Que pecados há obrigação de confessar?

Há obrigação de confessar todos os pecados mortais não confessados ou mal confessados.

Todos os pecados mortais; porque os veniais não há obrigação de confessá-los.

É cousa boa e proveitosa confessar os pecados veniais. Convém que as pessoas pouco instruídas os confessem; pois, facilmente crê-se pecado venial o que é mortal.

Pecados não confessados; porque os pecados que foram confessados bem uma vez, nunca mais se tem obrigação de confessá-los.

Ainda quando se fizesse confissão geral, não se tem obrigação de confessar pecado algum, que já se confessou bem.

Pecados mal confessados; porque, não ficam perdoados os pecados que foram mal confessados; por isso, é necessário confessar-se novamente.

Não há obrigação de confessar um pecado mortal, quando se duvida, com fundamento, si o tal pecado foi cometido ou si já foi confessado.

Para haver obrigação de confessar um pecado mortal, deve constar com certeza que foi cometido e que se tem a certeza também, que não foi ainda confessado.

Para maior tranquilidade de conciência é bom confessar também os pecados duvidosos.

Os pecados certos, devem-se confessar como certos e os pecados duvidosos (si se confessam) como duvidosos.

É necessário dizer quantas vezes se cometeu um pecado mortal, si se recorda o número exato.

Si não se recordar o número exato, diga-se, mais ou menos, o número aproximado.

É míster, também, declarar as circunstâncias que mudam a espécie do pecado.

Estas circunstâncias são:

1ª. As que fazem com que a má ação de venial passe a mortal; por ex., uma mentira que cause dano grave ao próximo.

2ª As que acrescentam uma nova espécie de pecado; por ex., roubar cousas sagradas; pois, além do pecado de furto há também o de sacrilégio.

Quem, sem querer, deixa de confessar algum pecado mortal, faz uma boa confissão e ficam-lhe perdoados todos os pecados mortais.

Si depois se lembrar do pecado esquecido, tem a obrigação de acusá-lo na primeira confissão que fizer.

Quem depois da última confissão não tiver cometido nenhum pecado, deve confessar algum dos pecados já confessados, para receber a absolvição.

Aquele que só tem pecados veniais, para que a confissão seja mais segura, é conveniente que se acuse também, com verdadeira dor, em geral, de todos os pecados cometidos, em sua vida, e em particular, de algum pecado grave, embora já confessado.

Quando alguém confessa pecados já confessados, basta confessá-los em geral contra algum mandamento ou virtude; não é necessário acusar os pecados em particular.

Exemplo: quem tivesse proferido uma blasfêmia contra Deus ou os santos, bastará que diga: acuso-me de ter, em minha vida passada, faltado contra o segundo mandamento da lei de Deus.

Quem está em graça de Deus e se confessa, obtém aumento de graça.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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