Restrição Mental

A restrição mental consiste em um ato do entendimento que dá às palavras um sentido distinto do óbvio e natural.

Para que a restrição mental seja lícita é necessário:

1º Que não seja puramente mental, mas que o sentido das palavras possa deduzir-se das circunstâncias adjuntas.

2º Que a pessoa que pergunta não tenha direito a que se lhe diga a verdade com toda clareza.

3º Que resultem inconvenientes em dizer a verdade.

Nalgum caso muito grave seria até lícito jurar com esta restrição mental.

Fazer a restrição mental nas condições indicadas não é mentir, senão ocultar a verdade.

A caridade, a prudência e o dever inerente ao ofício exigem muitas vezes que se oculte a verdade. Ex.: Ao que pede dinheiro emprestado, pode-se-lhe responder: Não tenho; pensando: Não tenho para emprestar. A quem pergunta por um assunto que nada lhe importa e o dizê-lo resultaria algum inconveniente, pode-se responder: Não sei cousa alguma; pensando: Nada sei, para dizê-lo a ti.

Hipocrisia é aparentar virtude ou piedade com o fim de enganar.

Quem promete a outrem alguma cousa deve fazer todo o possível para cumprir a promessa. Quem faltou contra o oitavo mandamento deve, quanto possível, reparar os danso causados.

Quem caluniou deve retratar-se. Quem sem necessidade, manifestou as faltas do próximo, deve desculpá-lo, quanto puder, e recomendar suas boas qualidades.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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