QUINTO MANDAMENTO

 

Caim matou Abel: o assassinato original

O quinto mandamento é: não matar.

Proíbe fazer mal a si mesmo ou a outrem com ações, palavras ou desejos.

Por conseguinte, proíbe o homicídio, o suicídio, as brigas, o duelo, os ferimentos, os espancamentos, as injúrias, as imprecações e o escândalo.

O quinto mandamento não só proíbe matar, mas tudo o que conduz a este crime, como as disputas violentas ou altercações, as palavras injuriosas, a ira, o ódio, a vingança e a inveja.

Não é tão fácil praticar, como se deve, este mandamento.

O ser humano é capaz de cometer as maiores atrocidades para ter uma vida confortável e sem obrigações

Só Deus é o Senhor da nossa saúde e vida, como também das do próximo; por conseguinte, só Ele pode dispor delas livremente.

Homicídio é matar a outrem.

Nunca é lícito tirar voluntária e injustamente a vida a outrem.

O Aborto procurado propositadamente é sempre gravíssimo pecado (1).

Não há palavras que possam expressar a maldade dos que desprezam voluntariamente o próprio filho, monstruosidade que nem mesmo os animais são capazes de cometer

É lícito matar:

1º Em caso de legítima defesa, não havendo outro meio.

2º Quando se combate em guerra justa.

3º A um criminoso por ordem da autoridade pública.

Somente a autoridade pública (nunca a particular) pode castigar a um criminoso com a morte.

Suicídio é dar-se voluntariamente a morte a si mesmo.

Nunca e por nenhum motivo é lícito tirar-se diretamente a vida.

O suicida é um covarde desertor, que foge da batalha da vida; não tem força para vencer as contrariedades.

O suicídio é um crime horrendo. Só a loucura ou a irreligião podem induzir a cometê-lo. O suicida, para livrar-se das penas temporais, cai nas eternas do inferno. É pior uma hora de inferno do que muitos anos de cruéis sofrimentos neste mundo.

Na Divina Comédia, Dante retratou os suicidas como condenados que se transformavam em árvores. Gravura de Gustave Doré (século XIX)

O bom cristão para remediar suas penas, recorre, não ao suicídio, mas sim à oração fervorosa, pedindo a Deus que o livre delas, ou que lhe dê forças para sofrer com paciência. Aquele que sofre e morre resignado como Deus quer, é o soldado valente que morre no campo da luta; sua alma será coroada com os lauréis da glória celeste.

É lícito, e até ato de heroísmo, expor-se à morte por uma causa justa; como, assistir aos empestados, ceder a outrem o salva-vidas em caso de naufrágio, etc.

Há obrigação de se empregar os meios ordinários para conservar a saúde.

Pecam os que se expõem a perder a saúde ou a vida, sem causa justa; os que levados da gula entregam-se com excesso à comida e bebida, etc.

CONTINUA…

(1)Hoje em dia, quem pratica o aborto por livre e espontânea vontade é excomungado, e a excomunhão é estendida para todos os que contribuiram voluntariamente para provocar o crime, e também estende-se a todos os que, sabendo, silenciaram, sem mover um dedo para demover o pecado.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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4 respostas para QUINTO MANDAMENTO

  1. Rafael disse:

    Que post excelente. E ainda tem gente que se diz cristão e que mesmo assim apóia o aborto ou quer dialogar com pessoas favoráveis ao crime.

    Parabéns pelo blog.

  2. Esses que assim dizem entendem a Igreja como uma instituição que deve servir ao homem, e não o contrário.

    Ninguém faz um favor à Igreja quando observa os mandamentos de Deus. Ao contrário, Deus é que nos fez um favor, abrindo-nos a possibilidade de nos salvar. E para isso Nosso Senhor disse aos líderes de sua futura Igreja: “Quem vos ouve a mim ouve, e quem vos despreza, despreza aquele que me enviou”

    • Mauro disse:

      Apenas uma pequena observação quanto a interpretação : Jesus declarou aos apóstolos: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza, e quem me despreza, despreza aquele que me enviou” (Lc 10,16). não se pode afirmar ” que jesus falava aos líderes de sua futura igreja”… posto que ele não se referia a uma igreja no sentido de religião A ou B e sim para aqueles que não se fechavam naquele sistema de coisas anterior. Em um solene momento, o Senhor Jesus Cristo anunciou e declarou a edificação e a posição da Igreja que acabara de estabelecer. Igreja vem do vocábulo grego ekklêsia, e significa: “chamados para fora”, dando o Senhor a entender o grupo de homens e mulheres chamados por ele para fora do sistema corrupto, pervertido e injusto do mundo. veja: “Indo Jesus para as bandas de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista outros: Elias; e outros: Jeremias, ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus: o que ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos céus.” Mateus 16:13-19. Ademais, Naquele momento o Senhor Jesus Cristo revelava, pela primeira vez em toda a história, um mistério oculto por muitos séculos. Os judeus que conheciam bem o formato do corpo de servos de Deus, que se encontravam debaixo da Antiga Aliança feita com os israelitas, a descendência de Jacó segundo a carne, estavam agora diante da apresentação do novo corpo dos servos de Deus, reunidos debaixo do senhorio e da guarda de Cristo. Corpo este que inclui não somente os judeus, mas igualmente os não judeus provenientes de todas as nações.
      Em sua declaração o Senhor Jesus Cristo se utilizou de uma bela combinação e uso das palavras. Ele disse: “Tu és Pedro” (do original grego, petros, que significa pedra), “e sobre esta pedra” (do grego, petra, que significa uma grande rocha) “edificarei a minha igreja”.
      A referência é inequívoca em relação ao fato do Senhor Jesus estar afirmando que realizava uma obra de construção de um corpo de servos sustentados e firmados sobre ele próprio. Como qualquer casa para ser firme precisa estar fundada sobre terreno forte e resistente, todas as pedras (petros) do templo de Deus, a igreja, necessitam de estar sobre a grande e forte rocha (petra) que é Cristo. Assim, o Senhor, naquele momento declarou que sobre Ele, por Ele sustentados e estruturados, sua igreja era edificada. Logo a Pedro foi declarado e revelado que ele fazia parte do templo de Deus, o corpo de Cristo, assim como uma pedra faz parte da construção e formação de uma casa, fundamentado sobre a grande rocha e o grande fundamento e sustentáculo da igreja, ele, o Senhor Jesus.
      Em seguida, disse a Pedro (petros): “dar-te-ei as chaves do reino dos céus” significando a autoridade dada ao cristão pelo Dono da casa e pelo edificador de sua própria casa, a igreja. É fundamental que se entenda que o Senhor estava revelando a seus discípulos naquele momento o mistério divino da obra que empreendia, isto é, a construção de um templo, não feito por mãos humanas, a igreja, formada por homens e mulheres, criados pela mão de Deus, para a Sua habitação pelo Espírito Santo.

      Ainda, se me permitir falar de história, podemos inferir a mesma idéia tendo por base que uma igreja surgiu com o criador “teorico” chamado Yeshwa, um futuro líder de uma casa judaica separada das casas de Reboão e Jeroboão que ocasionou o segundo racha do judaísmo. A nova igreja que surgiu desse racha foi a católica, onde Pedro, um dos apóstolos, foi eleito como o primeiro papa. Cristo nasceu por volta de 4a.C., e a Igreja surgiu em meados de 28d.C..
      Durante a decadência do Império Romano e no Apogeu dos Impérios Germânicos alguns imperadores se converteram, se uniram a Igreja e até oficializaram o catolicismo enquanto religião do império. Teodósio(filho de Constantino), imperador romano em 391d.C. o fez através do Edito de Tessalônica, que interditava os cultos pagãos e oficializava o cristianismo como religião.

      Em 1054, conflitos à respeito da natureza divina ou humana de Jesus e do culto às imagens geraram um racha no catolicismo, onde a Igreja Católica Apostólica Romana se separou da Igreja Ortodoxa Grega(criada pelos Bizantinos).

      As normas e doutrinas muito provavelmente foram instituidas durante a baixa idade média, sob os pensamentos da escolástica e da patrística, correntes filosóficas católicas que a pedido do papa procuravam justificar os dogmas da igreja. Os principais representantes foram Tomás de Aquino e Agostinho.

      Eventualmente alguns conflitos ocorreram, como o Concílio de Trento, que alterou alguns pontos da religião para que esta pudesse competir com as igrejas protestantes que surgiam na europa trazendo propostas mais “simples” de serem seguidas. Houve também novas reuniões, e a última foi o Concílio do Vaticano II em 1962, que tinha a intenção de trazer a Igreja para mais perto dos fiéis através de reformas nas normas e na doutrina.

      Na paz de cristo.

  3. Mauro, não entendi o que este tópico tem a ver com sua postagem.

    Quanto à constituição hierárquica da Igreja, a recusa em enxergá-la só pode ser atribuida por ignorância, por falta de entendimento sobre a naturalidade da hierarquia para reger as coisas ordenadamente, ou por má fé.

    Tanto na ordem natural como na ordem sobrenatural, Deus fez tudo com grande sabedoria, e a sua criação é hierárquica, indo dos seres mais simples, materiais e inanimados, até seres mais complexos, e finalmente, puramente espirituais, como os anjos.

    Deus tudo fez com desigualdade, porque a beleza da Criação é dentre outras coisas a harmônia formada entre o que é desigual. Um arco-iris só tem beleza porque reflete cores diferentes. É da desigualdade que vem o equilíbrio, a harmonia, a beleza e a complexidade, que no fundo remontam a Deus, pois sendo Ele o autor de todas as coisas, enxergando a perfeição formada pelo conjunto das imperfeições nos seres, remete-se diretamente ao Autor de toda a Criação.

    Deus ama suas criaturas, mas ama-as com amores diferentes e especiais. E não é verdade quando dizem que Deus não têm preferências. Ele prefere e escolhe. O que não significa que os que recebem menos tenham motivo para reclamar insuficiência de amor da parte de Deus.

    Deus ama os homens e quer a salvação de todos, embora muitos homens não desejem ser salvos.
    Mas amar e desejar a salvação de todos não contradiz o fato de que, mesmo amando a todos, Deus escolheu, separou um povo EM PARTICULAR. E dentre todos, escolheu os hebreus.
    “Bem – aventurado é o meu povo de Egito, e o Assírio é obra de minhas mãos; porém a minha herança é Israel”. (Isaias XIX, 25) Deus ama todos os povos infinitamente, mas sua preferência é por Israel. Por essa razão, S. Paulo ensina que Deus dará “tribulação e angústia para a alma de todo o homem que faz o mal, do judeu primeiramente, e depois ao grego”. (Romanos II, 9-10)

    E dentre as 12 tribos ele PREFERIU a tribo de Judá. E nem por isso os demais foram desvalorizados.
    Quanto à tribo de Judá, prometeu Deus que dela nasceria a Messias: “Judá, teus irmãos te louvarão ( … ) os filhos de teu pai se prostrarão diante de ti ( … ) O cetro não será tirado de Judá” (Gen. XLIX, 8-12).

    Na tribo de Judá havia muitas famílias mas Deus não as tratou igualmente, pois preferiu entre todas a família de Davi.

    Amores diferentes, finalidades diferentes.

    Nosso Senhor veio ao mundo para salvar o que estava perdido. Veio como homem, porque não havia melhor maneira de redimir os pecados dos homens, senão – sendo Deus – fazendo-se TAMBÉM homem, e vivendo como homem, tudo fazendo, exceto no pecado.
    E o Sacrifício de Nosso Senhor seria suficiente para a salvação de todos os que desejassem ser salvos. Mas foi da vontade de Deus que os homens, que jamais se danam sozinhos, através da Sua Igreja, jamais se salvem sozinhos.
    O inferno e o Céu são ambientes solidários. Ninguém chega lá sem arrastar outrem consigo. Ou aceita as graças que Deus dá e se salva, edificando os vivos e os colocando no caminho da salvação, ou rejeita as graças de Deus e se perde por própria culpa, tentando os de sua proximidade a também cometer pecado e se danarem igualmente.

    Para quem é filho da revolução, estas verdades, que sempre foram cridas pelo comum dos cristãos até o século XVI, talvez pareçam absurdas por serem óbvias demais.

    A Igualdade protestante, que conduziu à igualdade liberal da revolução francesa, e por sua vez levou à sua consequência soviética, tem por tradição um verdadeiro horror a toda forma de desigualdade, então julga que da parte de Deus qualquer sinal de distinção, de preferência ou de desigualdade entre os homens seria uma injustiça, O QUE NÃO É VERDADE.

    Foi o ódio protestante à Hierarquia da Igreja, quando Lutero pregou que bastava só a Escritura e só a fé que inauguraram a destruição da cristandade, e nos legaram este mundo claramente satânico de nossos dias.
    Por ter ensinado a mentira de que só as Escrituras bastam para que cada homem se salve egoisticamente, por ter em virtude do livre exame um contato direto com o Espírito Santo, que hoje temos a consequência lógica deste desvario. Sim. 30 mil seitas dizem que a leitura das Escrituras basta para que o Espírito Santo ilumine a alma do crente, e a Revelação de Deus agora é refém de 30 mil doutrinas de 30 mil soberbos que se julgam iluminados e detentores do verdadeiro cristianismo.

    Deus criou tudo com hierarquia.
    Principalmente, Deus criou os homens totalmente diferentes uns dos outros.
    E toda forma de governo só pode ser considerada natural se refletir desigualdade. Pois Deus criou tudo com desigualdades. Criou montanhas altas, mas também criou abismos profundos.
    E assim como Deus é monarca, permite que os homens se dividam entre governantes e governados.
    A hierarquia em si é um bem. Se ela é distorcida, corrompida ou destruida pelos homens, isso se dá por culpa dos mesmos homens. O erro protestante foi o de não separar a Hierarquia da Igreja dos homens corruptos que porventura estivessem lá, e o resultado está aí: um contra-testemunho para os que não creem em Cristo.

    Vejamos a profundidade da fé cristã exposta desde o episódio do nascimento de Cristo: Cristo ao nascer fez chamar ao presépio os pastores judeus e os reis “magos”, pagãos.
    Isso demonstra que Nosso Senhor veio para salvar os pequenos e os grandes, os poderosos e os fracos, os governantes e os súditos, e que estes, estando juntos diante Dele, deveriam coexistir pacificamente na sociedade, cada um nas suas atribuições.

    Entretanto, Cristo não tratou igualmente os reis e os pastores. Aos pastores chamou antes e por meio de um anjo. Aos reis, chamou posteriormente e por meio de uma estrela.

    Cristo não fez isso por ódio à riqueza ou ao poder constituido (visto que reis governam homens inferiores). Ele fez isso porque os pastores eram judeus, e portanto tinham a verdadeira fé. Por isso a eles enviou um sinal sobrenatural (o anjo). Aos reis que eram pagãos, ele tratou diferente, atraindo-os com um sinal material (a estrela).

    Jesus Cristo foi chamado Nazareno, no entanto não escolheu Nazaré, mas Belém para vir ao mundo. Só que a cidade que Ele mais favoreceu foi Cafarnaum, pois foi onde realizou mais milagres. Entretanto, seu primeiro milagre diante dos homens se deu em Caná. Mas a cidade onde Ele quis escolher sua Paixão foi Jerusalém, e a cidade onde ele deixou o seu poder foi… ROMA.
    Sim, porque sua divagação a respeito do “tu és Pedro” é uma afirmação moderna, totalmente estranha ao que sempre foi ensinado desde o início do cristianismo.

    Pois é. Seis cidades. Seis amores diversos. Seis atenções diferenciadas. Cristo ama a todos, mas amar e escolher não se contradizem.

    Quando perambulava pelos caminhos da Judéia, Samária e Galiléia Ele ensinava mais aos discípulos que ao povo. Mas ensinava também mais aos Apóstolos do que aos discípulos. E sempre tratou a todos de maneira diferenciada.

    Veja bem o que Cristo disse aos seus discípulos, em relação ao resto do povo: “A vós é concedido conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhe é concedido”. (Mt. XIII, 11).

    Aos apóstolos, Ele ensinava mais do que aos discípulos. Aos próprios apóstolos. Ele não tratava igualmente, pois se transfigurou apenas diante de três privilegiados (Mt. XVII). O primeiro que quis chamar a si foi André (Jo. I, 40). Mas primeiro na autoridade foi Pedro (Mt. XVI, 17-19). Porém o Apóstolo mais amado foi João, porque era virgem. Ele confiou a sua bolsa a Judas e não a outro. O único apóstolo que Cristo elogiou foi Natanael (Bartolomeu) dizendo dele “Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (Jo. XX). Mas o apóstolo por antonomásia não é nenhum dos doze. É Paulo, que foi o décimo terceiro.

    E cada Apóstolo Cristo amou de forma suficiente e particular.

    Mas é sobre Pedro que desejo chamar a atenção:

    Peço licença para interromper aqui, e continuar o raciocínio numa postagem especialmente feita para falar sobre o Primado de Pedro.

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