O sinal do cristão

O sinal do cristão é a cruz, porque, em todos os tempos, os cristãos, formando-o sobre si, se distinguiam dos infiéis.

A cruz representa as principais verdades da religião cristã, a saber: Unidade e Trindade de Deus, e Redenção.

Unidade de Deus quer dizer que há um só Deus.

Trindade de Deus quer dizer que em Deus há três pessoas realmente distintas.

Redenção significa que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para salvar-nos.

No sinal da Cruz, com as palavras, expressamos a Unidade e Trindade de Deus, e com a figura da cruz, a Paixão e Morte de N. S. Jesus Cristo.

Fazendo o sinal da cruz, manifestamos professar todas estas verdades e as que delas derivam.

O sinal da cruz faz-se traçando com a mão duas linhas: uma de cima para baixo e outra da esquerda para a direita, como está indicado nesta gravura.

O cristão usa deste sinal de duas maneiras, persignando-se e benzendo-se.

Ao persignar-se e benzer-se, se a mão esquerda está livre, coloca-se extendida sobre o peito.

Persignar-se é fazer três cruzes com o dedo polegar da mão direita estendida; a primeira na testa, a segunda na boca, e a terceira no peito, dizendo:

Pelo sinal                 ┼    da Santa Cruz

livre-nos Deus        ┼    Nosso Senhor

dos nossos               ┼    inimigos.

Fazemos o sinal da cruz:

na testa, para que Deus nos livre dos maus pensamentos;

na boca, para que Deus nos livre das más palavras;

e no peito, para que Deus nos livre das más obras que nascem do coração.

Benzer-se é fazer uma cruz, levando a mão direita.

à testa, dizendo: Em nome do Padre.

depois ao peito, dizendo: e do Filho,

daí ao ombro esquerdo, e ao direito, dizendo: e do Espírito Santo.

E se termina com a palavra: Amen.

Para fazer o sinal da cruz usamos a mão direita, porque é a principal e no serviço de Deus devemos usar o melhor.

Quando fazemos o sinal da cruz, o passar a mão da esquerda para a direita indica que por virtude da cruz, passamos do estado de culpa ao estado de graça.

O sinal da cruz deve fazer-se com devoção.

É cousa utilíssima fazer frequentemente o sinal da cruz, porque tem virtude de avivar a fé, afastar as tentações e alcançar-nos de Deus muitas graças.

Convém fazer o sinal da cruz: pela manhã ao levantar e à noite ao deitar; no princípio e no fim das refeições e do trabalho; ao entrar e sair da igreja; e, especialmente ao começar a oração.

Sendo a cruz o sinal de nossa redenção, é muito conveniente que toda família cristã tenha um quadro ou imagem de Jesus crucificado, em lugar visível e principal da casa.

PARTES  PRINCIPAIS DA DOUTRINA CRISTÃ

Os deveres do cristão são:

Crer as verdades da fé; orar com frequência; observar a lei de Deus e da Igreja e receber com devoção os santos Sacramentos.

Por conseguinte, o cristão, ao chegar ao uso da razão, deve saber o que tem de crer, orar, observar e receber.

Estas quatro cousas estão contidas:

no Credo, o que se deve crer;

no Padre Nosso e demais orações da Igreja, o que se deve orar;

nos Mandamentos da Lei de Deus e Preceitos da Igreja, o que se deve observar;

e nos Sacramentos, o que se deve receber.

Portanto, as partes principais da Doutrina Cristã são quatro: Credo, Padre-nosso, Mandamentos e Sacramentos.

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Sobre Bruno Luís Santana

Ego Catolicus Romanus sum.
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5 respostas para O sinal do cristão

  1. Antonio Rodrigues Ventura disse:

    Eu não deixo uma resposta mas antes uma pergunta:
    Gostava de saber porque é que no ocidente , a partir do séculio XII, os cristãos, que até aí se benziam da direita para a esquerda, passaram a fazê-lo da esquerda para a direita?
    Muito grato ficaria pior uma resposta.
    Os meus cumprimentos
    A. Ventura

    • Caro Antônio,

      Será mesmo que a afirmação de que tal coisa aconteceu no século XII é realmente precisa?
      O Divino Espírito Santo sempre acompanhou a Igreja. Assim, nos tempos anteriores ao cisma grego, em que a Igreja se estendia do oriente ao ocidente, sob uma mesma fé e uma mesma doutrina, se verificavam várias disparidades que, longe de trazer prejuizo, são antes um enriquecimento e uma prova de como Deus utiliza o que há de bom nas pessoas para forjar a sua Santa Religião sem causar estranheza e distanciamento das populações cristianizadas.

      Exemplo disso é a Santa Missa: em todos os tempos e em todos os lugares a doutrina é igual: A renovação do Sacrifício do Calvário. Só que no Ocidente o Espírito Santo aproveitou as disposições latinas e enfatizou a Crucifixão e Morte de Nosso Senhor, enquanto entre os Melquitas, por exemplo, se enfatiza fortemente o seu aspecto trinitário; mas a diferença na ênfase não contradiz o fundamento. Tanto no oriente que reza em grego, copta, aramaico, etc, como no ocidente latino, a Missa têm a mesma doutrina.

      PENSO – e digo isso por admitir não ter lido nada a respeito para lhe dar referência – que o sinal-da-Cruz vai pela mesma lógica.

      No século II, o sinal-da-Cruz era feito apenas na testa, da mesma maneira que hoje em dia recebemos do bispo no dia da Crisma.
      No século IV já se registravam variações nas maneiras de fazer a cruz, tanto nos locais quanto na amplitude.

      Tanto que no Ocidente, a amplitude do movimento é: testa – peito – ombros
      A posição dos dedos é: faz-se o sinal com os cinco dedos, em honra das cinco chagas de Nosso Senhor.
      O movimento se dá da esquerda para a direita para significar a conversão de vida, pois a Escritura diz que Deus separará os maus à esquerda e os bons à direita. É passar da iniquidade para a vida da graça.

      No Oriente, a amplitude do movimento é: testa – cintura – ombros.
      A posição dos dedos é: faz-se o sinal com os três dedos, para simbolizar a Trindade. Os dedos pressionados em direção à palma da mão simbolizam a Dupla natureza de Nosso Senhor: a Humana e a Divina.
      O movimento se dá da direita para a esquerda, para simbolizar que a Cruz visa em primeiro lugar os bem-aventurados.

      Realmente: da esquerda para a direita significa sair do pecado em direção à graça; da direita para a esquerda, partir dos justos aos que precisam se converter. E no centro: Jesus Cristo.

      Porque, de qualquer direção que se tome: o essencial não é o movimento corporal, mas as PALAVRAS: é afirmar que o fazemos em NOME – no singular – de três Pessoas divinas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Um nome em três pessoas, para siginificar que há um só Deus em três Pessoas realmente distintas. Fazemos a cruz para significar que cremos na Encarnação, Paixão e Morte de Cristo, e que aceitamos a cruz inteiramente sobre nós.

      Eis aí como age o Espírito Santo até em coisas à primeira vista pequenas: entendimentos diversos, entendimentos válidos, e fundamento igual. Maior variedade, maior riqueza.
      Como a nossa Santa Religião, longe de massificar como os pobres igualitários herdeiros da revolução, explode em cores, em sentidos de matizes diversos, e ao mesmo tempo sob uma base sólida e imutável!

      • Antonio Rodrigues Ventura disse:

        Agradeço a sua resposta mas a minha dúvida permene.É que encontrei o seguinte: o papa Inocêncio III(1216) no seu livro:”De sacro altaris misterio” : ” O sinal da cruz deve fazer-se com 3 dedos, invocfando assim a Trindade e de modo que se desça de cima para baixo e da direita para a esquerda porquie Cristo desceu do céu à terra e passou dos judeus poara os gentios.Em nome do Pai (na testa e na cintura) simbolizando o Deus criador do ceu e da terra. Em seguida dizemos: e do Filho tocando com os 3 dedos no ombro direito porque Jesus ressuscitouy e sentou-se à direita do Pai. Fionalmente dizemos: e do espirito Santo tocandio com os 3 dedos no ombro esquerdo”
        Foi por causa disto que eu lhe .perguntava porque se teria começado a fazer da esquerda para a direita.
        Eu tenho muita pena de não saber. É que a fé não me é suficiente.
        De qualquer maneira muito obrigado
        A. Ventura

      • Antônio, tudo o que sei foi o que expus no comentário abaixo.

        A explicação atribuida a Inocêncio III é igualmente bela, se realmente a mudança veio depois disso, desconheço o motivo. Só ajunto que, independente da causa, o essencial permaneceu, apesar da mudança de forma. E é isso o que deve nos interessar.
        Se a honra ao Deus Uno e Trino fosse alterada e o gesto de fazer o sinal-da-cruz permanecesse como antes, aí sim seria caso de real preocupação.

      • Antonio Rodrigues Ventura disse:

        Se conseguir descobrir alguma coisa mais sobre o nosso tema: “o sinal do cristão” muito agradecia que partilhasse comigo.
        Um abraço
        A.ventura

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