Necessidade extrema e justa compensação

Excusam do pecado de furto a necessidade extrema ou quase extrema e a justa compensação.

Necessidade extrema ou quase extrema é quando há algum perigo próximo e certo de vida ou de outro mal muito grave.

Neste caso, se não há outro meio para remediar a necessidade, pode-se tirar o alheio mas só o que é estritamente necessário para livrar-se do perigo.

Para a justa compensação é necessário que a dívida seja certa, que não se tire quantia maior do que o devido, e que não se tenha outro meio para cobrar sem grave inconveniente. Para evitar o perigo de errar é conveniente aconselhar-se com o confessor, antes de usar da justa compensação. Nos dois casos citados, não se tira o alheio, senão o próprio; pois, em caso de extrema necessidade todas as cousas são comuns; e no de justa compensação, um toma o que é seu.

Não se considera furto comer umas frutas em pomar alheio, contanto que não se levem. Também não se considera furto, ir apanhar lenha no mato alheio, contanto que não se destruam as árvores.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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