ARTIGO II

E em Jesus Cristo um só seu Filho, Nosso Senhor.

O REDENTOR

O homem, pelo pecado original, achava-se em tristíssima condição.

Não podia merecer o céu, e, depois de uma vida cheia de culpas e de misérias, teria uma eternidade de penas.

Adoração dos pastores (Giotto)

Mas a infinita misericórdia de Deus não permitiu que o homem decaído perecesse.

Quando Deus expulsou Adão e Eva do Paraíso terrestre, prometeu um Redentor, que a seu tempo, salvaria o gênero humano; este Redentor prometido foi o próprio Filho.

Era justo que, a Deus ofendido pelo pecado, se desse a devida satisfação.

Mas uma simples criatura não poderia dar uma satisfação proporcionada à ofensa feita ao Deus de majestade infinita.

Por isso, foi necessário, que o Redentor fosse, ao mesmo tempo, homem e Deus.

Como homem pôde padecer e satisfazer; e como Deus pôde dar a esta satisfação um valor infinito.

Deste modo satisfeitas ficaram a misericórdia e a justiça de Deus.

Todo o pecado é perdoado pelos merecimentos do Redentor, fazendo o homem por sua parte o necessário para a aplicação destes merecimentos.

Os homens, antes da vinda de Jesus Cristo, salvavam-se pela fé no Redentor que devia vir; depois da vinda de Jesus Cristo, salvam-se crendo no Redentor já vindo.

Se muito perdemos pelo pecado original, muito mais ganhamos pela Redenção.

Eis, porque a Igreja, no ofício do Sábado Santo, canta: Oh! Feliz culpa, que nos mereceste tal Redentor!

Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
Esse post foi publicado em Sem categoria e marcado . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s