QUARTO SACRAMENTO: EUCARISTIA OU COMUNHÃO

1 – A Eucaristia como Sacramento.

A Eucaristia é o Sacramento que contêm realmente a N. S. Jesus Cristo, sob as espécies do pão e do vinho, para alimento de nossas almas.

 A matéria da Eucaristia é o pão de trigo e vinho de uva.

Na Eucaristia está real e verdadeiramente presente o mesmo Jesus Cristo, que esteve durante trinta e três anos sobre a terra e que reina agora glorioso no céu.

 Devemos crer que Jesus Cristo está verdadeiramente na Eucaristia porque Ele mesmo o disse e a Santa Igreja nô-lo ensina.

A Santíssima Eucaristia chama-se mistério de fé.

 Na realidade, é o mistério que mais exercita nossa fé.

A forma da Eucaristia são as palavras da consagração:

 “Este é meu corpo“, “Este é meu sangue“.

 O ministro da Eucaristia é o sacerdote.

A hóstia antes da consagração é pão: depois da consagração, a hóstia é o verdadeiro corpo de N. S. Jesus Cristo, debaixo das espécies de pão.

No cálice, antes da consagração, há um pouco de vinho com algumas gotas de água.

Depois da consagração, no cálice há o verdadeiro sangue de N. S. Jesus Cristo, debaixo das espécies de vinho.

Na Santa Missa, quando o sacerdote pronuncia as palavras da consagração, o pão se converte em corpo e o vinho em sangue de N. S. Jesus Cristo.

Esta maravilhosa conversão chama-se transubstanciação.

 Jesus Cristo, que é Deus todo poderoso, foi quem deu tanta virtude às palavras da consagração.

Para Deus nada é impossível.

 Após a consagração nada fica do pão e do vinho, a não ser as espécies ou aparências.

A hóstia parece pão e não é pão, e o que há no cálice parece vinho e não é vinho.

Espécies ou aparências são as qualidades sensíveis do pão e do vinho, como a cor, o cheiro, o sabor, etc.

As espécies do pão e do vinho, depois da consagração, permanecem sem a própria substância, por virtude de Deus onipotente.

Depois da consagração, Jesus Cristo está todo inteiro na hóstia e todo inteiro no cálice.

Na hóstia está debaixo das espécies de pão e no cálice debaixo das espécies de vinho.

Jesus Cristo na Eucaristia está vivo e imortal como no céu.

 Onde está seu Corpo, aí está também seu Sangue, Alma e Divindade; e onde está seu Sangue, aí está também seu Corpo, Alma e Divindade.

Em virtude das palavras da consagração, na Hóstia está o Corpo de Jesus Cristo; mas por concomitância está também o Sangue, porque um corpo não pode estar vivo sem o sangue.

Em virtude das palavras da consagração, no Cálice está o Sangue de Jesus Cristo; mas por concomitância está também o Corpo, porque o sangue não pode estar vivo sem o corpo.

Si se tivesse consagrado o pão e o vinho quando Jesus estava morto, visto estarem, então, separados o corpo e o sangue, debaixo das espécies de pão haveria só o Corpo e debaixo das espécies de vinho só o Sangue.

 Foi muito conveniente que a consagração tivesse sido debaixo de duas espécies:

 1º Porque deste modo representa-se mais vivamente a Paixão e Morte de Jesus Cristo, em que seu Sangue separou-se do Corpo.

2º Porque a Eucaristia foi instituída para ser o alimento de nossas almas, e o perfeito alimento do corpo consiste em comida e bebida.

Jesus Cristo acha-se ao mesmo tempo no céu e em todas as hóstias consagradas.

Quando se parte a Hóstia não se parte o Corpo de Jesus Cristo, partem-se somente as espécies de pão.

 O Corpo de Jesus Cristo permanece inteiro em todas as partes em que tenha sido dividida a Hóstia.

Missa celebrada pelo papa João XXIII

 A Santíssima Eucaristia é conservada nas igrejas para que os fiéis adorem a Jesus Cristo, O recebam na sagrada Comunhão e experimentem sua perpétua assistência e presença na Igreja Católica.

 Um templo, no qual não se ache o SS. Sacramento, inspira pouca devoção.

No templo, porém, onde está Jesus Sacramentado, o coração do fiel enche-se de respeito e devoção.

Devemos adorar a Santíssima Eucaristia porque contém verdadeira, real e substancialmente a N. S. Jesus Cristo.

Quando comungamos, recebemos o Corpo de N. S. Jesus Cristo, com o seu Sangue, Alma e Divindade, debaixo das espécies de pão.

Nos primeiros tempos da Igreja, os cristãos comungavam sob as duas espécies.

Mais tarde, aumentando o número dos Cristãos, a Comunhão sob as espécies de vinho oferecia sérias dificuldades.

 A Igreja ordenou, então, que somente os sacerdotes, quando celebram o santo Sacrifício da Missa, comunguem sob as duas espécies.

 Mas, ainda que se comungue sob as espécies do pão, recebe-se também o Sangue de N. S. Jesus Cristo; pois, Ele está todo em cada uma das espécies.

PS: Depois do Concílio Vaticano II, permitiram novamente a Comunhão sob duas espécies, sem levar em consideração quantas tribulações a Igreja sofreu no passado, justamente para não dar brecha a esse tipo de prática, como no caso dos hereges hussitas, que defendiam a Comunhão em duas espécies. Com efeito, trazendo mais uma vez esse costume, traz para os católicos (tão mal formados atualmente) a concepção errônea de que a comunhão apenas pela hóstia equivaleria a comungar apenas o Corpo de Deus, sem o Seu Sangue, que estaria no Cálice… Ademais, o manuseio do Cálice, além das Hóstias, traz mais riscos de profanação ou acidente, do que se apenas o Sacerdote Celebrante consumisse sozinho o seu conteúdo. Em outras palavras: uma mudança DESNECESSÁRIA, com mais “contras” do que “prós”, mas que faz todo sentido com a época em que tal autorização ocorreu, já que o frenesi para mexer em todas as coisas da Igreja era a palavra do dia…

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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