bem…
    Como católico, constato que a Verdade não reside no meu achismo, ou na minha vontade, ou no meu humor, ou no que brota de mim.
    Não sou cartesiano. Não sou idealista. Não sou evolucionista.
    A Verdade existe e se impõe por si mesma. Não depende de ninguém, nem de nada. A Verdade é Objetiva, Imutável, Independente.
    Só há um Deus. E esse único Deus revelou a Sua única vontade e os Seus preceitos a homens que Ele mesmo escolheu através dos séculos, e fez com que a Sua revelação se mantivesse entre os homens deste mundo, para que, através do conhecimento da Sua Verdade, as pessoas pudessem, ao mesmo tempo em que se reconciliassem com Deus, se reconciliarem consigo mesmas. E além disso, Deus gravou em todas as almas a Lei Natural, porque desta forma aqueles que não alcançassem diretamente a Sua revelação, teriam, no entanto, dentro de si a voz da consciência guiando-os a viver corretamente.
    É por isso que a maioria dos que aprenderam os mandamentos da Lei de Deus, por exemplo, o de honrar Pai e Mãe, não passaram a honrá-los só depois de serem instruídos. Se eram homens que buscavam a Deus, então já obedeciam a voz da consciência antes de saberem que existia o Evangelho, portanto, antes de serem materialmente membros da Igreja, já o eram verdadeiramente em Espírito, pois já faziam a vontade de Deus…
    Se só há um Deus e uma só revelação, só há um caminho e uma religião. E a religião verdadeira deve ser promovida, divulgada e defendida.
    A mentira, por ser falsa, não tem prejuizos. Quem pregasse publicamente o direito de se falar mentiras seria taxado de louco ou maldito.
    Não existe direito para o crime, para a injustiça, para o pecado, e para a mentira.
    O erro não tem direito à liberdade, e nem à propaganda. Só existe uma religião verdadeira, que é a religião que Deus revelou, e é a Sua Igreja Católica. As demais religiões não foram criadas por Deus, portanto são falsas e não têm direitos.
    Eu não tenho que escolher religião alguma. Eu tenho é muita sorte de pertencer à Igreja, isto sim.
    Como católico, admito a tolerância às falsas religiões, pois desde que seus sectários se recusem a praticar a religião verdadeira por quaisquer escusas, isso não dá a ninguém o direito de impor a fé católica. Portanto, suas falsas religiões devem ser toleradas desde que se limitem a atender seus membros. Mas não têm direito de se propagarem publicamente, e muito menos fazer proselitismo ou propaganda.
    Renovo a recomendação feita acima: porque ao invés de espernear, o senhor não procura investigar a fundo as razões que movem o catolicismo? Eu disse INVESTIGAR, que é ir além de ler meu palavreado, e disse A FUNDO, ou seja, desprovido de preconceitos. Se o senhor se obstinar desde já a rejeitar o que futuramente encontrar sobre a fé, então poupe o seu tempo: nunca falaremos a mesma língua.

  10. Ana Maria Nunes disse:

    Ele n vai entender nada.

  11. bia disse:

    Isso ai sr Bruno,ohhhhh povinho alienado! Não querem pensar,questionar e nem muito menos INVESTIGAR. Parabéns! O senhor é muito inteligente.

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