(TÓPICO-BÔNUS) Infiéis e Judeus – Hereges – Excomungados

(Baseado no livro LUZ DO CÉU – Curso de Religião para o Ginásio. 1º tomo: o Credo. Livraria da Doutrina Cristã, edições salesianas, 1953).

 

Judeus: grão-rabino sefardita e grão-rabino asquenazita

Os condenados não pertencem à Igreja; por isso não participam de nenhum bem que na Igreja existe ou se realiza. Morreram obstinados no pecado e em estado de revolta contra Deus, por isso foram condenados para sempre ao inferno, onde não há nenhum bem.

Seu destino é irreparável, ao contrário do que acontece com todos os demais.

OS QUE JAZEM NO ERRO.

Queremos falar aqui dos que não receberam, com o Batismo, a luz da verdadeira fé: infiéis e judeus.

Os infiéis não crêem no Salvador prometido, isto é, no Messias ou Cristo: por isso não recebem o batismo que Ele instituiu.

Há infiéis que crêem num só Deus (monoteistas), outros crêem em vários deuses (politeistas).

1. Acreditam em um só Deus os Judeus e os Maometanos.

a) Os judeus professam a lei de Moisés e adoram o verdadeiro Deus, mas não crêem que Jesus é o Messias, o Salvador prometido pelos Profetas.

rabinos judeus

b) Os Maometanos, sequazes de Maomé, acreditam em um só Deus, Alá, e nos seus Profetas. Para eles Jesus Cristo é um grande profeta; mas o maior é Maomé. Maomé difundiu sua religião com a força das armas.

Assassinos islâmicos, que pregam a submissão do mundo ao falso deus Alá

2. Acreditam em vários deuses os pagãos. Entre eles destacam-se os idólatras, que adoram as criaturas como se fossem Deus (por exemplo: os Budistas, os Confuncionistas, os Fetichistas).

Mulher dedicando oferenda ao ídolo Shiva.

CRISTÃOS SEPARADOS

Os hereges são batizados, mas se obstinam em não acreditar em alguma verdade revelada por Deus e ensinada pela Igreja. Eles não aceitam toda a verdadeira fé.

Para ser herege não basta errar, mas requer-se a obstinação no erro. Quem, uma vez conhecido o erro, não se obstina mas corrige as próprias idéias, não é herege.

Os apóstatas são batizados ou mesmo católicos, que com um ato externo e público renegam a fé católica. São traidores da verdadeira Igreja em que nasceram.

Os cismáticos são batizados que, mesmo não negando nenhuma verdade de fé, recusam obstinadamente sujeitar-se aos legítimos Pastores da Igreja, especialmente ao Sumo Pontífice.

CRISTÃOS EXCLUÍDOS

Os Excomungados, isto é, expulsos da comunhão dos Santos, são batizados que faziam parte da verdadeira Igreja, mas foram excluídos por culpas gravíssimas.

A excomunhão é o remédio extremo para punir os que não querendo corrigir-se, podem com o seu proceder arruinar a fé dos outros.

HÁ SALVAÇÃO PARA ESSES?

Quem quer encontrar o guia seguro e os meios de salvação deve entrar na Igreja de Jesus Cristo. Ela é uma arca semelhante àquela em que se abrigou Noé com sua família.

Quer dizer que estar fora da Igreja é um perigo gravíssimo: quer dizer arriscar-se a perder a única coisa verdadeiramente necessária, isto é: a salvação da alma. Todavia a misericórdia de Deus é grande, e nos permite supor que nem todos os que estão fora da Igreja se condenem.

Quem está fora da Igreja por própria culpa e morre sem verdadeira e sincera dor certamente não se salva. É o caso de quem conhece que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Jesus, e não obstante não quer entrar nela; é o caso também de quem descuida de instruir-se na verdadeira Fé.

Quem ao invés está fora da Igreja sem própria culpa e vive bem, isto é, ama e serve a Deus do melhor modo que sabe, pode salvar-se. É o caso de quem nasceu de pais não católicos e não conhece que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Jesus. Correspondendo, porém, ao auxílio que Deus não deixa faltar nunca a ninguém, ele pode chegar ao verdadeiro amor de Deus que o une a Ele e o impele a aceitar tudo o que Deus quer.

Uma pessoa que tenha tais sentimentos, se conhecesse a Igreja fundada por Deus a aceitaria sem mais. Por isso é que apesar de externamente estar separado dela, todavia espiritualmente está unido a ela. Embora não pertença ao corpo da Igreja, pertence ao seu coração, à alma da Igreja, porque de certo modo ama-a mesmo sem a conhecer.

Por bondade de Deus essa pessoa se pode salvar.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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7 respostas para (TÓPICO-BÔNUS) Infiéis e Judeus – Hereges – Excomungados

  1. Adriano L Feitosa disse:

    ola!
    gostari de fazer um pergunta onde esta escrito que logo aps o dia de pentecoste a irmã
    Maria foi levada para os céus

    • Em lugar algum.

      Não está escrito porque a Santíssima Virgem não foi levada para os céus depois do dia de Pentecostes.
      Cuidado, caríssimo. Se o senhor ouviu de alguém essa afirmação, certamente a pessoa desconhece o que afirma a Religião Católica a respeito.
      Maria foi a mais perfeita criatura criada por Deus, e foi conveniente que as coisas se dessem de tal maneira, pois desde a eternidade ela havia sido entre todas escolhida para ser a Mãe de DEUS.
      Ela não “criou” Deus. Deus não passou a existir por causa de Maria. Mas se Jesus Cristo é 100% homem e ao mesmo tempo é 100% Deus, então Maria é mãe de Jesus inteiro, HOMEM e DEUS.
      É como nós.
      Você não é 50% filho de sua mãe e 50% filho de seu pai. Você é 100% filho de sua mãe, e 100% filho de seu pai.
      Maria também tinha escolhas, como qualquer ser humano, porque Maria é apenas humana, assim como eu e você. E sendo humana, poderia optar igualmente pela virtude e pelo pecado.
      Deus, porém, conhece o presente, passado e futuro, e viu que, dentre todas as mulheres, ESTA seria a melhor.
      Jesus Cristo, sendo DEUS feito Homem, deveria, depois de encarnado, ser em tudo igual a nós, exceto no pecado.
      Só que o pecado de Adão, o primeiro homem, transmitiu à sua descendência as misérias do pecado, os seus efeitos… A concupiscência, a tendência do homem de decair, etc.
      O pecado original é como HIV. A mãe pode contrair pecando… Mas se engravida, o filho que é um inocente, no entanto herda o HIV da mãe, ou seja, a consequência do seu desregramento.
      A mãe de Deus poderia ser uma mulher virtuosa, porém decadente? Cristo DEUS nasceria de uma mulher com pecado original? Deus com pecado original? Absurdo…
      Em previsão de Nosso Senhor Jesus Cristo, era conveniente que Maria fosse preservada do pecado original. Por isso se diz que, com exceção de Jesus e Maria, todos “pecaram”.
      Por isso se diz que Maria é Imaculada.
      Ora, foi por meio de uma mulher (Eva) que o pecado chegou à humanidade. Deus quis que por meio de uma mulher (Maria) viesse a Salvação.
      Só Deus é PERFEITO. Mas dentro da capacidade humana de perfeição (com p minúsculo), convêm que a mãe de Jesus HOMEM E DEUS seja perfeita dentro da capacidade em que um ser humano pode ser.
      As maiores grandezas que uma mulher pode ter são a VIRGINDADE e a MATERNIDADE.
      Nenhuma mulher pode ser verdadeira virgem e verdadeira mãe.
      Deus determinou que Maria unisse as maiores grandezas que uma mulher pôde ter. A Virgindade e a Maternidade ao mesmo tempo.
      O deitar com a esposa em legítimo casamento é coisa boa. Mas a Virgindade é dom MAIOR.
      A mulher que concebe filhos obedece a Deus, quando o mesmo disse aos nossos primeiros pais “crescei e povoai a terra”.
      Mas que prodígio incrivel uma mulher, formosa por sua Virgindade, toda pura… E ao mesmo tempo fértil em suas entranhas?
      O Evangelho mostra claramente o que a Virgem abençoada disse, inspirada pelo Espírito Santo: “Todas as gerações me chamarão Bem-Aventurada”.
      TODAS.
      Maria é como a mais bela obra de arte que existiu desde a eternidade. Quem admira essa obra-prima glorifica ao ARTISTA que a criou. Qual artista não desejaria que aplaudissem sua criação? Qual artista se ofenderia por gostarem de seu trabalho? Como é possível se dizer verdadeiro adorador de Deus, sem honrar a Santíssima Virgem, que é a criatura mais agradável aos olhos de Deus, a ponto de ser escolhida para ser o caminho escolhido para que a Salvação (Jesus) vir ao mundo?
      Por causa do pecado vieram as imperfeições, veio a concupiscência, as doenças, as desordens, a MORTE, a corrpução da carne.
      Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, fez-se cordeiro entre os lobos, porque este seria o melhor caminho para reconciliar os homens com Deus. Se houvesse melhor caminho do que o da CRUZ, certamente Deus não deixaria seu Filho Unigênito beber de semelhante cálice.
      Mas depois da morte, Jesus Cristo, homem em tudo, exceto no pecado, não conheceu a corrupção da matéria. Ele como Deus, ressuscitou por própria virtude. Ele como Deus subiu aos céus por Seu próprio poder.
      Se sua mãe Maria foi preservada do pecado, convinha que também ela passasse pela morte, mas não experimentasse a corrupção da carne.
      Maria ressuscitou.
      E Maria foi levada de corpo e alma para o céu.
      Porém, chamamos o dia em que Nosso Senhor subiu aos céus de ASCENSÃO, porque isso significa que ele foi por Seu próprio Poder, visto ser Deus.
      Chamamos o dia em que A Virgem Abençoada subiu aos céus de ASSUNÇÃO, porque isso só se deu por um ato de Amor, Justiça, Misericórdia e Poder de Deus. Ela não subiu por Si mesma, visto ser apenas um ser humano.
      Não está na Bíblia. E é conveniente que não estivesse. Se esses eventos maravilhosos fossem narrados no início do cristianismo, muitos pagãos provavelmente a tomariam por uma deusa, e isso seria um absurdo.
      Por isso todo o Novo Testamento a deixa humilde, escondida. Antes de saber das maravilhas que Deus operou em sua criatura, o Evangelho deveria ser transmitido para que os cristãos estivessem preparados para aprender estas novas verdades.
      E a própria Bíblia alerta que em primeiro lugar, tudo o que está escrito nela é verdadeiro. Mas, em segundo lugar, existem outras verdades que não contradizem a Bíblia, só que não foram escritas nela.
      Leia S. João XIV, 15-17 e 26
      Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: – O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. – Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito.”
      Compreende? Jesus prometeu que enviaria o Espírito Santo para fazê-los se lembrar do que eles já haviam aprendido, e também ensinar TODAS as coisas, ou seja, o que os cristãos ainda NÃO TINHAM PREPARO para aprender naquele momento.

      Olhe outro exemplo: o que está no final de S. João, XX, 30 e 31:
      “Jesus fez, diante dos seus discípulos, muitos outros sinais ainda, QUE NÃO SE ACHAM ESCRITOS ESTE LIVRO. Estes, porém, foram escritos para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais a vida em seu nome”.
      Entendeu? Tudo o que Jesus Cristo fez foi de MÁXIMA IMPORTÂNCIA, porque ele é Deus, e não faz coisas supérfluas… Mas está aí na Bíblia que nem toda as coisas de Deus foram escritas…
      Então? Essas coisas são ruins ou falsas, só porque NÃO ESTÃO na Bíblia? De maneira nenhuma…
      Por isso, caro Adriano, convido-o a considerar tudo o que eu disse com um espírito muito sincero, e com muita cautela, pois nessas coisas de Deus, uma palavra injusta pode nos custar A VIDA ETERNA, e Jesus Cristo já nos disse que nem todo o que diz Senhor, Senhor entrará no reino dos Céus.
      Tudo o que lhe escrevi aqui foi de cabeça. Se o senhor decidir procurar por si mesmo o que diz a Santa Igreja sobre Maria (ao invés de ouvir pessoas que PENSAM conhecer tudo de catolicismo, mas só tem preconceitos), com certeza encontrará respostas mais sólidas do que a minha.
      Esperando tê-lo ajudado, me despeço
      In Mariae,
      Bruno Luís santana

  2. Adriano L Feitosa disse:

    e outra pergunta por que a igraja Romana cahama de batismo aquele rito de jogar agua na cabeça da criança e a palavra batismo mesmo significa imerçao, e tambem se batisão criança que ainda não tem neum noçao do que esta ocorrendo, e na Escrituras esta relatado, que Qeum não cre e vor batizado esta nao ser salvo
    ???

    • Prezado Adriano, responderei brevemente suas perguntas, mas digo que na própria internet há hoje em dia muito material de primeira, que poderá esclarecê-lo sobre todos estes pontos e muitos outros que os protestantes, do alto de suas ignorâncias e/ou más vontades não se cansam de repetir, para se convencerem de que fazem bem em renegar a Igreja de Cristo e permanecerem amotinados em suas sinagogas de perdição.
      Para perder as almas, os protestantes acusam a Igreja Católica de ter se afastado do Evangelho e se contaminado com o paganismo, tornando-se então uma religião traidora e impura. Tal coisa não é verdade. Antes de tudo porque se o paganismo (as deformações intelectuais, os costumes anti-cristãos, a idolatria, etc etc) é uma forma que Satanás usou largamente para escravizar os homens, por outro lado, nem todas as coisas que os pagãos inventaram são necessariamente más.
      A Igreja Católica, que cresceu em sociedades pagãs, desde cedo soube separar deles o joio e o trigo. O que poderia ser aproveitado SEM TRAIR A FÉ CRISTÃ, e o que deveria ser substituído ou destruído.
      São Justino, cristão do século II – martirizado por confessar a Jesus Cristo diante dos romanos – até o dia de sua morte (163 d.C) inaugurou o costume de aproveitar o que havia de verdadeiro na filosofia (dos pagãos), trazendo um grande benefício para a Igreja, ao provar diante dos homens que o cristianismo não era uma religião ilógica, mas que na religião cristã, a fé incluía a razão.
      Já no século III, Clemente de Atenas foi um exemplo deste pensamento. Ele disse, acerca da filosofia, que nasceu no meio dos pagãos: “O que eu chamo de filosofia não é o estoicismo, nem o platonismo, nem o epicurismo, nem o aristotelismo, mas o conjunto do que essas escolas têm dito de acertado no ensino da justiça e da verdade”.
      O que quero dizer, caro Adriano, é que a Igreja não se paganizou, mas soube desde cedo perceber o que havia de verdadeiro e bom entre os pagãos, e o que havia de falso, de superticioso ou de anti-cristão. Desta forma não caiu no extremo de um fanatismo cego e sem razão, e nem no extremo de perder sua essência contaminando-se com a imundicie dos pagãos.
      Todas as suas maiores dúvidas poderão ser saneadas com os links que enviarei abaixo. Se o senhor realmente busca a verdade com sinceridade, terá grande proveito.
      Sobre as imagens, ídolos, adoração e veneração
      http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20040826111704&lang=bra
      Sobre a Virgem Maria, Mãe de Deus
      http://www.montfort.org.br/?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20040827093000

  3. Adriano L Feitosa disse:

    pq a igreja romana adota tantso costumes pagãos, como utilisar iamgen de esculturas em seu cultos, usar sibulos pagãos , como a mitra, ter uma adoração a vario ” santos”, que tambem eram homens dedicando honras e eles como eles fosem divinades,
    pro que os mandamentos da igreja Romana soa diferente dos que estão na Biblia
    por que ?

  4. Só para dar algumas respostas concisas, além dos links que enviei acima:

    – No Antigo Testamento, as crianças judias, ou seja, as crianças da linhagem de Israel eram circuncidadas; ora, de acordo com São Paulo (Colossenses II), o BATISMO veio para substituir o ritual da CIRCUNCISÃO. Ora, as crianças eram circuncidadas. Pois que agora sejam batizadas.
    Ninguém perguntava às crianças judias “aceitai ser judeus e se submeterem à circuncisão”. As crianças eram circuncidadas, e DEPOIS eram educadas como judias. E isso nunca foi desagradável a Deus.
    O mesmo se dá no Novo Testamento: nada impede que uma criança nascida entre cristãos seja batizada, pois o que se segue é a sua educação cristã, à medida que a mesma cresce.

    Nosso Senhor havia dito: (S.Mateus XIX:14)

    “Deixai os meninos, e não queirais impedí-los de vir a mim, porque destes tais é o reino dos céus”.

    E finalmente, nas epístolas que relatavam os primeiros anos da Igreja, há vários relatos de pessoas que eram batizadas “com toda sua família”.
    TODA a família. Será que nas várias famílias não haviam crianças, só adultos e velhos? Porque não está dito “há alguns de sua família”, mas “toda a sua família” (Atos XVI:14); (Atos XVI:33); (I Coríntios I:16).

  5. Adaptarei a resposta sobre as imagens, baseado numa carta feita por Orlando Fedeli, da Associação Cultural Montfort:

    Se no primeiro mandamento da lei de Deus foi proibido fazer imagens, por que a Igreja Católica permite fazê-las?

    O primeiro mandamento da Lei dada por Deus a Moisés, no Sinai, diz: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que há em cima no céu, e do que há em baixo na terra, nem do que nas águas debaixo da terra. Não adorarás tais coisas, nem lhes prestarás culto.” (Ex. XX, 3-5 e Deut. V, 8).
    No Deuteronômio Deus repete essa proibição, dizendo: “Não farás para ti, nem levantarás nenhuma estátua, coisas que o Senhor, teu Deus, aborrece.” (Deut. XVI, 21).
    Baseados nesses textos da Bíblia, os protestantes de todos os naipes – repetindo a heresia dos iconoclastas – acusam a Igreja Católica de não acatar a ordem de Deus, pois permite que se façam esculturas e imagens de Cristo e dos santos, para serem veneradas.
    Esse raciocínio dos hereges peca, porque isola esse texto de outros. Se houvesse apenas essas frase na Escritura a respeito de imagens, eles teriam razão. Acontece que o mesmo Deus que deu essa lei em outras passagens disse o contrário, pelo menos aparentemente.
    Assim, vejamos.
    No mesmo Exodo, quando Deus – cujo primeiro mandamento proibira fazer esculturas do que há no céu – mandou fazer a Arca da Aliança para que nela se guardassem as tábuas da Lei, Deus diz:
    “Farás também dois querubins de ouro batido, nas duas extremidades do oráculo. Um querubim esteja dum lado, o outro do outro. Cubram ambos os lados do propiciatório, estendendo as asas e cobrindo o oráculo, e estejam olhando um para o outro com os rostos voltados para o ropiciatório, com o qual deve ser coberta a arca, na qual porás o testemunho, que Eu te hei de dar. De lá te darei as minhas ordens, em cima do propiciatório e do meio dos querubins, que estarão sobre a arca do testemunho, e te direi todas as coisas que por meio de ti intimarei aos filhos de Israel” (Ex. XXV, 17-22). Esse texto será repetido em Ex XXXVII, 7.
    Se Deus proibira fazer “figura alguma do que há em cima do céu”, como é que depois manda fazer as figuras de dois querubins, determinando colocá-los exatamente sobre a arca em que se guardaria a Lei que proibia fazer estátuas?
    Aparentemente é uma contradição, e em Deus não pode haver cotradição. Logo, deve haver uma explicação para fazer estátuas.
    Qual?
    Há ainda várias outras passagens em que Deus ordenou que se fizessem esculturas. Eis algumas:
    No Livro dos Números, quando os judeus se rebelavam contra Deus porque os tirara do Egito, Deus os puniu, castigando-os com serpentes. E o povo rogou a Moisés que intercedesse a Deus por ele, dizendo: “Roga [a Deus] que afaste de nós as serpentes. E Moisés orou a Deus pelo povo, e o Senhor disse a ele: ” Faze uma serpente de bronze, e põe-na por sinal; aquele que, sendo ferido, olhar para ela, viverá. Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e pô-la por sinal; e os feridos que olhavam para ela, saravam.” (Num. XXI, 7-9).
    De novo: se Deus proibiu fazer figuras e esculturas do que havia sobre a terra, como então ordena que Moisés faça uma serpente de bronze? E, mais, quem olhasse para a serpente era curado, ocasionando aos judeus mais rústicos a idéia – que poderia ser uma tentação — de considerar que na serpente de bronze havia algo de espiritual ou divino capaz de curar.
    Poderia haver contradição em Deus? Claro que não. Então deve haver alguma explicação para isso: Deus proibe fazer imagens e Deus manda fazer imagens. Uma delas, uma imagem de serpente que curava sendo olhada.
    Repare ainda — de passagem — que na Bíblia se admitem intercessores humanos diante de Deus, ao contrário do que erradamente ensinam os protestantes de todas as seitas, que não admitem intercessores…
    Quando Deus mandou fazer o Templo, ordenou que se fizesse um mar de bronze, isto é, uma grande bacia de bronze, e disse: “e [o mar] estava assente sobre doze bois, três dos quais olhavam para o setentrião, três para o ocidente, três para o meio dia e três para o oriente, e o mar estava em cima deles; as partes posteriores deles escondiam-se todas para a parte interna” (I Reis, VII, 25).
    Como se explica que o mesmo Deus que proibira, no Sinai, fazer esculturas do que existe sobre a terra, mande fazer doze bois? Afinal, é probido ou não fazer esculturas?
    Que confusão fazem os protestantes lendo apenas uma frase isolada da Bíblia, esquecendo — de propósito — outras.
    Descrevendo o mar de bronze, diz a Bíblia: “O trabalho da base era a cinzel e havia esculturas entre as junturas. Entre as coroas e festões havia leões, bois, querubins e também nas junturas da parte de cima; debaixo dos leões e dos bois pendiam como que umas grinaldas de cobre.” (I Reis, VII, 28-29).
    No Livro I das Crônicas ou I dos Paralipômenos se lêem outras particularidades das esculturas que Deus ordenou que fossem feitas por ordem de Salomão para o Templo de Deus, em Jerusalém
    “Pôs no oráculo dois querubins feitos de madeira de oliveira., de dez côvados de altura”(…) “adornar todas as paredes do Templo em roda com várias molduras e relevos, figurando nelas querubins, palmas e diversas figuras, que pareciam destacar-se saindo da parede” (…) “Nestas duas portas de madeira de oliveira entalhou figuras de querubins, palmas, relevos de muito realce de ouro tanto os querubins como as palmas, e todas as outras coisas” (…) “esculpiu nelas querubins palmas e relevos muito salientes; “(I Cr. V, 23-24; 29; 32; 35).
    “Também para os garfos, copos, turíbulos de ouro puríssimo, para os leõezinhos de ouro, segundo os seus tamanhos, destinou o peso de ouro para cada um dos leõezinhos. Do mesmo modo, para os leões de prata, separou outro peso de prata. Para o altar, em que se queima o incenso, deu do ouro mais fino, para que dele se fizesse a figura dum carro de querubins, que estendessem as asas e cobrissem a arca da aliança do Senhor” (I Cr. XXVIII, 17-18).
    Quando a Arca da Aliança caiu em mãos dos filisteus, Deus os puniu com uma praga. Para se livrarem dela, os filisteus consultaram os seus advinhos, que mandaram que eles fizessem cinco objetos de ouro representando a parte de seu corpo ferida pela praga, e cinco ratos de ouro, colocando esses objetos junto com a Arca da Aliança, sobre um carro de boi, deixando-o livre para partir. E o carro foi em direção dos judeus, que recuperaram a Arca.
    Ora, o fato de que Deus atendeu os filisteus, curando-os, comprova que Ele aceitara a dádiva dos cinco ratos de ouro e dos cinco objetos representando a parte ferida pela praga. Portanto, nem sempre as esculturas são condenáveis.

    Todas essas citações comprovam que, se Deus proibiu fazer esculturas e imagens no primeiro mandamento, Ele mandou, em outras ocasiões, e por diversas vezes, que se fizessem esculturas e figuras. Como explicar, repetimos, essa aparente contradição, já que em Deus é impossível haver contradição?
    A explicação não é difícil.
    Há dois tipos de proibições: as proibições absolutas e as proibições relativas.
    Imagine você, prezado Adriano, um professor irritado com sua classe barulhenta, que lhes grita: “Proibo que abram a boca”.
    A seguir, ele chama um dos alunos para pedir-lhe a lição, numa chamada oral. Ele pergunta uma coisa ao Zezinho, que nada responde. Pergunta outra, Zezinho mantem-se absolutamente de boca fechada. Pergunta pela terceira vez, e Zezinho fica absolutamente silencioso. O professor lhe dá nota zero.
    A seguir, o professor surpreende um outro aluno comendo um sanduiche. Irritado de novo, diz que doravante proibe que comam.
    Terminadas as aulas, Zezinho vai para casa e recusa comer e falar: mantém-se de boca fechada. A mãe insiste e Zezinho se mantém inamovível; a boca dele não abre. Afinal explica por escrito porque não fala e não come: o professor proibira comer e falar. Por isso tirou zero na lição oral e recusa comer qualquer coisa.
    Evidentemente, Zezinho é pouco entendedor… O professor “proibira abrir a boca em classe”, no sentido que proibia conversar, mas não repetir a lição oralmente. Ele proibira comer durante a aula, mas não em casa. As proibições do professor eram de caráter relativo, e não absoluto. O professor não dissera nenhuma contradição. Falta de inteligência indicava Zezinho ao entender proibições para a classe, durante a aula, como proibições absolutas, válidas para sempre e em todas as circunstâncias.
    Da mesma forma, se Deus proibiu fazer imagens e, depois, por diversas vezes, mandou fazer imagens, como em Deus não pode haver contradição, segue-se que a proibição de fazer imagens é relativa e não absoluta.
    Deus proibiu fazer imagens para adoração. Deus proibiu fazer ídolos, e não fazer imagens.

    Por isso a Igreja, que compreende e aceita tudo o que Deus disse na Sagrada Escritura e que não isola uma frase de outra, mas a todas harmoniza, a Igreja sempre permitiu o uso de imagens e sua veneração, mas nunca a sua adoração.

    Aliás, qualquer protestante, na prática diária, desobedece o que eles dizem ser a verdadeira interpretação do primeiro mandamento, porque tiram fotografias de si e de seus parentes, guardam-nas e, se têm carinho por uma pessoa, beijam sua foto.
    Se eles cressem mesmo que é proibido fazer imagens, nunca poderiam tirar fotos de nada. E nem ter espelhos em casa, porque em cada espelho se formam imagens.
    Nem poderiam ter filhos, porque cada homem é feito à imagem de Deus.
    Haveria muito mais a dizer. Por hoje, basta isso.

    Orlando Fedeli.

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