Detração ou murmuração

Detração ou murmuração é dizer, sem justo motivo, as faltas ocultas do próximo ausente. Para conhecer a gravidade do pecado de murmuração deve-se atender mais ao maior ou menor dano que se pode causar ao próximo do que à falta de que se murmura. A malícia da murmuração está em fazer perder a boa fama ao que tinha direito a ela.

As causas lícitas, que nos permitem dizer as faltas secretas do próximo, ainda quando este perca a boa reputação, são:

1º Notável utilidade própria, para pedir conselho, favor ou obter consolo.

2º Utilidade do mesmo delinquente, para sua instrução e correção.

3º Utilidade pública, para evitar os males que poderiam sobrevir à sociedade.

4º Utilidade notável dos particulares, para livrá-los de certos perigos e inconvenientes.

É conveniente conhecer os trapaceiros, os ladrões, os caloteiros, e em geral, todos aqueles indivíduos, cujo trato pode oferecer perigos morais ou materiais.

Não é murmurar o inteirar-se, com prudência, da conduta de uma pessoa ou família, antes de admití-la em íntima amizade, ou dar-lhe entrada em nossa casa.

Também não é murmurar, fazendo apreciações de uma falta que é pública ou quase pública, especialmente quando foi publicada nos jornais ou já recebeu a sentença do juiz.

Não se pode revelar aquilo que em outro tempo foi público, mas que presentemente não o é; porque já foi obliterado pelo tempo; especialmente se a pessoa aludida já se emendou.

Não se pode descobrir as faltas ocultas dos que já faleceram.

Quem induz à murmuração peca contra a caridade.

Não se peca, quando se gosta, não da detração em si, senão de ouvir uma cousa nova ou curiosa.

O superior peca contra a caridade, se, supondo, não impede a murmuração.

Quem não é superior e pode facilmente impedir a murmuração, peca levemente se não o faz.

É excusado de pecado, aquele que não a impede pelo temor de que a correção seja improfícua.

Calúnia é atribuir, a uma pessoa, defeito que não tem, ou pecado que não fez.

Nunca é lícito caluniar.

Contumélia é uma injusta violação da honra do próximo em público e na sua presença, quer por palavras, quer por ações.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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