O Inferno

Vai para o inferno, quem morre com o pecado mortal.

O inferno é o lugar em que se padecem penas eternas.

Estas penas são do dano e do sentido.

A pena do dano é a privação da vista de Deus, Sumo Bem.

É a maior pena dos condenados.

Quando a alma se separa do corpo, dirige-se para Deus, com ímpeto irresistível, com muito maior veemência, do que o peixe busca a água, ou de quem está no fogo procura sair dele. Deus, porém, repele eternamente a alma que está em pecado mortal.

A pena do sentido é o tormento do fogo e todo mal, sem nenhum bem.

No inferno, os demônios são os verdugos dos condenados.

Basta um só pecado mortal para merecermos o inferno.

No inferno, a pena é proporcionada à quantidade e qualidade dos pecados cometidos.

É certo que o inferno existe.

Nosso Senhor Jesus Cristo, que é verdade infalível, o disse muitas vezes no santo Evangelho.

Deus proibe o mal moral e deve castigar aquele que o comete.

A lei deve sancionar penas para os transgressores, afim de obrigar os homens a observá-la.

Si se castigam os transgressores da lei humana, com maior razão devem ser castigados os que transgridem a lei divina.

Ninguém pode faltar impunemente à lei de Deus.

Deus é infinitamente justo; assim como premeia aos bons com bens eternos, castiga aos maus com penas eternas.

O pecado é uma ofensa grave à majestade infinita de Deus; por conseguinte merece um castigo infinito.

O pecador não pode sofrer um castigo infinito na intensidade, mas pode sofrê-lo na duração.

 

As penas do purgatório são brandas, porque são temporárias.

Deus, como sábio legislador, devia estabelecer um castigo, que deveras afastasse o homem do pecado mortal; tal é o castigo eterno do inferno.

O temor do inferno é uma das causas que leva ao cumprimento da lei de Deus e deste modo as almas alcançam a salvação.

Por um só pecado, que se comete em um momento, castiga Deus com uma eternidade de penas.

O castigo mede-se pela gravidade da ofensa e não pelo tempo que se emprega em cometê-la.

A própria justiça humana castiga com o cárcere perpétuo e até com a morte, o crime que se pratica em um momento.

Para os bons e para os pecadores arrependidos, Deus é pai de misericórdia; mas, para os que morrem em pecado mortal, é juiz terribilíssimo.

Os pecadores não devem confiar que, por ser Deus bom e misericordioso, não os há de condenar ao inferno; pois, não devem esquecer que Ele é também infinitamente justo.

Tão bom e misericordioso como agora, era Deus, quando de um golpe arrojou ao inferno milhares de anjos.

Por ser Deus infinitamente bom, ama infinitamente a virtude e aborrece infinitamente o pecado; por isso, ninguém premeia ou castiga tanto como Deus.

Si Deus pode ser bom e misericordioso, não deveria castigar com o inferno, pela mesma razão, não deveria permitir tantos males que existem na terra.

Deus, no governo do universo, não se rege pelo sentimentalismo dos homens.

Neste mundo, lugar de prova e não precisamente de prêmios e castigos, Deus, com sabedoria e justiça infinitas, permite catástrofes horrendas, dores acerbíssimas, que afligem a bons e maus.

Nosso Senhor Jesus Cristo, e os santos mártires, filhos amantíssimos de Deus, sofreram tormentos tão atrozes, que horroriza só em pensar.

Como não há de exigir a divina justiça, que sofra o pecador rebelde e obstinado no mal?

Aqueles que morrem em pecado mortal, ficam reduzidos à mesma condição do demônio, de quem não sentimos compaixão.

 

Vai para o inferno quem quer, pois, Deus a todos dá graças abundantes para não cair no pecado, e aos pecadores, enquanto vivem, sempre oferece generoso perdão.

Ninguém se condena, senão por sua própria e livre vontade, cometendo culpa grave.

Os mesmos selvagens, que nunca ouviram falar da religião cristã, si se condenam, é por própria culpa; porque aonde não chega a voz do homem, chega a voz de Deus.

Queres evitar o inferno e ganhar o céu?

Vive sempre em graça de Deus; e si tiveres a desgraça imensa de perdê-la, procura recuperá-la quanto antes.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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Uma resposta para O Inferno

  1. Angelo Miguel disse:

    Adicionei seu blog na Irmandade dos Blogs Católicos. Como eu não tenho seu e-mail, me comunico por aqui mesmo. Verifique se está correto e me avise.
    Obrigado
    Angelo Miguel
    oanjoqueguardavoce@gmail.com

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