Sexta Porta do Inferno

O protestantismo

O protestantismo é inimigo jurado da nossa santa religião. Nega os dogmas mais santos: o santo sacrifício da Missa, a confissão, a comunhão, a maior parte dos sacramentos, a existência do purgatório, a instituição divina da Igreja, a autoridade do Papa, a legitimidade do culto dos santos. Neste particular vai até a caluniar aos católicos, dizendo que adoram os santos, as imagens. Não, mil vezes não! Não adoramos os santos. Adoramos só a Deus. Quanto aos santos, nós os honramos, pedimos sua proteção junto de Deus. Honramos as imagens como sendo os retratos dos santos. Que mal haverá nisso? Não podemos honrar o retrato de um pai, de uma mãe, de um benfeitor, colocá-lo em nossa sala, no lugar de honra? Se Deus, outrora, proibiu os judeus que tivessem imagens, é porque os judeus habitavam no meio de idólatras e estavam expostos a cair na idolatria. Aliás o mesmo Deus deu ordem a Moisés que adornasse a arca com imagens de anjos. Se os protestantes não têm outra coisa que nos exprobrar, calem-se; esta acusação cobre-os de ridículo.

ministros luteranos

É inegável a existência do perigo protestante no Brasil.

Não se deve, porém, temer exageradamente o protestantismo porque ele  tem contra si a promessa feita por Cristo à sua Igreja e porque de sua natureza tende a se desagregar, dividir e multiplicar-se. Todas as tentativas de união serão sempre uma paródia da verdadeira união de fé. *Ademais o Brasil nasceu, cresceu e vive ainda sob o bafejo santo da Igreja Católica e não quer ser ingrato às bênçãos celestes, simbolizadas pela constelação bendita do Cruzeiro do Sul. Não se deve, portanto, exagerar o perigo protestante*.

Mas, doutra parte, não deve ser desprezado ou descurado.

pastor anglicano

A fé, na verdade, foi prometida à Igreja e não às nações; estas, como os indivíduos, a podem perder; e não padece dúvida que o protestantismo é um sério perigo que poderá ser grave se não se empregarem os remédios aptos e convenientes.

Não se devem desprezar os protestantes, porque são nossos irmãos transviados e cegos. Nem é tática bélica desprezar o inimigo, ainda que aparente fraquezas.

Se não se deve exagerar nem diminuir o perigo, é preciso considerá-lo em seu justo limite.

Daí a necessidade dum estudo leal e ponderado sobre as forças e elementos do protestantismo no Brasil. Quanto maior for o estudo, tanto melhor será o combate.

Devemos combater os protestantes:

Com grande caridade, muita paciência e ardente zelo pela sua conversão; com constante e sólida instrução do povo nas verdades reveladas; com a prática das virtudes cristãs e com a frequência dos sacramentos; advertindo os fiéis dos enganos; dando bom exemplo; com o sacrifício e orações fervorosas para que todos sejam uma só coisa (Jo XVII, 22).

O protestantismo foi fundado por Lutero. Quem era Lutero? Um frade que, depois de passar muitos anos no convento, deixou a vida religiosa, deixou seu hábito e… casou. Com quem? Com uma freira, chamada Catarina. Lutero viveu e morreu na crápula, na orgia, no escândalo. Julgai se Deus pode suscitar semelhante apóstolo para reformar a Igreja ou fundar uma nova religião.

Não discutamos com protestantes, não vamos ao seu culto, nem por curiosidade. Não leiamos suas bíblias, seus folhetos. É pecado mortal ter consigo uma bíblia protestante. Tudo isso expõe nossa fé a naufragar, não por falta de argumentos católicos, mas pela confusão que as mentiras protestantes podem causar à alma.

pastor pentecostal

*As partes dentro dos asteríscos mostram a ingenuidade do autor, que vivia em um tempo de fé, mas com mais aparências do que solidez propriamente dita. Certamente ele não escreveria tal coisa 30 anos depois. O protestantismo ganha força principalmente quando a religião verdadeira entra em crise, e foi o que sucedeu depois do Concílio Vaticano II.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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6 respostas para Sexta Porta do Inferno

  1. leandro disse:

    Vc deveria ver a declaração do Bispo de Roma, Bento XVI, sobre lutero

  2. Nicélio disse:

    Nunca vi tanta burrice num só indivíduo. Lutero se casou, o que é consentido por Deus, não há nem erro em se casar, ele não cometeu escândalo algum, mas faz vergonha um bocado de caba velho sem vergonha de batina abusando sexualmente de menores de idade. Por favor vá estudar a Bíblia e deixe a idolatria em quanto você tem vida, caso contrário irás para o inferno pois purgatório é conversa de carochinha, kkkkkkkkkk!!!!!!

    • Sr Nicélio, para deixar de ver burrice basta desviar de espelhos ou qualquer material polido… Ou poças de água, isso se resolve seu problema.
      Qualquer analfabeto, por mais ignorante que seja sabe que para ser padre na Igreja Católica, NÃO PODE estar casado ou se casar. Mesmo que Lutero não fosse Lutero, se um homem sabe que não poderá casar depois de ordenado, entra num convento ou seminário, leva anos lá, recebe as ordens e promete a Deus diante dos homens seguir seus votos, e só depois resolve faltar com a palavra dada, isso faz dele não apenas um homem de má fé, falso e mentiroso, mas um homem sem honra. Ninguém é forçado a ser padre, a Igreja não obriga nem pressiona ninguém, vai quem quer, e até antes da Ordenação ele pode voltar atrás.
      Nosso Senhor Jesus Cristo não se casou. Porque você não torce o nariz para Ele? São Paulo dizia que, quem casa sua filha faz bem e quem não a casa faz melhor, porque você não protesta?
      A Igreja não combate o casamento, muito pelo contrário, para nós o casamento é mais do que um casal que se junta, é um SACRAMENTO, tão sagrado que o divórcio é proibido e os filhos são a finalidade principal!
      Lutero não era apenas um homem sem palavra, era um trapaceiro que vomitava blasfêmias e maldições a cada respiro, um homem destemperado e violento, que tinha ódio no coração e um orgulho tão satânico que amaldiçoava a tudo e todos que ousassem não concordar com ele, não só os católicos, mas os judeus, os inimigos políticos, os anabatistas, as mulheres, os universitários, etc etc etc, eis aí o pai do protestantismo!
      Se existem padres pedófilos isso só mostra como o desprezo pelas Leis de Deus e da Igreja é tão grande, que alguns de seus próprios sacerdotes a atraiçoam, servindo ao demônio. A Igreja Católica nunca apoiou nem provocou esses pecados abomináveis, se ela exige o celibato dos padres, como alguém pode culpá-la por um punhado de traidores doentes que juraram diante do altar servir a Deus e agem de forma torpe ocultamente?
      E os bons padres, os que foram corretos por toda a vida? Os homens de Deus, que renunciaram a tudo e viveram felizes em se consumir pelo próximo? E os padres de oração, de caridade viva, os padres que consolam os desesperados, que dão de comer a quem tem fome, que se sacrificam pelos outros? É essa a sua justiça? Condenar todos pelo pecado de alguns? No Brasil existem ladrões. Ok. Então todos os brasileiros são ladrões?
      Se é para julgar, que seja com justiça, meu caro. Lembre-se do que disse Nosso Senhor nos Evangelhos…

  3. Heriton Pantoja disse:

    Você quer ser evangelizado? Ou tirar suas dúvidas? entre nesse site: ( )

    Caro irmão! Eu tb já fui católico roxo! Mas Deus tem seu chamado particular com cada um!

    Alguns fatos a ser ponderado:

    1 – A Inglaterra, durante o período da confissão de Westminster, recebeu um avivamento espiritual tão forte que os Juízes enviavam luvas brancas para outros Juízes, pois não havia casos para julgar, de tanto que o evangelho transformou àquela sociedade;

    2 – Não foram só os Protestantes que se separaram da Igreja de Roma! Mas houve grandes Cismas, como o do Oriente e assim surgiu a Igreja Católica Ortodoxa Grega, sem esquecer da Russa! Essas separações ocorreram desde o início da igreja;

    3 – O Concílio Vaticano II também separou um grupo, que hoje dá show de conhecimento de igreja católica em qualquer um católico praticante.

    4 – O sistema de governo católico é o Episcopal, onde um Bispo é o líder da igreja local, que tem comunhão com o Bispo de Roma, o Papa.

    5 – Muitos bispos que eram católicos se separaram de Roma;

    6 – Você com certeza não gosta dos carismáticos, apesar de eles trazerem um avivamento ao meio católico, apesar de eles reforçarem todos os dógmas e doutrinas católicas;

    7 – Meu querido por que você não envia uma carta à Sé e pede para queimarem os últimos exemplares de livros de magia negra e satanismo poderosos que o Vaticano tem?

    8 – Você sabe que uma boa parte dos Cardeais Católicos são Maçons? Veja o banco do Vaticano!

    9 – Sabia que acontece encontros satânicos em alguns lugares do Vaticano?

    10 – Deus pediu para Israel não praticar os ritos dos povos e por que João Paulo II recebeu o sinal de shiiva em sua fronte, quando visitou a Índia?

    11 – Por que João Paulo II beijou o Alcorão? Um livro que nega a divindade de Jesus e sua morte e ressurreição?

    12 – O que Igreja Santa e Católica fez durante a 1º e 2ª Guerra Mundial?

    Contra fatos não há argumentos!

    Amado irmão! Não carregue bandeira de igreja! Carrega a Bandeira de Jesus! Pois todas as obras humanas serão aniquiladas!

    Há igrejas evangélicas sem carácter, que só pensam em dinheiro? Tem irmão!
    Há igrejas evangélicas que pregam heresias? Tem irmão!

    MAS há um povo, que se chama pelo Nome do Senhor, e o Senhor tem uma promessa (que você não pode negar, pois as Palavras de Deus, Ele é zeloso para cumprir, por amor do sEu Nome), que “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” II Crônica 7.14

    Irmão! Há manifestações de Deus acontecendo! Pessoas tem visões, curas acontecem, vidas são transformadas, e no meio dos muçulmanos Jesus está se revelando e muitas árabes tem se rendido à Jesus!

    Ninguém deve se render à igreja, pois vai se render à homens, MAS SE RENDER À JESUS!

    Eu te desafio irmão! A clamar o nome de Jesus de dizer: SENHOR TE REVELAS A MIM! ASSIM COMO TE REVELASTE À ABRAÃO, ISAC E JACÓ!

    Você pode fazer isto sozinho no seu quarto, sem ninguém lhe ver!

    Duas perguntas amado irmão: VOCÊ TEM CERTEZA DE SUA SALVAÇÃO?

    O QUE VOCÊ VAI DIZER AO SENHOR, QUANDO VOCÊ MORRER, E ESTIVER À PORTA DO CÉU (POR QUE PURGATÓRIO É UMA INVENÇÃO DA IDADE MÉDIA) E ELE LHE DIZER: POR QUE DEVO DEIXAR VOCÊ ENTRAR NO MEU CÉU?

    Responda-me estas duas perguntas amado!

    Eu oro à Jesus que possa rogar por você, como ele rogou por Pedro!

    Graça e Paz!

    • EXTRA ECCLESIAM NULLA SALUS.

      FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO.

      Esta é a minha resposta à sua tentação luciferina.

      Eu não sou católico roxo, nem vermelho, nem verde, nem de cor alguma. Por mercê de Deus, nasci e fui batizado católico, e indigno até mesmo de entrar num de seus sagrados templos. De todas as minhas baixezas, peço ao mesmo Deus que me livre da heresia e do cisma.

      Recomendo que você reveja seu posicionamento, e torne a ponderar os “fatos” que me apresentou.

      1 – A Inglaterra nos tempos de Henrique VIII rompeu com a Igreja por um motivo vergonhoso, visto que seu rei abandonou sua esposa, chamada por todos de “Boa rainha Catarina”, conhecida por seu amor a Deus e seu devotamento aos pobres, para em troca amasiar-se com uma mulher ambiciosa, leviana e protestante, que foi có-responsável pela chacina de milhares e milhares de inocentes, desde frades desarmados, mortos por se recusarem a admitir este adultério público, até milhares de camponeses jogados da noite pro dia nas estradas, pois o rei, para conseguir seu intento comprou a nobreza, oferecendo a esta as propriedades da Igreja. Resultado: foram dissolvidos os mosteiros (cujas terras eram cultivadas por milhares e milhares de camponeses), e uma vez tomadas as terras da Igreja, que cedia aos camponeses o direito de nelas viverem e cultivarem para próprio sustento, em troca apenas de parte da produção, os nobres espoliadores expulsaram-no das terras recém-adquiridas, retirando deles toda a possibilidade de subsistência e dignidade, e jogaram-no nas estradas, na mais negra miséria, o que foi causa de grandes revoltas e derramamento de sangue de tantos e tantos pobres, que foram mortos por serem católicos e por reagirem contra a miséria que seu rei os empurrou. A Inglaterra posteriormente protestantizou sua igreja, mas fez isso não através de homens sinceros, mas principalmente sob o reinado da bastarda Elisabeth, consultora de adivinhos, favorecedora da pirataria e que passou a história como a rainha Virgem, por ter morrido seca e incapaz de gerar um herdeiro, mas não era virgem. Era conhecida por ter tido no mínimo doze amantes, mas era consciente de sua aridez, a ponto de invejar a sua parenta Mary Stuart, rainha dos escoceses, bela, jovem e mãe de um filho legítimo, além de ser herdeira por direito legítimo do trono inglês. Terminou sendo decapitada por ordem de Elisabeth, e pelo visto com todas essas prerrogativas não lhe faltavam motivos. A Inglaterra protestante está manchada de sangue e arbitrariedades. Qual período você se refere? Depois do período dos Tudors, o período seguinte foi o da ditadura puritana de Cromwell, que impôs um calvinismo radical, a ponto de executar seu próprio rei protestante, mas que não compartilhava de sua linha.
      Quanto ao que sobrou dos católicos ingleses, já que incontáveis foram os executados no Tyburn, que padeceram na Torre de Londres ou que foram torturados com todos os recursos possíveis de crueldade, os católicos ingleses foram tão rudemente esmagados, que esconderam-se por séculos em propriedades do campo, rezavam em florestas ou em subterrâneos, e eram acusados e linchados pelos fanáticos protestantes por qualquer suspeita de golpe, ainda que nem sequer estivessem envolvidos. Na Inglaterra, até 1850, um católico não podia sequer estudar numa universidade, fora as inúmeras vexações impostas contra eles.
      Sim, existiu calma e ordem na Inglaterra. Mas não foi obra do Espírito Santo; foi obra do terror e do pecado. A Inglaterra foi libertada da Cristandade por um rei assassino e promíscuo, que se casou seis vezes, contraindo núpcias com esposas ou coabitando com prostitutas, que ele mesmo mandava executar.

      2 – A heresia protestante, que usurpa o titulo de evangélica, é um fenômeno do século XVI, mil e quinhentos anos depois de Cristo, como se e todo esse tempo Jesus tivesse mentido aos Apóstolos a assistência divina até o fim dos tempos.
      Cansados da Lei Divina, usaram o baixo nível e a ignorância do clero e do mal exemplo dos cristãos em geral como pretexto para combater a Igreja. Jamais quiseram reformar coisa alguma, eram rebeldes que desejavam implantar seus pareceres individuais sobre toda a cristandade, e verificando ser impossivel, porque contra eles pesavam os dogmas que sempre foram preservados pela Igreja, fizeram uma revolução e tentaram destruir a Igreja de Deus, para criarem as suas próprias e enganarem os incautos com versões falsificados de cristianismo.
      Lutero tinha uma concepção de igreja. Seus seguidores se uniram em torno dele e dos príncipes alemães que desejavam acabar com a Igreja Católica para roubar as suas terras, e assim foi feita a seita protestante luterana. Calvino levantou-se, contagiado pela doutrina protestante de Sola Scriptura e Sola Fide, e criou seu sistema em Genebra, Zwinglio criou uma terceira versão do “verdadeiro cristianismo” e mais uma seita protestante surgiu. Quando os maus cristãos acataram a mentira luterana de que o fiel basta-se por si mesmo para ir ao encontro de Deus, sem necessidade de nada além de sua própria audácia, surgiram naquele momento tantos “iluminados” que liam a Bíblia (para sua própria perdição), e se achavam no direito de interpretá-la e fundarem suas seitas, que até mesmo o pai do protestantismo se escandalizou (afinal ele pretendia que as pessoas considerarem o cristianismo dele como o verdadeiro, só que o seu falso princípio terminou por traí-lo. Sua interpretação passou a ser apenas uma das milhares de falsas interpretações protestantes).
      Só existe UM Deus, só existe UMA Fé, Cristo fundou sob Simão Barjonas tornado Cefás, Pedra, Pedro, a Sua (não as suas, o Evangelho diz “a minha”) Igreja, e prometeu a ele que as portas do Inferno jamais prevaleceriam. E em seguida deu particularmente a este agora chamado Pedro, autoridade para ligar e desligar. Depois disse a Pedro que “apascentasse suas ovelhas”, e não aos outros apóstolos. Confiou a um homem falho o poder supremo sobre a sua Igreja, para nos ensinar que ao contrário da mentalidade protestante de “chamado particular”, onde cada um tem, no fundo de sua alma soberba, a audácia de se dizer inspirado por Deus e sair abrindo as Sagradas Escrituras para dar pitacos, Deus-Filho deu-nos não só a Hierarquia, mas também o sacerdócio na mão destes mesmos homens, para nos ensinar que, apesar de nossa baixeza, assim como as pessoas que se condenam ao inferno arrastam outras em seu caminho, ora tentando-os a pecar, ora dando mal exemplo, ora levando-as a cometer o mal, assim também Deus quer que os mesmos homens que muitas vezes são pedras de tropeço, paradoxalmente se salvem dependendo uns dos outros, ajudando-se mutuamente.
      Os padres dos Primeiros Séculos sempre veneraram Roma sobretudo pelo sangue de seus mártires, e por estar sobre ela as sepulturas das colunas humanas da Igreja: São Pedro, o chefe visível da Igreja de Cristo, e São Paulo, o apóstolo dos não-circuncidados, dos gentio que não eram filho de Abraão, mas que pelo sangue de Cristo foi reconhecido como filho de Adão. É a Igreja de Roma, igreja preciosa pela morte de seus santos, igreja onde pessoas de todos os sexos e todas as idades morriam diante dos judeus e dos pagãos, para confessar o Santo Nome de Deus e que Jesus Cristo era o Messias. A Igreja fundada por Pedro, chefe dos Apóstolos e depositário da liderança suprema dos cristãos sobre a terra, onde o mesmo governou e foi martirizado, transmitindo aos seus sucessores o carisma dado por Nosso Senhor em pessoa: o de ligar e desligar, apascentar (cuidar, guiar, acalmar) as ovelhas. É de Roma que desde os primeiros séculos a história demonstra que, independente das ferozes perseguições contra os cristãos, as comunidades cristãs de todo o mundo recorriam quando se registravam desvios ou dúvidas. Sempre reservavam a Roma a palavra final para solucionar dúvidas ou disputas entre os cristãos de todo o mundo, e Roma por sua vez sempre esclarecia à cristandade o que sempre foi ensinado desde os apóstolos. Desde os primeiros séculos os cristãos do mundo inteiro, do ocidente ao oriente sempre reconheceram a Igreja presidida por Pedro como a fonte da Autoridade Suprema e a sua primazia entre todos os demais patriarcados e veneráveis centros de difusão cristã.
      Não é exato afirmar que a separação de comunidades cristãs sempre tiveram motivos doutrinais. Naqueles tempos, o isolamento geográfico às vezes deixava grupos cristãos alheios ao restante da cristandade, como a Irlanda e os cristãos maronitas, isolados por séculos dos demais cristãos por viverem em lugares muito inacessíveis, e estarem cercados de muçulmanos que lhes bloqueavam o contato com o mundo. Mas não estavam separados por divergência doutrinária. Quanto aos cismas orientais, estes se deram em cumprimento da Sagrada Escritura, pois esta escrito que chegariam os dias em que os homens se cansariam da Verdade, e dariam atenção às fábulas. Algumas comunidades orientais introduziram novidades na fé, como a do padre heresiarca Ário, que pregava ser Jesus Cristo uma criatura, e não Deus. Outras que Cristo era apenas um Deus, negando a sua humanidade, e outros por questões principalmente políticas e culturais, como os gregos que, diante da queda do poder temporal da cidade de Roma, quiseram usurpar também a autoridade universal dos papas (sucessores de Pedro), colocando-se contra eles e tentando reduzir a autoridade petrina em benefício do patriarca de Constantinopla, apoiados politicamente pelos basileus – imperadores romanos do oriente que praticavam o cesaropapismo, ou seja, acumulavam o poder temporal e usavam do poder espiritual de forma abusiva, assim como os imperadores romanos pagãos, que chegaram ao cúmulo de se proclamarem deuses.
      Os gregos tinham o poder do Imperador Romano do Oriente de seu lado, e tentaram transferir para a “Nova Roma” o poder espiritual, lutando contra os papas da Roma Antiga, e atacando a Tradição, dissimulando ou relativizando a realidade do Primado e da autoridade suprema da Sé Romana em benefício próprio. Assim acabaram separando-se da igreja e formando o cisma grego, arrastando consigo a maioria das igrejas orientais, todas governadas por gregos postos pelo imperador de Constantinopla e subservientes a ele. Mais tarde o Islã derrubaria Constantinopla, e os russos, que tinham forte ligação com os gregos, fizeram uma nova tentativa de usurpação. Disseram que assim como Roma e Constantinopla caíram, Moscou seria a terceira e última Roma, que jamais cairia.
      O que é falso. O poder político de Roma caiu, mas não a Igreja. Em Constantinopla tudo ruiu, o poder político e o religioso, e em Moscou igualmente, quando os comunistas tomaram o poder e decretaram o ateismo oficial.
      Mas em tudo isso está implícito o reconhecimento da autoridade e da primazia da Igreja onde o Apóstolo Pedro presidiu e morreu como a Igreja que é matriarca de todas as igrejas em dignidade e em autoridade. Ou não teria porque essa auto-intitulação de “segunda Roma”, ou “terceira Roma”.
      A Igreja depois destes cismas não se esfacelou. Um ramo que sai da árvore morre, e a árvore permanece. Os cismáticos orientais, em alguns casos podem ser considerados “igrejas” em sentido lato, por conservarem a fé católica sem ensinamentos falsos, conservarem sacramentos válidos (porém ilícitos). Só neste sentido. Porém, estão desgarrados por sua postura cega. Quem rejeita a Pedro, rejeita a quem o enviou, ou seja, rejeita a autoridade dada a Pedro por Cristo, ao desprezar a autoridade legítima de seus sucessores. Além do mais, Cristo prometeu que enviaria o Espírito Santo para esclarecer toda a verdade aos apóstolos, ou seja, a Doutrina Cristã não se resumiu às palavras de Cristo, mas futuramente, a plenitude da verdade cristã seria tornada clara para todos. Por essa razão o passar dos tempos torna mais claros os dogmas da Fé. Coisas que eram admitidas, mas pouco compreendidas em um determinado momento, com a luz do Espírito Santo passam em épocas seguintes a ser melhor formuladas. A Igreja não cria doutrinas, não inventa dogmas, ao contrário: ela conserva o que sempre foi ensinado, e determinados pontos outrora difíceis de ser entendidos, com as luzes do Espírito Santo, posteriormente passam a ser melhor definidos, até que, chegando-se a uma formulação precisa, são solenemente proclamados. As comunidades orientais, ao se voltarem contra a Igreja, perderam de alguma maneira esta cadeia, e terminam engessadas nas verdades que aprenderam até antes da rebelião. O que se segue depois é para eles invisível, pois perdida a luz da Fé, não podem fazer além de repetir o que sempre foi ensinado, mas por outro lado não podem progredir no conhecimento de pontos que naqueles tempos passados lhes eram difíceis, já que saíram do tronco da igreja e por conseguinte, pecam contra a Unidade.
      Eles estão desgarrados, que voltem à Igreja, que voltem à árvore para não apodrecerem como galhos secos.
      Mesmo assim, com o correr dos séculos, várias comunidades orientais refizeram o caminho da unidade, e hoje em dia estão unidas à Sé de Pedro, sem contudo perderem suas identidades.
      Quanto aos protestantes, estão em pior situação. Não conservaram a fé apostólica, nem a maioria dos sacramentos, não podendo sequer ser considerados como igrejas, mas no máximo como comunidades de inspiração cristianizante.

      3 – O Concílio Vaticano II termina por ser mais uma prova da origem divina da Igreja: enquanto a maioria dos grupos que optaram por criar dissidências e seitas fora da Igreja terminaram, de uma maneira ou de outra, a mergulhar numa monotonia e num conformismo espiritual que, longe de alimentar seus fiéis, apenas contribuiu para mais divisões internas (com novos “iluminados” que, descontentes da vida de suas comunidades, criaram novas e novas seitas, sempre autoproclamadas tradutoras do verdadeiro cristianismo), a Igreja Católica por sua vez, em todos esses dois mil anos, nunca pôde em um só dia dizer que não registrou tribulação em algum lugar do mundo. Tribulação sobre tribulação, exatamente como deveria ser. Tribulação dos mártires diante do Império Romano, tribulação com as hordas de bárbaros assassinos, tribulação com as nações cristãs que o Islã se apoderou, tribulação com os hereges que chegaram a ser mais numerosos que a própria Igreja (como no caso do arianismo), ou terem tomado almas de Jesus Cristo para dar ao diabo, como os albigenses que pregavam o suicídio, o aborto e o homossexualismo, tribulação de reis que tentavam dominar ou destruir a Igreja, tribulação de regimes como a revolução francesa que chegou mesmo a aprisionar dois papas, tribulação da parte de cismáticos orientais, como o drama dos católicos poloneses esmagados pelos russos, tribulação da parte dos hereges, como os católicos da Irlanda escravizados pela Inglaterra, tribulação contra o Comunismo que decretou o ateismo, tribulação contra o nazismo, que matou milhares de bispos, sacerdotes, religiosos e pessoas comuns em toda a Polônia, só para citar um exemplo. Tribulação contra os maçons na Espanha e no México, que em plena Roma dos princípios do século XX, organizavam procissões em honra de Satanás.
      E falando em maçonaria…
      Desde o século XIX, descobriu-se na Itália por intermédio de manuscritos, a tática maçônica para destruir a Igreja: já que a perseguição mantinha os católicos ainda mais firmes, então os maçons, afim de destruir a Igreja, optaram por mudarem-na por dentro, através da infiltração. Estava escrito nos planos, e assim fizeram: a estratégia era entrar na Igreja Católica e crescer em quantidade entre os sacerdotes e depois entre os bispos e clérigos de influência, e, pouco a pouco, galgar níveis mais altos, com muita discrição e deixando poucas pistas, sendo ajudados pelos que já entraram, e, com o correr das décadas, inserir costumes e doutrinas por acaso, distraidamente, para não causar reação, e maçonizar a Igreja introduzindo gota a gota, lentamente, suas práticas.
      De tal maneira eles ganharam terreno, que pelas décadas de 30 e 40, que quando foram detectados, já eram tantos (fora os não identificados, o que era ainda pior, pois se tratavam de inimigos invisíveis… Quem poderia sair apontando para cardeais e bispos e dizer quem era ou não maçom?), que diante da proposta de reabrir o primeiro Concílio do Vaticano, o cardeal Billot pediu ao papa Pio XI (falecido em 1939) que abortasse a idéia, porque as informações de infiltração de hereges entre os bispos e cardeais já era tanta, que seria um risco abrir um concílio geral, dando oportunidade destes grupos manipularem a opinião geral e fazerem entrar na Igreja procedimentos contrários ao Espírito de Cristo. E o papa acatou, e não convocou o Concílio, por saber desta realidade.
      E a infiltração, não podendo ser controlada, aumentou. E os falsos católicos conseguiram através de João XXIII e de Paulo VI, fazer do Concílio Vaticano II o seu palco.
      O Concílio Vaticano II foi o paradigma desta invasão: ele não mudou a Igreja do dia para a noite. O trabalho lento da maçonaria e da heresia modernista maçonizou a mente de vastos setores do clero, a tal ponto que hoje em dia nem se faz mais necessária nenhuma infiltração maçônica. Os seus ideais no seio do catolicismo se espalharam com tanta força, que a grande maioria dos católicos se tornou uma espécie de maçonaria sem avental. E com eles, a grande maioria do clero.
      Assim se cumpre mais uma vez o que Nosso Senhor revelou: a paixão da Sua Igreja é inevitável, porque se Cristo passou por Sua Paixão antes da Glória, a Igreja também necessita passar por esta provação antes da vitória final.
      “Se o mundo vos odeia, sabei que ele me odiou antes que a vós” (S. João XV, 18). Para quem vê bilhões de pessoas no mundo declararem-se católicas, a realidade é muito diferente. O que sobrou dos católicos depois desta destruição é um pequeno rebanho. A Igreja existe, não acabou, nem poderá acabar antes do fim dos tempos, pois Cristo assim prometeu, só que, por baixo das aparências de uma enorme instituição, há mais vestígios do que realidade. Se considerarmos que católicos são cristãos que crêem na totalidade da doutrina católica e a praticam, ou ao menos a defendem, o que sobra, então? O pensamento liberal minou a maioria das pessoas, hoje em dia quase todos os que se dizem católicos na verdade escolhem o que querem crer e praticar da fé católica. Se dizem católicos em teoria, mas na prática deixaram de ser, ainda que batam ponto todo domingo nas igrejas, ou mesmo que se tornem padres ou bispos, ou algo maior que isso. Se não crêem em tudo o que a Igreja ensina, são qualquer coisa, menos católicos.
      Neste mundo que prepara a chegada do anticristo, onde o pecado é encorajado em toda a parte e os poucos que se opõem são execrados pela opinião pública, se a Igreja Católica fosse realmente uma falsa religião, porque ela estaria mergulhada em uma crise tão aguda? Não faz sentido.
      As Sagradas Escrituras dizem que antes do Juizo Final, o anticristo surgiria e atrairia muitos para o seu seguimento. Se a Igreja Católica é falsa, ela deveria preparar a vinda do anticristo, e ao contrário de perder fiéis, deveria estar conquistando cada vez mais pessoas para combaterem contra os verdadeiros cristãos.
      Mas vocês mesmos, protestantes, se vangloriam que a fé católica perde seguidores. Que serva do anticristo mais fajuta seria essa, que vem diminuindo a olhos vistos em toda parte?
      E por outro lado, vocês podem dizer que o encolhimento da Igreja trouxe um mundo melhor? As pessoas de agora estão melhores do que no tempo em que a Igreja Católica reinava absoluta e tinha influência em toda parte?
      Claro que não. É evidente que os dias de hoje estão muito piores do que ontem. Nunca se registraram tantos abortos, tantos divórcios, tantos homicídios por motivos banais, tanta promiscuidade, tanto ódio a Jesus Cristo e aos símbolos do cristianismo, tanto desprezo do cristianismo pelos governos.
      Aí aparece o papa e faz uma visita. Atrai milhões. Vocês acham mesmo que são milhões de almas católicas que praticam a fé católica? Claro que não, a grande maioria é católica de nome, foram lá ver um evento, tirar fotos para postar na internet, ver um pop-star, um famoso.
      Se 3 milhões de católicos no Brasil seguissem a doutrina católica, o país seria outro.
      O século XX ergueu uma falsa igreja sobre os escombros da verdadeira Igreja. Mas a Igreja Católica, que não é medida em números, porque trata da salvação das almas, ao invés do censo demográfico do IBGE, essa Igreja não pode acabar, não por mim ou por homem algum, somos traidores e inconstantes, mas porque Cristo prometeu a Pedro que as portas do Inferno não prevaleceriam.
      Veja bem: as portas do inferno se abririam sobre a Igreja de Deus. Mas não prevalecerão, ou seja, não terão o triunfo final.
      Mas o que restou do catolicismo é hoje em dia tão pouco, que se não fosse triste, seria consolador, pois “Nolite timere pusilus grex”, não tema pequenino rebanho, recomendou-nos Nosso Senhor.

      O Concílio Vaticano II não apenas separou um grupo. Ele foi o coroamento da maior crise jamais registrada na história da Igreja, porque introduziu nas mentes das pessoas o vírus do liberalismo, que faz com que os católicos coloquem Deus em segundo lugar. A maior tribulação de todos os tempos contra a Igreja não foi a crise protestante, nem contra nenhum inimigo externo. Estamos hoje vivendo a maior tribulação da história da Igreja. Para a maioria dos batizados é uma crise de paradigmas. Existencial. Uma crise de quem perdeu o rumo, que não sabe quem é, nem para onde vai, e porque está aqui. É uma crise interna que foi produzida pela maçonaria, que aproveitou-se da tibieza dos cristãos, que dormiram ao invés de vigiar, e introduziram na cidadela da Igreja um autêntico cavalo de Tróia, que ao invés de fazer guerra externa contra a Igreja, destroem suas defesas por dentro.
      E qual religião no mundo pode, em tom sincero dizer que é alvo de tantos ataques ao mesmo tempo? Além dos piores inimigos que temos, que são os internos que ergueram a falsa igreja, e os externos? Se aposentaram? Temos a mídia, os protestantes, os espíritas, os pagãos, os cismáticos, os judeus, os muçulmanos, os ateus, gayzistas, comunistas, abortistas, feministas,liberais, etc, etc, etc, etc…
      Multidão.
      Nenhuma religião jamais terá um décimo sequer de tantos inimigos prontos a destruí-la. Nem mesmo as que se dizem cristãs, nem mesmo as que dizem “Senhor, Senhor”, porque uma vez que saíram da religião verdadeira, passaram a se condenar por si mesmas, se tornaram “cartas fora do baralho”. O Diabo não precisa atormentá-las, porque já fazem o seu jogo. Vejam como vocês podem crescer à vontade pelo país, sem nenhum obstáculo. Qualquer garagem pode virar uma pseudo-igreja, que vai encher sem dificuldade, não pagará impostos e trará rendimentos… Caminho fácil… Se fossem verdadeiros, não seriam deixados em paz pelo mundo. Não seria tão suave assim…

      4 – O governo da Igreja por seus membros é nada mais nada menos do que a mesma hierarquia presente desde que Nosso Senhor Jesus Cristo caminhava sobre a Terra. A hierarquia já era visível desde o Sermão da Montanha, onde o Evangelho disse que Jesus Cristo subiu para pregar, e logo abaixo dele estavam os apóstolos, e mais abaixo, os tantos e tantos discípulos que formavam o povo que ali estava. Como uma pirâmide. Cristo em Primeiro e no topo, seus doze Apóstolos que receberam dEle o poder e a autoridade de governar, logo abaixo, e na base os discípulos homens e mulheres, que são o povo.
      O próprio novo testamento já trata da hierarquia da Igreja, enumerando antes de tudo os bispos, sucessores dos Apóstolos, os Presbíteros, instituídos pelos Apóstolos para o serviço do povo, e os Diáconos, instituídos para o auxílio dos Presbíteros. E Pedro foi o bispo entre os bispos que Cristo chamou à parte e o fez “A Pedra que edificará a minhA Igreja”.

      5 – Muitos bispos que eram Católicos se separaram de Roma… E deixaram de ser católicos, ou Roma deixou a confusão e voltou à normalidade. Os bispos são pessoas de carne e osso, e tal como eu ou você, jamais foram abandonados por Deus, que dá graças suficientes para que todos se salvem. Porém, se alguns bispos se cansaram da Sã Doutrina e fundaram seitas, separando-se da Igreja, zombaram da Graça Divina e se condenaram por suas próprias obras. Santo Atanásio dizia que o inferno estava pavimentado de crânios de bispos. Quanto ao papa, apesar de ser o bispo dos bispos, ele também é um homem de carne e osso e também comete erros. Não é um semi-deus.
      Cristo prometeu assistir a Sua Igreja. O papa, assim como cada um de nós, recebe de Deus graças suficientes para se salvar, e no caso específico, o mesmo recebe graças pra governar a Igreja e apascentar as ovelhas, confirmando as verdades de fé sempre ensinadas ou definindo verdades mal-compreendidas. Deus não força a ninguém, nem mesmo força o papa a agir contra sua própria vontade, ainda que isso signifique nem sempre conduzir adequadamente a Igreja. Nos tempos de Santo Atanásio – assim como nos nossos – o papa da época, por sua culpa, prejudicava a Igreja, e o santo, diante disso, resistiu em face do papa, mas de forma justa, assim como um bom filho resiste a uma ordem pecaminosa de seu pai, mas nem por isso ergue a mão contra ele, como um malfeitor. Depois que as coisas voltaram aos seus lugares, anos depois, com a morte deste mal papa, um outro foi eleito, e restabeleceu a ordem e a justiça, reconhecendo a bravura de Atanásio e condenando o antigo papa por prejudicar a Igreja. E que há de novo nisso? Por acaso São Paulo não se opôs ao primeiro papa, São Pedro, nas questões judaicas? Ele não se rebelou nem fundou uma facção, mas naquele momento demonstrou que, apesar de estar diante do chefe dos apóstolos, deveria obedecer antes a Deus do que aos homens, MAS DE MANEIRA A NÃO ARRUINAR A UNIDADE. E assim o papa São Pedro, dócil ao Espírito Santo, reconheceu seu equívoco e tudo se ajeitou. Aliás, o fato de Nosso Senhor ter colocado o apóstolo São Pedro acima dos outros em autoridade e liderança jamais significou tirar do mesmo sua liberdade de escolher entre o bem e o mal. O seu cargo de chefe dos apóstolos o impediu de negar o Mestre por três vezes? NÃO. Mas demonstra como a Sabedoria de Deus quis que os homens se salvassem ajudando-se mutuamente, e ensina também que apesar da Graça Divina às vezes permitir elevar os homens a altos postos, nem por isso os homens perdem sua liberdade, ainda que abusem dela pecando contra o mesmo Deus que tanto fez/faz por eles…

      6- Eu nada tenho contra os carismáticos, tenho contra o carismatismo que é doutrina protestante insuflada na Igreja pelos mesmos infiltrados que há mais de 100 anos vêm envenenando os católicos por dentro. O que odeio é exatamente o que há de protestante no carismatismo: a ESSÊNCIA. Como católicos, não negamos os carismas nem os milagres de Deus. Só que os dons de Deus não são para shows de mágica. Em toda história católica, desde o Pentecostes até o correr dos séculos, todas as vezes que milagres como o falar em línguas, a cura, ressurreição de mortos e outros fenômenos aconteceram, os maiores frutos jamais foram estes prodígios em si, mas o que se operou na vida das multidões que estiveram presentes. O Amor de Deus é tão fecundo, que os verdadeiros milagres diante desses eventos eram os frutos operados: as pessoas que, diante da evidência do desejo de Deus em delas se aproximar, amoleceram seus corações para a graça, passaram naquele momento a entregar-se de boa vontade a Deus, e a renunciar ao pecado, por amor ao mesmo Deus.
      Os ambientes carismáticos e protestantes não produzem isso. Estes fenômenos caem no vazio, porque o espírito é outro, é de exibicionismo, é de vanglória por se sentir agraciado por manipular fenômenos, ou seja, pelos maus frutos se vê que, longe das pessoas que a isso assistem sairem determinadas como os três mil cristãos batizados depois que o Espírito Santo desceu sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, não se converte ninguém. Há muito barulho, muito contorcionismo, muita confusão, gente desmaiando, euforia, gritaria, mas depois cada um volta para suas casas, viver suas vidinhas medíocres… Se tantos ambientes pentecostais ou que se dizem católicos carismáticos diariamente registram tantos batismos “no espírito”, onde estão estes FRUTOS na sociedade?
      Receio que o espírito que os move e os faz estribuchar no chão é outro espírito, e de divino não tem nada…
      Um cristão pensa como um cristão, se veste como um cristão, fala como um cristão, vive como um cristão. Nestes ambientes se vê um liberalismo enorme, aderem facilmente aos valores e às modas do mundo. Mundanizam tudo, mundanizam a fé, usam o Santo Nome do Senhor para justificar a tudo, fazem raves cristãs, cristotecas, trios cristãos, rap cristão, forró cristão… Como li um comentário uma certa vez, daqui a pouco farão bordeis cristãos.

      7 – Se no Vaticano existem clérigos, sem importar o prestígio e a alta posição ocupam, que porventura dissimulem ser homens de Deus e secretamente praticam a abominação, antes de tudo, recorde que no Antigo Testamento, a visão do profeta Ezequiel revelou como no seio da religião judaica – na época a única e verdadeira religião instituída por Deus – os altos sacerdotes do templo de Jerusalém foram vistos – praticando idolatria a DENTRO DO PRÓPRIO TEMPLO, secretamente. Ao passo que, para o povo, se comportavam como levitas piedosos, tementes a Deus, mas em segredo não apenas praticavam a idolatria, como faziam a imundície dentro do Templo de Salomão, reservado ao Deus Verdadeiro. Renegaram a Deus em segredo, e em público fingiam-se adoradores dEle.
      Como castigo, Deus permitiu o Cativeiro da Babilônia.
      Mas isso de maneira nenhuma invalidou a religião judaica naquele momento. A religião judaica foi superada com a vinda do Messias, e não por causa da traição de seus líderes humanos.
      Meu caro, se você realmente crê que se pratica satanismo no Vaticano, você há de convir que se isso realmente ocorre é SECRETO. Ninguém mostra isso em público. E se você crê realmente que em um ambiente que se diz cristão os seus mais altos sacerdotes em segredo idolatram a Satanás, pode preparar a sua conversão: porque se uma instituição sobrevive a uma sabotagem deste quilate, é prova de que não são os homens, mas Deus quem a sustenta.
      Satanás não precisa ser idolatrado. Ele se contenta em tirar os homens de Deus através do pecado.
      Se a religião católica fosse falsa, o demônio a deixaria em paz, bem conceituada aos olhos dos homens, sedutora em atrair muitos adeptos.
      Mas se há homens empenhados em praticar satanismo em seu seio, é porque sabem que ela é verdadeira, e por isso a sabotam, exatamente para atingir a Deus.
      E não digo com isso que você deve se tornar católico para ir se misturar a essa gente. Ou você julga que eles são a Igreja?
      ***
      Cristo prometeu aos seus seguidores neste mundo algumas coisas que ninguém hoje em dia se dispõe.
      Ele prometeu que faria o filho ficar contra o pai, prometeu que os seus seriam perseguidos, odiados, desprezados.
      Prometeu nesta vida apenas tribulações, cansaços, incompreensões, traições. Cristo veio como homem, praticou a castidade e em tudo foi igual aos outros homens, exceto no pecado. De nós só recebeu acusações, calúnias, desprezos, ódio, indiferença, pancadas, flagelos, uma esponja de vinagre para beber e uma lança que lhe perfurou o lado.
      Mesmo os seus apóstolos e discípulos nem sempre foram impecáveis. Se os líderes católicos fossem unanimemente santos, eu teria mais dúvidas de que a Igreja é verdadeira do que o contrário. Existem sempre muito menos homens santos do que homens ruins, porque sempre foi assim, porque Deus não impõe o Amor, Ele dá a Graça, mas cabe o homem acolhe-la ou desperdiçá-la. E a porta da salvação é estreita, e poucos a trilham.

      8 – Você diz que só alguns cardeais são maçons? Quem dera fossem apenas alguns deles… Não digo que todos são. Mas estranho seria se todos fossem fiéis. Se entre os doze apóstolos que conviviam do lado de Nosso Senhor, que ouviam a sua voz, comiam e bebiam com ele, houve quem o atraiçoasse, se Judas olhou nos olhos de Nosso Senhor e teve a coragem de traí-lo, você acha realmente impensável que cardeais não façam o mesmo, ainda pior agora, que não vêem a Deus face a face, como os Apostólos viram?

      10 e 11 – João Paulo II fez essa e muitas outras coisas piores, não precisa apontar eu mesmo poderia enumerar vários de seus escândalos públicos, pois o que não me faltam são fotografias deste que segundo parece será CANONIZADO, declarado santo… Bem, um dia o DONO da Igreja voltará, e teremos a prestação de contas, para que esta bagunça seja esclarecida.
      João Paulo II era papa, sucessor do Apóstolo Pedro. Mas eu respondo sua pergunta com outro questionamento: porque Pedro que conhecia e andava com Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus eterno encarnado no tempo e feito Homem, porque Pedro teve a coragem de dizer acerca de Jesus Cristo “Não o conheço”?
      Você percebe a gravidade? Olhar para Deus frente a frente, e renegá-Lo na primeira esquina? Pedro não ouviu falar em Deus, ele VIU DEUS ao ver Jesus, porque Cristo É DEUS. E ele disse três vezes, TRÊS VEZES “não o conheço! Não tenho parte com este homem!”. Porque ele fez isso?
      Porque ele é da mesma matéria que eu e você. Porque ele é humano e fraco. Porque pagou o Amor de Deus com covardia.
      Deixe-me contar algo: o ecumenismo de João Paulo II quase me tirou da Igreja, porque eu era adolescente e ignorante. Li e vi a foto do Encontro de Assis numa publicação das testemunhas de Jeová, com João Paulo II misturado no mesmo nivel que as falsas religiões, como se Cristo fosse um produto de pratileira de supermercado, do lado de Buda, Brama, etc. E o escândalo de ver o representante da fé verdadeira misturado com as falsas religiões por pouco me levou a um caminho de perdição. Poderia estar agora desviando inúmeras almas por aí com as heresias das testemunhas, que por exemplo negam a divindade de Cristo, a Santíssima Trindade, o Inferno, fora suas adulterações e desfalques do texto bíblico, etc etc. Mas hoje percebo que Deus permite que nós católicos nos enforquemos com nossas próprias cordas, porque se fôssemos mais fiéis entenderíamos as tribulações como um sinal de predileção divina, e não como uma razão para nos afastarmos de Sua Igreja. VOU ME ESCANDALIZAR COM JOÃO PAULO II PARA QUE? Se já tenho espelho em casa, é motivo suficiente para viver com a cara “no chão”.

      12 – O que a Igreja fez nas duas guerras? Antes de tudo, saiba que o único papa incontestavelmente santo em todo o século XX foi São Pio X, morto em 1914, meses antes de dos acontecimentos que deflagraram a guerra. Este papa, ao ser visitado pelo embaixador brasileiro que dele veio para despedir-se e entregar suas credenciais, antes de voltar para o Brasil, disse ao mesmo que era “bem aventurado porque estando no Brasil, não presenciaria a grande ruina com que a guerra castigaria a Europa”. E ele previu isso num momento em que não haviam sequer motivos para se iniciar a guerra…
      Seu sucessor Bento XV manteve a Igreja neutra, sem tomar partido de qualquer dos dois lados do conflito, até o fim da guerra em 1918. Mas o que você acha que a Igreja lucrou com estes conflitos? A morte de milhões de católicos de ambos os lados? a destruição de cidades inteiras, o que também destruiu mosteiros, igrejas, hospitais católicos, colégios?
      E a segunda guerra? O que trouxe de benéfico para a Igreja? Destruição? Escombros? A União Soviética atéia e comunista, que no pós-guerra transformou todo o leste europeu em uma cortina de ferro de países socialistas e anticristãos? E antes? Você tem noção do que os nazistas fizeram contra os católicos da Polônia? Quantos bispos, padres, freiras, fiéis foram mortos? Quantas igrejas foram profanadas, transformadas em estábulos, em oficinas e coisas do tipo?
      Quando Hitler invadiu a Holanda, os protestantes holandeses que eram hostis ao regime, ao ver o país dominado correram do confronto, enquanto só os bispos católicos mantiveram-se contra os nazistas de forma pública.
      Muitos bispos católicos apoiaram Hitler, é verdade.
      Assim como é verdade que outros, como o arcebispo católico Clemens von Galen, moravam dentro da Alemanha de Hitler e eram abertamente opositores de seu regime assassino e pagão, não se calando contra os crimes nazistas e protestando alto e publicamente, tendo a vida muitas vezes ameaçada.
      Censura-se o papa Pio XII por ter sido omisso ou conivente com o nazismo.
      Mas porque ninguém fala que, quando o cardeal de Viena, simpático aos nazistas, cumprimentou-os dizendo “Heil Hitler” publicamente, e por isso foi chamado ao Vaticano e obrigado a voltar a Viena, assinando um documento renegando seu apoio, condenando o nazismo, e por causa disso sendo tão odiado pelos nazistas, que depois teve sua residência assaltada pelos nazistas que tentaram agarra-lo por sua “traição”?
      O que Pio XII poderia fazer contra nações governadas por psicopatas armados? O Vaticano fica no centro de Roma, capital da Itália, governada pelo aliado de Hitler, Mussolini. O que restava ao papa fazer? Quantos exércitos e quanta munição tem o papa? O que faria? chamaria Hitler para a briga? E quando a mídia se queixa que o Vaticano fez pouco pelos judeus (aliás, o que tem o Vaticano a ver com os judeus? Engraçado como para essas horas a malícia farisaica sabe lembrar da Igreja Católica… Porque ninguém cobra “serviço” dos luteranos, dos batistas, dos presbiterianos, dos anglicanos, dos cismáticos orientais? Talvez porque no fundo o mundo saiba que a única Igreja Verdadeira é a católica, e as demais são apenas versões falsificadas, que só servem para competir).
      Pois Pio XII, tão maltratado pela mídia mundana, não poderia fazer além do que as circunstâncias lhe permitiam. De que valeria provocar a ira de Hitler, cujas tropas já ocupavam Roma, e desfilavam diante da fronteira com o Vaticano o dia inteiro? Ele só pôde fazer o trabalho do bom samaritano. Pio XII foi responsável direto pela salvação de milhares de judeus, especialmente os de Roma, porque o papa deu ordem aos mosteiros e a todas as casas católicas que escondessem o máximo de judeus possíveis. E muitos se esconderam dentro do Vaticano, e não foram aprisionados por ser justamente o Vaticano uma nação soberana. Muitos se esconderam também em Castel Gandolfo. E houveram casos de conversão, como a famosa conversão do rabino de Roma, Israel Zolli, devido muito por causa do testemunho dos católicos e do papa Pio XII em proteger estes homens e mulheres que se negavam a aceitar o Messias Jesus Cristo. Procure saber sobre o grão-rabino Israel Zolli, convertido ao catolicismo e que depois até as seitas protestantes tentaram seduzir, por causa de sua fama de excelente conhecedor do antigo testamento, fora as humilhações e perseguições que sofreu da parte dos judeus, que tentaram suborná-lo a apostatar até mesmo em troca de dinheiro.

      Sim. Contra fatos não há argumentos.
      Obra humana é – ao contrário da ordem de Jesus Cristo de que todos sejam um – por causa de escândalo farisaico, afastar-se da Igreja.
      Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a MinhA IgrejA, e as portas do Inferno jamais prevalecerão. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus, o que atares no céu será atado à Terra, o que desatares no Céu será desatado na Terra.
      Só existe um Deus, uma fé, um batismo. Deus disse que edificaria a Sua (única) Igreja. O resto, são o que você mesmo disse: obras humanas que serão aniquiladas.
      Não estou condenando ninguém ao inferno, mas reitero que os sistemas religiosos, inclusive os que se dizem cristãos, exceto a Igreja Católica (que não é essa religião liberal que se passa por católica) são todos falsos, e não podem agradar a Deus. Quanto à intenção das pessoas, não pretendo nem desejo sondar os corações. Deus conhece os seus.
      Se tenho certeza de minha salvação?
      Sou católico.
      Ao contrário das muitas heresias protestantes, como a dos calvinistas que defendem a predestinação, ou Lutero que dizia que a fé passa por cima do pecado, e que não importa que se peque, desde que se confie fortemente em Deus, a salvação se dá, ainda que sem remissão dos pecados. não, não tenho certeza. Nem posso
      Não é doutrina católica ter CERTEZA da salvação.
      Veja o que diz a Sagrada Escritura:
      “O homem não sabe se é digno de amor, se de ódio” (Ecletes, IX, 1).
      A certeza que tenho é a de que É PECADO MORTAL julgar-se salvo. É presunção, e é tese herética condenada pelo concílio de Trento.
      Ao contrário: a respeito disso a Sagrada Escritura traz luz à questão: “Eu lhes tornarei segundo as suas obras e segundo os feitos de suas mãos” (Jer. XXV, 14).
      Como católicos, esperamos nos salvar através da Fé e das obras, mas a salvação em si é uma prerrogativa divina, Deus nos salva segundo a Sua Misericórdia. Ter certeza da salvação é pecado contra o Espírito Santo. Se eu agora digo que minha salvação é certa, então consequentemente não importa o que vier a fazer depois, estou salvo, posso pecar, posso deixar Deus de lado. Não, sei que mereço o inferno por meus pecados, mas espero em DEUS a graça de me emendar e que Sua misericórdia me livre de perecer eternamente, não por meus méritos, mas por sua benevolência.
      E o Purgatório só pode ser chamado de invenção medieval por quem não tem a luz sobrenatural da Fé, e que julga que os homens que morrem pecadores e vão todos ao inferno, ou morrem tão extremamente puros, que vão direto ao céu. Diante de Deus ninguém se aproxima impuro ou imperfeito. É lógico que se pode admitir que há pessoas que morrem imperfeitas demais para estar diante de Deus, e justas demais para merecerem o inferno. A bíblia não usa a palavra Purgatório, então vocês simplesmente descartam essa realidade. Pois em toda a Bíblia você não encontrará a ordem “para o ser humano se salvar, deverá ler a Bíblia”, e no entanto vocês a lêem. Não está em parte alguma da Bíblia a passagem que diz “A Bíblia Verdadeira possui os livros Gênesis, êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio…” e no entanto vocês admitem a maioria dos livros que compõem a Bíblia. Isso porque, embora não queiram admitir, a Bíblia toda é verdadeira, mas nem tudo o que NÃO ESTÁ na Bíblia é simplesmente FALSO.
      Paro por aqui.

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