Precursor de Newton
Jean Buridan (1295(?) 1300(?) – 1358)
Sacerdote francês e professor da Sorbonne do século XIV, rejeitando o erro aristotélico de que o universo é eterno por si mesmo, se pôs a sustentar que o universo fora criado por Deus a partir do nada, em um dado momento. E se o universo não era eterno, então o movimento celeste, cuja eternidade Aristóteles também havia sustentado, tinha que ser concebido de outra maneira.
Sua conclusão foi fundamental para o surgimento da primeira Lei de Newton: em virtude da lógica católica, uridan procurou descobrir o modo como os corpos celestes, uma vez criados, passaram a mover-se e permanecer em movimento na ausência de alguém ou algo que aparentemente continuasse a empurrá-los.
Sua resposta: Deus conferiu aos corpos celestes o impulso, o movimento primordial. E o movimento nunca se dissipou porque os corpos celestes, movendo-se no espaço sideral, não encontravam atrito e, portanto, não sofriam nenhuma força contrária que pudesse diminuir a sua velocidade ou interromper o seu movimento.
Nesta conclusão encontram-se os germes do momento físico e da inércia. Este avanço teórico foi tão profundo que, em virtude desta percepção decisiva, resultante da fé católica de Buridan, terminou por culminar na primeira lei de Newton


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