Consequência do pecado venial

Devemos evitar também os pecados veniais, porque:

1º O pecado venial é uma ofensa que se faz a Deus. 

2º Priva-no de muitas graças que o Senhor nos concederia.

3º Todo pecado venial atrai os castigos de Deus nesta e na outra vida.

4º Pouco a pouco conduz ao pecado mortal.

ATUALIZAÇÃO – 29/12/2010

(do livro Luz do Céu: Curso de Religião para o Ginásio. 1º tomo: o Credo. Edição: Livraria da Doutrina Cristã, Edições Salesianas, 1958)

Pecado Venial

De quantos modos se pode pecar

Quando pensamos no pecado, imaginamos por certo uma coisa mal feita, mas visível. Por exemplo, falando de homicídio, pensamos logo que o pecado de homicídio existe quando há alguém estendido por terra com um punhal cravado no coração ou quando alguém caiu sob as balas de um revólver. Entretanto existem, vários modos de cometer um pecado.

Num recente filme de gangsters, Nick, o chefe da quadrilha planejou roubar uma quantidade de jóias. Quer que o plano dê certo e porisso o estuda cuidadosamente: troca idéias com os amigos e finalmente assalta e rouba e depois… não restitui!

Neste exemplo estão todos os modos com os quais se pode cometer um pecado.

O bandido pensou no golpe com intenção de sair-se bem: pecado de desejo.

Conversou com os cúmplices a respeito do plano: pecado de palavras.

Deu o golpe: pecado de obras.

Não restituiu: Pecado de omissão, isto é, deixou de cumprir um dever.

Devemos porém refletir um pouco sobre os pensamentos e as omissões.

Nem tudo o que passa pela mente, embora coisa má, é pecado. Pois muitos pensamentos aparecem sem querermos e quase sem percebermos. Tornam-se pecado quando percebemos esses pensamentos e não obstante nos demoramos neles voluntariamente. Aos pecados de pensamento acrescentam-se os pecados de desejo que se cometem somente com o desejo de fazer uma ação má. Assim por exemplo, quem desejasse bater num companheiro com o qual está zangado já é culpado diante de Deus, mesmo se na prática não o consegue fazer.

Já vimos que as omissões são os pecados de quem deixa de fazer uma coisa obrigatória (tarefa, orações, Missa do Domingo…) Esses pecados são muito numerosos e no entanto sentimos menos remorso por causa deles! Por que motivo? Eles são pecados tanto como os outros!

São estas as maneiras de pecar: por pensamento, palavras, obras (atos) e omissão.

Mas os pecados atuais são todos graves na mesma maneira ou há mais graves ou menos graves?

Sim: há pecados mortais e pecados veniais.

 Uma desobediência à lei de Deus em coisa leve é pecado venial. Mesmo uma desobediência em coisa grave pode ser somente pecado venial, no caso de faltar plena advertência e consentimento. Isto por exemplo se verifica quando alguém muito zangado perde o controle e deixa escapar uma imprecação gravemente injuriosa contra algum santo.

Dada a violência da ira, falta-lhe toda a advertência ao que está dizendo: o seu pecado é venial.

Venial quer dizer perdoável, porque, em latim, vênia significa perdão. O pecado que não é grave, não tira a Graça; por isso é que é possível alcançar o perdão de um pecado venial mesmo sem a confissão sacramental. Basta o sincero arrependimento, que será muito mais eficaz se unido a alguma obra boa. Este é o motivo que fez com que se chamasse venial.

É prejudicial?

Uma febrezinha provocada pela gripe certamente não nos torna mais fortes. Uma pedrinha no sapato não facilita o caminhar. Um espinho ña mão não é de muita vantagem quando jogamos basquete ou pingue-pongue!…

Febrezinha, pedrinha, espinho podem-se comparar com o pecado venial, e será fácil perceber que ele é verdadeiramente nocivo à alma.

O primeiro dano está em enfraquecer ou esfriar a alma no amor de Deus.

Quem quer bem de fato a uma pessoa faz tudo para evitar até os menores desgostos. Entretanto quantas vezes nos falta esta delicadeza para com Deus.

Um outro dano do pecado venial está no preparar a alma para o pecado mortal. O demônio bem sabe que se tentar de repente alguém a cometer um pecado grave, a consciência delicada se revolta. Por isso começa primeiramente com arrastar a culpas leves; depois, pouco a pouco ser-lhe-á mais fácil alcançar seu pérfido intento: a queda no pecado grave. Lembre-se bem: é esta a finalidade do demônio e esta a sua tática.

Nossa palavra de ordem deve ser: resistir sem ceder um palmo!

O terceiro dano é o castigo.

Quem ofende uma pessoa, mesmo levemente, é de certo modo corrigido com uma punição, que é dada para reparar a injustiça cometida. Dá-se o mesmo com quem ofende a Deus: merece penas que se devem expiar nesta terra com penitência voluntária ou então no Purgatório com um castigo muito mais grave.

A gota

Um senhor um tanto esquisito colocou a prêmio uma grande quantia de dinheiro para ser entregue a quem aguentasse no dorso da mão imóvel o gotejar de um vaso de água até que este se esvaziasse completamente. Coisa fácil!… dirá você.

Tanto assim que apareceu logo um candidato à prova. A gota devia cair de um metro de altura. A primeira caiu sobre a mão firme; o mesmo aconteceu com a segunda e com outras mais…

Era questão de paciência.

Décima gota. O ponto atingido começa a sentir um não sei quê; posteriormente o “não sei quê” transforma-se em comichão; depois a comichão transforma-se em dor e a dor em convulsão. Entretanto haviam caído apenas cinquenta gotas, e a quantidade de água no vaso parecia idêntica à de antes. Resistir é impossível: aquela gota ameaça furar a mão, o homem cede e se dá por vencido.

Esse exemplo é transparente!

O pecado venial será uma gota. Mas esta gota persistente vai desfibrando a alma que, enfraquecida, cede finalmente e cai no pecado mortal.

Este lento gotejar de pecados veniais será fatal para as nossas almas!

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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