O matrimônio civil

Sendo o matrimônio um Sacramento, sua celebração, entre os cristãos, está completamente fora da jurisdição civil.

O contrato do matrimônio cristão não se pode separar do Sacramento; porque o matrimônio é o mesmo contrato natural elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.

Por conseguinte, não pode haver verdadeiro matrimônio que não seja Sacramento.

Para os cristãos é válido somente o matrimônio religioso; e quem não se casa pela Igreja não é casado.

Donde se deduz, que o chamado matrimônio civil não é matrimônio válido, e é nulo mesmo considerado como simples contrato.

O Vigário de Jesus Cristo, o Papa Pio IX, numa de suas célebre alocuções, disse claramente:

Fora do Sacramento, qualquer união entre o homem e a mulher, feita em virtude de qualquer lei civil, não constitue matrimônio entre os cristãos, e está absolutamente condenada“.

Portanto, os cristãos que, unidos apenas civilmente, vivem como casados, estão em contínuo pecado mortal.

Devem casar-se pela Igreja, ou então separar-se, porque se a morte os surpreender neste estado, suas almas serão condenadas para sempre às chamas do inferno.

Os filhos de pais cristãos, unidos somente no civil. são ilegítimos perante Deus, perante a Igreja e perante as pessoas de reta conciência.

Nos lugares em que a lei o exige, devem os cônjuges fazer a inscrição do matrimônio no registro civil, para conseguir para si e a prole os efeitos civis.

Contudo, os cristãos instruídos nas cousas da religião ao se inscreverem no registro civil, não pensem em contrair matrimônio civil, mas, apenas, cumprir com uma formalidade imposta pela lei civil.

A lei do matrimônio civil, segundo a forma usada em algumas nações, é contrária e ofensiva à Religião Católica.

É um vexame para os católicos obrigá-los a efetuar o matrimônio civil, desde que não podem reconhecer outro matrimônio fora o religioso.

Só o católico ignorante ou ímpio (o ímpio já não é católico, mas um renegado) pode reconhecer o matrimônio civil como verdadeiro matrimônio.

O Estado poderia com razão exigir que, celebrando o matrimônio religioso, os cônjuges se inscrevessem imediatamente no Registro Civil. Contudo, não pode de maneira alguma, sem ofender os sentimentos religiosos dos católicos concientes, considerar o ato de assentamento civil, como celebração do matrimônio.

Mesmo em nações não católicas, si nelas se respeita a liberdade de conciência, o Estado não deveria exigir dos católicos mais do que a inscrição do matrimônio no registro civil.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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