Facilidade da Confissão

Deve, pois, o pecador fazer resolutamente uma boa confissão, ainda que lhe custe algum sacrifício.

Quanto sofreu Jesus Cristo pelos nossos pecados! Justo é que soframos também nós alguma cousa e façamos de nossa parte o que Ele exige para podermos alcançar o perdão.

Pelos nossos pecados, merecemos o inferno eterno. Si para obtermos o perdão, Deus exigisse de nós cousas mais difíceis, mesmo assim, deveríamos fazê-las; com maior razão, pedindo-nos tão pouco;

Confessar as próprias culpas não é cousa que agrade; deve-se, porém, fazê-lo porque é necessário e útil; assim como se tomam remédios amargos, não porque sejam agradáveis, mas porque fazem bem à saúde.

Para curar as enfermidades do corpo, os homens sujeitam-se a cousas muito mais difíceis e até vergonhosas.

O sacerdote, como tal, não é um homem como qualquer outro, mas é o ministro de Jesus Cristo.

Acha difícil a confissão aquele que não a conhece bem ou ignora a gravidade do pecado mortal.

Suponhamos que um rei fizesse a seguinte proposta a um réu condenado à morte:

Perdoar-te-ei e te farei rei como eu, se te arrependeres de teu crime e o manifestares, em segredo, a um dos meus ministros, o qual, nunca, por nenhum motivo, o poderá manifestar a quem quer que seja“.

Nenhum réu, por certo, acharia muito difícil uma tal proposta; mas, nunca existiu rei tão bom e piedoso que isto fizesse.

Somente Deus, por meio da confissão, dispensa esta grande misericórdia ao pecador, réu de morte eterna.

Não é motivo para deixar a confissão, o ter sido ela ocasião para que se cometesse algum erro ou abuso.

Os homens de tudo abusam; até da comida e da bebida; mas por haver quem abuse, não se deixa de comer ou beber.

As pessoas de maus costumes, que não querem corrigir-se, não se confessam, porque a confissão bem feita exige uma vontade decidida de deixar o vício.

Si há quem se confesse e não se corrige é porque lhe faltam as devidas disposições.

É, pois, de suma importância conhecer bem as:

Cousas necessárias para fazer uma boa confissão.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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