Limbo das crianças

Vai para o limbo das crianças, quem morre só com o pecado original.

Quem morre antes do uso da razão sem o batismo, morre só com o pecado original.

No limbo não se sofre nada; goza-se de felicidade natural.

Deus fez, pois, um grande benefício àqueles que estão no limbo, dando-lhes a existência; porque podia tê-los deixado em o nada de onde os tirou.

Aqueles que morrem depois do uso da razão, vão para o céu ou para o inferno, conforme tenham ou não cumprido a lei de Deus.

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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8 respostas para Limbo das crianças

  1. Pedro Rocha disse:

    Prezado, o limbo das crianças não é mais citado pela Teologia moderna, tanto que nunca foi Dogma de Fé.

    Salve Maria!

    • Caríssimo:

      A Religião Católica pauta-se em verdades eternas e imutáveis. O que foi transmitido no passado, serviu para o passado, serve para o presente e servirá para o futuro.
      Quanto à questão do limbo não ser dogma, então, significa dizer que pode ser discutido sem nenhuma pena de excomunhão, visto não se tratar de uma verdade definida de forma infalível.
      Aliás, a recusa de se usar a infalibilidade coincide exatamente com o progresso da Teologia Moderna… Mas lembremos que o Limbo é uma conclusão teológica que sempre foi crida pela maioria dos teólogos e pelo povo cristão… Até o Concílio Vaticano II…
      Santo Agostinho ensinava sobre o limbo… Até mesmo o papa Pio VI pregou a ortodoxia da crença no limbo, contra o sínodo cismático de Pistóia… Logo, considerando MUITO BEM que a Teologia moderna não nasceu de um espírito católico, e recebeu influências de pensadores não-católicos e até mesmo anti-católicos, o mínimo que se pode dizer é que não se deve desprezar nada do que foi ensinado no passado, pois ao menos naqueles tempos não havia misturas; o que era católico estava de um lado, o que era do mundo estava do outro.
      Abaixo deixo referências muito boas que argumentam o motivo de se crer no limbo:

      http://www.permanencia.org.br/drupal/node/993
      e
      http://permanencia.org.br/drupal/node/992

      Boa leitura!

      • Assim como Luthero, em leitura ao evangelho de São Marcos cap. 10 versos 13 ao 16, entendo que, como Jesus diz para que não embaraceis aos pequeninos de se achegarem a mim, pois dos tais é reino de Deus, entendi que as bebês ainda que não sejam batizados, ele não marcados pelo pecado, porque sem a pureza de uma criança,
        ninguém vera a Deus. sem mais Presbítero Roberto

      • Não entendi sua postagem, só o vi se colocar do lado do frade apóstata Lutero, e só lamento por sua companhia. O senhor se diz presbítero: acaso é sacerdote católico?

  2. Guilherme disse:

    O Papa Pius X declarou em 1905: “As crianças que morrem sem terem sido batizadas vão para o limbo, um lugar onde não desfrutam da presença de Deus mas também não sofrem, pois, por terem nascido com o Pecado Original, elas não merecem o Paraíso, embora também não mereçam o inferno nem o purgatório.”

    Recentemente o Papa Benedito XVI declarou que esta doutrina está incorreta. Não compreendi se as crianças passam, então, a ir direto para o Céu, ou não. Não pude deixar de visualizar um monte de alminhas, felizes e fazendo a maior algazarra, abandonando o limbo e indo para a presença de Deus.

    Mas também fiquei preocupado. Será que a igreja estava errada antes, ou estará agora? Será que estas almas podem entrar com uma ação contra o Vaticano pedindo ressarcimento e reparação moral pelos anos perdidos no limbo sendo que na verdade elas não mereciam estar lá????

  3. Se o Céu fosse uma repartição pública, elas bem deveriam processar o Vaticano, pois é impressionante como depois do Concílio Vaticano II iniciaram uma verdadeira cruzada contra a Igreja, num certo sentido.

    Simplesmente houve um frensei, uma idéia fíxa, uma compulsão por mexer em todas as coisas na Igreja, como se estivesse tudo errado antes do Concílio.

    Derrubar, modificar, lançar dúvidas… De que serve tudo isso para a salvação das almas?
    Perceba que nem o rosário foi deixado em paz. O papa João Paulo II demonstrou ótimas intenções, não impôs os mistérios luminosos… Mas não é sintomático que até mesmo o rosário passou por esse frenesi de mudança?

    Há mais de 100 anos que os modernistas passaram a assolar a Igreja, entrando furtivamente, assumindo postos na hierarquia, influenciando. Longe de considerar a Igreja uma Instituição fossilizada, estática, creio ser prudente que nos dias de hoje se observe com ainda mais atenção os sábios conselhos de Jeremias, para os fiéis que outrora se sentiam perdidos com novidades que surgiam e causavam pertubação:

    State super vias, et videte, et interrogate de semitis antiquis quae sit via bona, et ambulate in ea.

    “Parai sobre os caminhos, e vede, e perguntai quais são as antigas veredas, para conhecerdes o bom caminho, e andai por ele”. (Jr, VI,6 – da vulgata latina)

  4. Ana disse:

    Eu creio na misericórdia infinita de Deus. A Igreja não estava errada em aceitar a ideia de limbo e nem está errada em dizer que tal ideia está incorreta, nenhum dos papas que se posicionaram nesta questão erraram, pois o limbo é uma ideia e não um dogma de fé, funca foi dogma, apenas era um pensamento recorrente entre os fieis…, eu creio no papa Bento XVI, assim como cri João Paulo II, o que a Igreja diz para mim é lei!

    • Prezada Ana, é louvável sua prontidão em obedecer a Igreja, mas nunca, jamais se esqueça que 1- a Igreja, por sua origem divina, não pode se enganar nem nos enganar, e 2 – Todas as aparentes contradições no interior da Igreja não atingem sua origem nem sua infalibilidade, mas são contradições dos membros humanos, estes sim, às vezes (na maioria das vezes) falhos, pecadores, contraditórios, confusos.

      Como pode você dizer que a Igreja está certa em aceitar a idéia do limbo, e ao mesmo tempo dizer que a Igreja NÃO está certa em aceitar? Minha cara, a mesma igreja, tomando para si a filosofia de Aristóteles corrigida por Santo Tomás, não aceitaria como certo este princípio de contradição que você apresentou.
      Há dois princípios filosóficos admitidos pela igreja como verdadeiros: o princípio da identidade (o ser é igual a si mesmo) e o da não-contradição (uma coisa não pode ser e não-ser ao mesmo tempo).
      Ora, como pode você dizer que a igreja está certa em aceitar e rejeitar o limbo ao mesmo tempo?

      Por favor, não diga que a verdade muda com o tempo, e a verdade é apenas o que o papa atual – não importa quem seja – defina. Não diga que é assim, pois São Pio X, papa CONDENOU como heresia os que dizem que a verdade é evolutiva e muda com o tempo e com as circunstâncias.
      A verdade é o que é. O que é verdade não depende de passado, presente e futuro. Dois mais dois são quatro agora, e eram ontem, e continuarão a ser amanhã. Ou o limbo existe ou não existe. Não existe isso de dizer que o limbo não existe mais porque Bento XVI determinou, porque se o próximo papa for de parecer contrário e definir o oposto, isso só demonstraria que a fé é um conjunto de crenças falsas que muda de vez em quando.

      Esta opinião de Bento XVI não pode ser tida como um dogma ou sequer como uma verdade, e muito menos ser tida por tal, da parte dos fiéis, porque contra esta INOVAÇÃO estão muitos outros ensinamentos de vários teólogos da Igreja por séculos a fio.

      Bento XVI não usou da infalibilidade papal para encerrar esta questão de maneira solene e definitiva. A Igreja ensina que um ensinamento só pode ser considerado infalível, portanto dogmático, quando o Santo Padre reivindica tal poder e REPETE o que sempre foi crido pela Igreja em todos os tempos e em todos os lugares.
      O dogma da Infalibilidade papal é muito claro: está dito que o papa não inventa ou cria doutrinas quando define um ensinamento como lei; o que ele faz é repetir algum ensinamento que sempre existiu em todos os lugares e em todos os tempos da igreja, e falando como pastor supremo, define que tal assunto não mais pode ser questionado. Não foi o que aconteceu.

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